Café com Anime – Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, episódio 2

E cá estamos nós, em mais uma edição do Café com Anime: nossa conversa semanal sobre alguns dos animes da temporada. Aqui você confere nossa discussão sobre o segundo episódio de Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, com presença do Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, o Fábio “Mexicano”, do Anime21, e do Vinicius Marino, do Finisgeekis, além, é lógico, de mim mesmo [rs]. Sirvam-se então de uma xícara do seu líquido predileto e venham então conferir o que achamos desse primeiro episódio :D

E claro, sempre bom lembrar: aqui no É Só Um Desenho você também confere nossas conversas sobe Ginga Eiyuu Densetsu: Die Neue These, às segundas, enquanto que no Dissidência Pop estarão nossas conversas sobre Mahou Shoujo Site, no Anime 21 aquelas referentes à Hisone to Maso-tan, e no Finisgeekis continuamos com as conversas sobre Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen, que entrou agora em seu segundo cour.


Diego:

Um segundo episódio que bem poderia ter sido o primeiro :P Olá a todos e bem vindos ao nosso segundo Café com Anime de SAO Alternative: GGO \o/ E como esperado aqui nós voltamos para algum tempo antes do início do Squad Jam, para conhecer um pouco melhor a nossa protagonista. Ela ser complexada com a altura era algo que já sabíamos mesmo da sinopse do anime, mas gostei da forma como o anime lidou com isso.

A explicação para a roupa da LLENN foi legal também, sendo inicialmente um movimento bem noob da parte dela, mas que acabou compensando. A título de curiosidade, camuflagem rosa chegou de fato a existir (para veículos pelo menos, não sei se para pessoas), se provando bastante útil para uso justamente no deserto – então foi legal a forma como a obra fez uso da roupa.

E eu sinto que nesse episódio o anime já deu um bom “end goal” pra tudo isso: LLENN e Pito se enfrentando nas finais do torneio, com a LLENN ganhando e as duas se encontrando no mundo real. Ou pelo menos é como eu gostaria que o anime acabasse :P Mas vamos lá que eu já falei demais, comentem vocês um pouco agora o que acharam desse segundo episódio /o/


Gato de Ulthar:

Só eu achei o drama da garota com a altura super forçado? Ela nem é tão alta assim, e penso que dificilmente isso lhe dificultaria em fazer amizades como foi levantado no anime, tanto é que ela possui uma amiga né? Claro que há pessoas com complexos com altura, mas mesmo assim, ela fez parecer que era uma deformidade física gigante o simples fato dela ser um pouco alta! E que postura idiota em relação aos outros jogos, o que importa seu avatar ser alto? É uma personagem de ficção e uma elfa alta e peituda é super comum.

Mas de fato, pelo menos esse episódio foi menos irritante que o primeiro, mas também achei um tanto fraco. E não é que a LLENN tira a super-velocidade dela da bunda? Ficou muito na cara que o poder foi simplesmente jogado para ela.


Fábio “Mexicano”:

Um segundo episódio que deveria ter sido o primeiro. Não foi um excelente episódio, mas no geral muito do que me perturba tem a ver com a lore de Sword Art Online, e isso não se pode mudar agora. Como por exemplo, avatares aleatórios. Ou o tutorial abusivo. Bom, Gun Gale Online é um jogo com player kill sempre liberado, né? Psicopatas tem mais chance de sucesso em ambientes assim, e um tutorial abusivo é uma boa forma de criar psicopatas, então acho que de alguma forma pervertida ele tem lógica interna…?

Mas tá, aquilo que a gente sabia: a garota é complexada com sua altura. Não vou questionar isso, sinceramente acho exagerado, mas aposto que há pessoas complexadas com muito menos. Vou apenas aceitar, não é nem bom nem ruim, é só uma motivação – uma motivação fraca, mas uma motivação suficiente para ela. Jogos online são um bom ambiente para vivermos uma vida diferente. Uma fantasia, uma máscara, uma fuga da realidade. Jogos online são um ambiente perfeito para isso. Digo, não tanto quando os avatares são aleatórios, porque os avatares e a habilidade de personalizarmos nossos avatares é parte importante da formação da nossa persona, nossa identidade virtual, então se estamos falando exatamente de fugir da realidade para viver uma vida diferente, avatares aleatórios são na verdade prejudiciais – mas isso é coisa da lore de SAO, né? Fazer o quê…

Adoro comparar com Net-juu no Susume porque é um anime recente. Em Net-juu no Susume a protagonista também buscou um jogo virtual para fugir da realidade. No caso, a realidade dela era de uma hikikomori, uma mulher que aos 35 anos cansou da vida estressante no trabalho, se demitiu e está vivendo do que economizou. Ela se sente muito mal com isso e em particular ela se sente muito mal consigo mesma. Ela têm problemas em se relacionar com outras pessoas na vida real. Mas no mundo virtual é tudo diferente: ela se orgulha de seu avatar, ela tem amigos e se diverte com eles. Aqui em SAO Alternative GGO, a protagonista é complexada com sua altura, e tem dificuldades sociais por causa disso. Também encontrou um refúgio no mundo virtual (depois de uma longa e dura jornada por vários jogos diferentes na esperança de conseguir um avatar que a agradasse; malditos avatares aleatórios), se orgulha de sua persona e consegue se aproximar das pessoas. Qual a diferença? Net-juu nunca se ocupou muito em explicar sobre o mundo virtual. Teve episódios inteiros nele, até fragmentos de batalhas, mas nem a protagonista se importava com isso, ela só queria mesmo estar lá (e aqui em SAO Alt GGO ela também não se importa muito, foi a impressão que tive), e o anime era equilibrado entre o mundo real e o mundo virtual, sendo o mundo real o importante, onde a história se desenvolveu e a protagonista começou a lidar melhor com suas limitações. Aqui parece que o mundo virtual é que será o mais importante, e isso não me agrada muito. O anime parece estar dando um tiro no próprio pé.


Vinicius Marino:

Coisas que GGO me ensina: LLENN não é gorda. É horizontalmente longa:

Enfim, a parte “boa” antes de mais nada: esse episódio foi mais forte que o outro. E sim, poderia ter sido um começo.

De resto? Eu tive dificuldade em comprar quase tudo o que o anime nos jogou.

Vamos ficar só nos avatares aleatórios, para início de conversa: 1) por que raios todos os MMOs do mercado funcionariam assim, quando claramente há demanda para coisa diferente? 2) por que não é possível resetar um avatar no mesmo jogo, em vez de ter de jogar 500 jogos diferentes? 3) por que o ecossistema não é mais diverso, considerando que todo mundo ganha um avatar aleatório? Devo acreditar que todo mundo em GGO randomicamente “ganhou” um avatar que é a exata expressão de quem eles realmente são?

Enfim, são coisinhas pequenas, mas foram tantas que prejudicaram minha suspensão de descrença.

Ah, e está confirmado: a LLENN é uma filha da puta mesmo, que embosca jogadores desavisados a troco de nada. Se vocês já jogaram MMO, sabe que são justamente os boçais que fazem isso.


Fábio “Mexicano”:

HAHAHAHAHA! Bom, mas pelo que entendi, essa parte é incentivada em Gun Gale Online! É um jogo com player killing sempre ativo. E como eu pontuei em meu comentário, até o tutorial dele é abusivo! Só posso esperar que seus jogadores se transformem em psicopatas mesmo. Eu nunca jogaria isso, mesmo que não tivesse todas as outras limitações (que parecem fazer parte da API e/ou da toolkit do dispositivo VR que eles usam, o que não o torna menos idiota, enfim).


Gato de Ulthar:

O jogo não me pareceu ruim, e achei o tutorial muito instrutivo! Parece aqueles sargentos que maltratam os recrutas em incontáveis filmes de guerra de Holywood.

Mas a LLENN tem tudo para ser uma personagem odiada, ficar emboscando e matando todo mundo, ninguém gosta disso, mesmo em jogos de guerra.

Eu não gostei daquela diferenciação entre armas. Armas laser para monstros e armas comuns para pessoas.


Diego:

Gun Gale Online é um jogo cujo foco maior é o PVP mesmo. Monstros provavelmente existem para permitir o level up e tals. Nesse contexto, não vejo nenhum problema nas atitudes da LLENN: ela ta jogando o jogo da forma que ele foi criado para ser jogado, nada de mais ai.

Sobre a motivação da protagonista, eu acho ela perfeitamente válida. Lembro que no r/anime alguém tinha comentado que ela tem 1,80 e poucos de altura em um país onde a média dos homens é 1,70 e poucos enquanto que as mulheres nem chegam a 1,60. Só de andar na rua ela atrai atenção, em um país com uma cultura que desencoraja bastante o “se destacar”. Só isso já bastaria pra ela ser complexada, vai saber que problemas ela pode ter vivido ao longo da vida por causa da altura. E com base em tudo isso, ela resolve tentar um jogo como forma de escapismo – parece normal pra mim.

A parte do avatar… ugh. Eu meio que consigo raciocinar ela ficar transferindo conta (ao invés de, né, criar uma nova e tentar a sorte de novo) com aquela mentalidade de “deu errado nesse, bora pro próximo” – uma lógica falaciosa, mas bem comum. Agora, sobre o avatar ser random… É, isso não da mesmo pra defender. Se fosse só GGO, seria normal – mas é praticamente todo VRMMORPG! Não lembro se a novel de SAO alguma vez explica o motivo disso, mas verdade seja dita, é só um plot device – que no original serviu pra dar um corpo trap pro Kirito, e aqui serve pra protagonista tentar tudo que é jogo antes de cair em GGO.


Fábio “Mexicano”:

Bom, você pode usar armas laser contra pessoas também. A LLENN fez isso em sua primeira disputa contra outros jogadores, e com muito sucesso.


Vinicius Marino:

Não muda o fato de que é uma quebra de fair play. Se monstros só estão aí para level up, o que invariavelmente aconteceria é que um monte de boçal (quem nem a LLENN) acamparia nessas áreas para caçar noob. Sem noob, sem novos jogadores. Sem novos jogadores, GGO acabaria.

A população do jogo se restringiria aos FDP originais. E quando eles se cansassem, viraria um deserto.

Agora, sobre essa lorota da altura: parece-me um caso extremo (e nipônico) do “Hollywood ugly”. O topos é o seguinte: você quer uma personagem “feia”, mas ela precisa continuar sendo gostosa porque, né. Então você coloca uma pessoa que seria uma top model no mundo real (checa lá a altura das top models, eu espero) e inventa um complexo de feiúra para ela na história. Com a outra assassina é a mesma coisa. “Ai, eu coloquei essa tatuagem horrorosa para não ser assediada”. Falou a personagem que usa catsuit.

Afinal de contas, quem vai comprar figure de personagem feia? Quem vai fazer cosplay de personagem feia?


Fábio “Mexicano”:

Eu tenho a impressão que mesmo sem PVP ativo esse é o destino da maioria dos MMOs japoneses (e coreanos) atuais, Vinicius :D

A maioria absurda morre um dia por conta da, digamos, “entropia”, não por ficar tecnologicamente defasado ou coisa parecida.


Vinicius Marino:

É verdade, mas GGO pisou no turbo para chegar lá antes.


Gato de Ulthar:

COLOCOU UMA TATUAGEM NO ROSTO PARA EVITAR ASSÉDIO! Que tipo de lógica é essa?

Ela teria que ter tatuado um pênis na cara, sei lá…


Diego:

Uma pessoa também não precisa ser um Quasimodo para estar insatisfeita com algo da sua aparência. Ela se acha alta demais e preferiria ser mais baixa. Ela nunca se chamou de feia ou algo do tipo, fora que insatisfação com a própria aparência não precisa ser algo “externo”: pode todo mundo te dizer que você está ótimo e ainda assim você mesmo sentir que preferia mudar isso ou aquilo.

(Mas a parte da tatuagem foi bullshit total mesmo lol)


Fábio “Mexicano”:

Sem ter assistido mais nenhum Sword Art Online desde o primeiro, a impressão que eu tive após esse episódio é que todos os VRMMOS de SAO são mais ou menos terríveis desse jeito :D

No Japão tem a coisa sobre tatuagens, né, não pega bem, pessoas tatuadas são até proibidas de entrar em alguns lugares, como algumas fontes termais, enfim. Não sei se essa cultura existe também dentro de MMOs, e pensando por alto parece que não faz sentido.


Diego:

E sobre a “jogabilidade” de GGO: ele é um MMO mais voltado para o público hardcore, e um no qual é possível trocar dinheiro “in game” por dinheiro no mundo real. O seu público alvo não é mesmo o cara que quer jogar de casual.


Vinicius Marino:

Mas casual é justamente quem troca dinheiro por dinheiro do mundo real :P

Digo, é assim que 100% dos jogos casuais funcionam.

Quer um jogo hardcore? Acabe com as microtransações. Meritocracia 100%


Fábio “Mexicano”:

É um Dark Souls dos MMOs, ok. Não sei se algo assim realmente faria sucesso, mas entendo a ideia.


Gato de Ulthar:

Está cheio de personagens sexys em animes e games medievais com tatuagens, até mesmo na cara, acho que isso não é desculpa…


Vinicius Marino:

Aliás, acabe com os níveis. 100% perícia. Se você não sabe atirar, não vai saber atirar no jogo.


Diego:

Ou seja, você quer Alfheim Online, o primeiro jogo que ela tentou :D


Fábio “Mexicano”:

Que é o segundo cour da primeira temporada, né? Falando só por falar mesmo, não tenho interesse nenhum.


Diego:

Como jogo puramente, Alfheim é o que parece mais legal. Mundo imenso pelo qual você pode voar, parece divertido /o/


Gato de Ulthar:

E quanto a arma dela: “Você deve dar um nome a ela”, “O nome dela será P”, “Que nome lindo”. A arma é uma P90 e o nome dela é P, criatividade voou longe.


Fábio “Mexicano”:

Pezinha!


Vinicius Marino:

Eu entendi que é uma homenagem à assassina lá. A Ponipiri, Piriponi, Polipuli, esqueci o nome.


Fábio “Mexicano”:

“Até as armas dela são pequenas” “Hardcore”: Às vezes não sei se o anime está tentando ser engraçado ou está falando sério.


Diego:

Mas francamente, se GGO sobreviveria em um cenário realista me parece totalmente além do ponto. Estamos falando de um universo que permite full dive – uma tecnologia que estamos longe de possuir. Acho que um pouco de suspensão de descrença faz bem em se tratando dos jogos também.


Gato de Ulthar:

A LLENN estava quase tendo um orgasmo com aquela arma.


Vinicius Marino:

Podemos estar longe de possuir “full dive”, mas já temos skins costumizadas XP


Gato de Ulthar:

GGO é um jogo furado na minha opinião. Eu jogaria só para me divertir um pouco, sem levar a sério.


Diego:

LLENN: “essa arma é fofa!”

Eu: okaaaaaaay…


Fábio “Mexicano”:

Eu sei que está além do ponto. Mas é que é algo que prejudica a suspensão de descrença.


Gato de Ulthar:

Creio que GGO seria um jogo melhor se caso focasse exclusivamente em batalhas de time, como no primeiro episódio, sem jogabilidade individual.

Mas nem assim foi bom no primeiro episódio. Nem sei mais o que eu estou dizendo.


Fábio “Mexicano”:

Em batalhas, né, porque o primeiro episódio não teve batalhas, teve o Jotalhão (já esqueci o nome dele) narrando o que estava acontecendo.

Mas eu já vou pro outro lado, preferiria que o jogo fosse só um escape mesmo e focássemos mais na pessoal real por trás do avatar. Mas sendo SAO, sei que não vai acontecer.


Gato de Ulthar:

“JOTALHÃO” :D


Diego:

Eu não jogaria GGO porque não curto jogos de tiro :P Fora que o mundo cinza não realmente me parece interessante. Pra mim é o pior jogo dentre os que vemos em SAO, mesmo que o arco Phantom Bullet, na novel, seja um dos melhores da série.


Vinicius Marino:

Vou trazer de novo o exemplo de Jogador No 1, que tem uma premissa bem parecida à GGO. Essa história também se passa num futuro próximo, em um MMO inexistente usando tecnologia que ainda não existe. Mas seu mundo (tanto no romance quanto no filme) parece crível. Tudo o que ele traz de novo é justificado, de forma que entendemos bem como ele funciona. Ao mesmo tempo, ele é suficientemente parecido com o microverso dos games atuais para sentirmos uma verossimilhança.


Fábio “Mexicano”:

Pelo que ouço falar, elogiam esse arco justamente por causa da história da pessoa por trás do avatar. Se for o que estou pensando, me parece só um monte de melodrama, meio apelativo até, mas talvez tenha sido bem executado, vai saber. E com o foco no lugar certo.


Vinicius Marino:

É a mesma coisa que dizer que “LOGH se passa no futuro, logo qualquer furo de estratégia é perdoado”. Err… não. Como Fallout nos lembra, “a guerra nunca muda”. Tal como Napoleão foi um gênio em qualquer lugar, a estupidez pode ser percebida mesmo em ambientes fictícios.


Fábio “Mexicano”:

Isso é algo que talvez eu ainda me lembre de falar nos bate-papos de LOGH: os generais do passado continuam sendo estudados até hoje.


Diego:

Vamos lá, SAO não é nenhum LOGH e a LLENN também não é nenhum Reinheard, não comparemos pepinos com maçãs, por favor :P Mas bom, não tem muito o que fazer com relação ao universo da série. Tem alguns problemas, sim, mas é o rumo que os jogos em VR tomaram naquele mundo. Para aquele contexto faz sentido – ou no mínimo é o que a história nos pede para engolir, já que o realismo da coisa simplesmente não importa para a história que a obra que contar.


Fábio “Mexicano”:

Pô, mas ela aprendeu rapidinho as estratégias pra derrotar jogadores no deserto :D


Gato de Ulthar:

Nem Reinheard se desenvolveria tão rápido.


Fábio “Mexicano”:

Enfim, como eu disse em meu comentário, eu sei que não tem muito o que fazer porque é SAO e SAO é essa droga mesmo. Mas sobre o foco da história, ah, isso eu vou reclamar sempre sim! Mesmo sendo um pouco forçado o problema dela ser alta demais (não acho muito forçado, acho verossímil embora ela seja um caso realmente extremo), eu compro essa ideia. Mas então quero ver mais sobre ela, e não parece que vai ser o caso.


Vinicius Marino:

Falando em “mundo real”, tem outro ponto que eu quero trazer aqui: a tal promessa de se encontrar em pessoa entre a LLENN e a Piripiri.

O anime coloca isso como se as duas morassem no mesmo prédio e só precisassem descer um lance de escadas. Nós quatro nos conhecemos há o quê? Dois anos? E até agora nunca conseguimos nos encontrar os quatro ao mesmo tempo, em função de rotina e pessoas morando longe.

Meu ponto é: no mundo real não é preciso obstáculo para não se verem.


Gato de Ulthar:

Aposto que a Piripiri é aquela amiga que iniciou ela no mundo das drogas, digo, games de realidade virtual :P


Diego:

Eu tomei spoiler sobre quem ela é, então vou ficar quietinho =X

E bom, o Japão é bem menor que o Brasil, né? E bem mais conectado com seus trens… Fora que duas pessoas se encontrarem é muito mais fácil do que quatro.


Gato de Ulthar:

Já sei, ela é uma baixinha que queria um avatar alto? Seria bem a cara de SAO.


Diego:

Errou, Gato :P Mas não vou ficar dando dicas. Se o anime terminar sem revelar a identidade dela, eu talvez fale no nosso último café do anime.


Fábio “Mexicano”:

Ah, mas isso é comum em outros animes e mangás com premissa similar. Net-juu no Susume tem uma série de conveniências e todo mundo da guilda mora relativamente perto, em Netoge a coincidência é ainda maior e todas estudam na mesma escola, etc. Além do que, o Japão é um país muito menor, mais bem conectado e com renda média mais alta, portanto os obstáculos para se encontrar com pessoas que se conhece online são muito menores.


Diego:

Exatamente o que o Fábio disse. É um trope comum em animes do gênero.

Mas acho que já podemos ir encerrando essa discussão. Então vamos para as considerações finais: algo mais que querem comentar sobre o episódio?


Fábio “Mexicano”:

Melhor que o primeiro, mas ainda longe de ser bom. Eu gostaria que focasse mais no aspecto humano, na pessoa por trás da persona, mas duvido que vá fazer isso. A ser assim, que a ação seja pelo menos emocionante, o que não foi o caso nesses dois primeiros episódios.

Em retrospecto, é só reescrever um pouco que esses foram exatamente meus dois problemas com o primeiro Sword Art Online também. Isso é viés ou é premonição? Vamos ver.


Vinicius Marino:

Isso que o Fábio citou me incomoda também. E repito aqui algo que já disse na prévia e no capítulo passado: as “stakes” são muito pequenas. O que está em jogo? O que acontecerá com essas personagens se elas fracassarem? O que seria o “fracasso”? Até agora, GGO não me deu nenhuma dessas respostas.

Me dê conflito. Angústia. Um objetivo definido. “Encontrar minha BFF da internet” não é exatamente uma aventura épica.


Gato de Ulthar:

Ou foquem em um conflito de vida ou morte, ou num slice-of-life. O que SAO está entregando é um tanto morno. Faço de minhas palavras o que o Vinicius e o Fábio Disseram.


Diego:

Eu não acho que histórias precisam ter “stakes” altos, ou mesmo “stakes” at all, mas até ai eu sou aquela pessoa que curte iyashikeis de meninas fofinhas não fazendo nada, então acho que paro por aqui :P Aliás, paramos por aqui XD Vejo a todos na semana que vêm o/

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3 comentários sobre “Café com Anime – Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online, episódio 2

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