Há espaço para os animes na televisão brasileira hoje?

Todos crescemos vendo animes na TV, mas haveria lugar para eles nela hoje?

Na última segunda feira, 19 de março, o canal aberto Rede TV voltou a exibir o anime Pokemon, agora em uma versão remasterizada da primeira temporada. Mas a recepção aparentemente morna em termos de audiência levou ao reascender de um velho debate: há espaço para os animes na televisão brasileira hoje? Sendo franco, essa é uma pergunta bem difícil de responder, como o é qualquer pergunta que procure, de certa forma, prever o futuro. Se há ou não espaço isso é algo que somente o tempo dirá, conforme novas tentativas vão sendo feitas e pudermos observar os seus resultados. Ainda assim, considerando o quanto já se fala sobre – mesmo o quanto se pede – o retorno dos animes para a televisão, eu queria aproveitar o momento para dar a minha opinião no assunto. Sendo sucinto: eu sou bastante cético de que tal empreitada tenha futuro, e a culpa disso nem é realmente dos animes, ou mesmo das emissoras de televisão. E para além disso, eu questiono se quem pede com tanto afinco pelo retorno do anime à televisão realmente deseja aquilo que pede.

É inegável que há uma forte carga de nostalgia num pedido do tipo. A maioria dos atuais fãs de anime e mangá cresceu vendo seus animes favoritos na televisão, e a imagem de nós mesmos voltando para casa após um dia de aula somente para sentar em frente à TV e acompanhar qualquer que fosse o anime que estivesse passando é uma lembrada com profundo carinho por muitos. É preciso, porém, lembrar que nostalgia raramente é sobre o objeto no qual a projetamos. Podemos tentar seguir o exemplo de Dom Casmurro, de reconstruir a casa da nossa infância numa tentativa de, como o livro coloca, “restaurar na velhice a adolescência”, mas ao final do dia essa casa ainda é apenas um simulacro daquilo que é o real alvo de nossa nostalgia: nós mesmos. Nosso tempo livre, nossa despreocupação, nosso otimismo para com o futuro… Justamente por isso, tentativas de reviver esse tempo por meio de simulacros – como, digamos, animes na televisão – podem gerar uma forte decepção, mas falamos mais disso depois. Por agora, nos foquemos um pouco em aspectos mais técnicos.

Há espaço para os animes na TV brasileira? Pessoalmente, eu duvido.

Vamos começar com alguns dados. Em 24 de janeiro de 2017, o portal G1 publicou uma matéria onde enuncia que a TV ainda era o meio predileto de 63% dos brasileiros para se informar, citando como fonte a “Pesquisa Brasileira de Mídia 2016 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira”, divulgada naquele mesmo dia pela Secretaria de Comunicação Social. Avancemos para 21 de fevereiro de 2018, e temos a manchete do jornal Agência Brasil anunciando, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2016, que apenas 2,8% das casas pesquisadas não tinham televisão. Com isso podemos ver que a televisão ainda é um meio de comunicação importante no Brasil, mas resta a questão de por quanto tempo será assim. Usando como fonte a exata mesma PENAD Contínua 2016, e também publicando em 21 de fevereiro de 2018, o G1 nos informa que 64,7% dos brasileiros possuem acesso à internet. E voltando um pouco, em 8 de outubro de 2017 a revista Exame lançou uma matéria na qual coloca que metade dos brasileiros já assistem mais vídeos na internet do que televisão, citando como fonte um estudo do Instituto Provokers em parceria com a Google Brasil e o YouTube.

A televisão pode ser influente, mas ela é também uma mídia em franco declínio, e isso no mundo inteiro. Num cenário do tipo, seria mesmo possível inverter a questão de se há espaço para animes na TV hoje e perguntar se há se quer espaço para a própria TV hoje, e embora a resposta imediata seja que sim, esse é um sim que aparentemente irá ficar cada vez mais fraco conforme os anos passam. Isso é importante de destacar porque um dos maiores argumentos a favor de mais animes na televisão é a exposição que isso traria à mídia, exposição esta que por sua vez poderia render um maior investimento no setor, não só com a vinda de mais títulos para o Brasil, como também talvez a vinda de mais produtos licenciados. Essa noção é em si mesmo problemática, e eu discuto o porque de dizer isso em breve, mas já vale apontar que ela completamente cai por terra se a TV não puder fornecer toda essa exposição extra que alguns esperam. E ao que os dados parecem indicar, mais vale um anime vir para alguma plataforma mainstream de vídeo on demand, como a Netflix, do que para a televisão, aberta ou fechada. E não é difícil de entender como chegamos a esse ponto, dada a comodidade que esses serviços oferece.

A televisão ainda é influente, mas cada vez menos.

Sejamos sinceros: tudo o que a televisão faz, a internet pode fazer melhor e mais rápido. Para começo de conversa, você não mais precisa programar todo o seu dia em torno de estar em casa para ver determinado programa: se ele está em um site de streaming, você pode assistir quando achar melhor. Você também não fica limitado à sua televisão, dado que a maior parte dos serviços de streaming permitem ao usuário alternar entre TV, tablet e celular. Isso sem contar a questão do acesso: legal ou ilegalmente, praticamente qualquer filme, série ou programa que passe na televisão está disponível para streaming ou download em algum lugar da internet. O conceito de “perder um episódio” de uma série qualquer praticamente deixou de existir. Mas é talvez a questão da rapidez aquela onde a internet definitivamente supera a televisão, sobretudo para o nicho otaku. Muitos se incomodam com a Netflix demorar três meses para adicionar um anime ao próprio catálogo, ao passo que Dragon Ball Super estreou em julho de 2015 no Japão e só foi chegar ao Cartoon Network brasileiro em agosto de 2017: dois anos depois.

Os fãs de anime e mangá estão acostumados a estarem em dia com o Japão: foi-se o tempo em que era aceitável esperar anos para um anime lançar no país e só então assisti-lo. Claro, você poderia argumentar que o anime na televisão não seria para os otakus, o que é verdade. Os animes que viriam para a TV provavelmente seguiriam o modelo que deu certo lá nos anos 1990 e começo dos anos 2000, de séries voltadas para crianças lançadas em blocos infantis – não a toa a Rede TV tentou justamente relançar Pokemon. Mas uma mentalidade do tipo esquece que são justamente as gerações mais novas que estão migrando da televisão para a internet. Crianças, hoje, possuem seleções de programas para elas na Netflix, bem como todo um segmento do YouTube dedicado a elas, com vídeos e programas que elas podem assistir quando quiserem diretamente de seus tablets. É comum brincarmos que as crianças de hoje praticamente já nascem sabendo usar o computador, mas há um bom tanto de verdade nessa observação, e é algo que só tenderá a crescer.

Não há nada que a televisão ofereça que a internet não possa oferecer melhor.

Nesse ponto, vale a pena perguntar: por que tantos pedem pela volta do anime à televisão, sobretudo aqueles que provavelmente viriam? Porque, deixem-me reiterar isso: a Rede TV tentou trazer Pokemon de volta. Um anime de 1997. Não apelou se quer para grandes títulos um pouco mais modernos, como um Fullmetal Alchemist: Botherhood, um Sword Art Online ou um Shingeki no Kyojin, muito provavelmente porque nenhum desses seria exatamente recomendado para uma demografia abaixo dos 10 anos de idade, que é geralmente a demografia alvo de um bloco infantil. Mesmo fora da experiência da Rede TV, em tempos recentes a Play TV, um canal por assinatura, já chegou a exibir BleachNarutoYu Yu HakushoDeath Note, Saint Seya, e atualmente exibe ainda Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, todos títulos já conhecidos de longa data e que já tiveram exibição no Brasil. O Cartoon Network foi um canal pago que tentou trazer títulos mais recentes, e mesmo assim eles foram Dragon Ball Super, continuação de uma franquia também já conhecida de longa data, e Yokai Watch, o único anime genuinamente novo em toda essa lista que eu mencionei.

Claro, é legal imaginar que as crianças de hoje estariam assistindo obras que nos foram queridas na infância, mas como eu já comentei essa é justamente a geração que está abandonando a TV. Se for para atingi-la, faria mais sentido tentar trazer esses animes para o Netflix, por exemplo, onde alguns já inclusive estão. Mas toda essa problemática cria um paradoxo curioso para a vinda dos animes à TV brasileira. Enquanto circunscritos a canais e blocos infantis, eles não podem agradar aos otakus, mas ao mesmo tempo com a evasão das gerações mais novas eles também não atingirão o público infantil. Ficamos então numa estranha situação na qual se pode atingir quando muito aos nostálgicos, o que talvez explique porque os poucos animes exibidos ou em exibição nos últimos tempos são justamente essas obras mais antigas. Mas por quanto tempo uma estratégia do tipo pode durar? Provavelmente apenas até esses nostálgicos se darem conta de que eles podem assistir a esses animes no Crunchyroll, Netflix, ou qualquer outra plataforma de streaming.

A nossa TV vem exibindo os exatos mesmos títulos há mais de 20 anos (quase 30 em alguns casos).

Alguns talvez digam que o motivo dessas emissoras apostarem em séries consagradas seja pelo fator segurança. Anime ficou longe da TV por tempo demais, tendo saído dela justamente por não dar mais audiência, e portanto é natural que seu retorno seja lento. Seria, assim, uma questão de incentivar esse mercado, de assistir esses animes e provar que a mídia possui um público cativo que deseja tê-los na TV. Mas se esse for o caso, então não tem realmente muito o que se fazer. A audiência da televisão brasileira é medida por amostragem, por meio de um aparelho projetado para isso. Menos de 4 mil casas no país participam dessa amostragem, o que implica que mesmo que os otakus decidissem “apoiar o mercado” sintonizando no canal que estiver passando um anime qualquer, essa audiência muito provavelmente não será nem se quer contabilizada, salvo se um ou dois tiverem nas suas casas o aparelho em questão. Mesmo nisso a internet se prova superior, já que sites de streaming possuem os números de visualizações que um determinado vídeo obteve.

Reitero, assim, a pergunta: para que pedir mais animes na televisão? Saindo um pouco das questões mais práticas, penso que para muitos pode haver ai um certo desejo de validação, como se o fato de uma mídia tão tradicional quanto a TV se interessar pelo anime de alguma forma eleve o status deste aos olhos populares. E claro, há a questão da nostalgia, que eu já comentei no início do texto. Mas é como eu disse, os alvos de nossa nostalgia são geralmente apenas simulacros, que nos remetem a um tempo que nós interpretamos como melhor do que o agora. Mas se isso significa que podemos nos sentir emocionados com algo que nos lembre desse passado, também significa que perdemos o interesse bem rápido, logo que entendemos que a “magia” que esperávamos simplesmente não irá chegar. Quem aqui pretende assistir toda a primeira temporada de Pokemon na Rede TV? Talvez alguns assistam ao primeiro, segundo, terceiro episódios, mas são bem poucos os que de fato acompanharão o programa até o seu final – se é que a emissora irá exibi-lo até tão longe.

Nostalgia pode ser uma ferramenta poderosa, mas mesmo ela tem os seus limites.

Em novembro de 2017 eu publiquei um artigo onde inqueria a viabilidade de uma revista sobre anime hoje, e em retrospecto é interessante notar o quanto este artigo saiu diferente daquele. Mas se nele eu argumentei a favor das revistas, uma mídia com também diversas desvantagens sobre a internet, era porque eu ainda via nelas algo de positivo, algo que eu não poderia conseguir só abrindo uma nova aba no meu browser. E eu simplesmente não posso dizer o mesmo para o caso deste artigo. Por onde quer que eu olhe, a televisão está simplesmente ultrapassada, e não entrega nada que a internet não possa entregar, como eu disse, melhor e mais rápido. Nem os animes, nem os seus fãs, possuem algo a ganhar com o retorno daqueles para a TV. Falando assim até parece que eu tenho algo contra a televisão ou a presença do anime nela, mas não é realmente o caso. Longe de ser contra, eu sou apenas indiferente, justamente por todos os motivos que elenquei ao longo deste texto.

Há espaço para animes na televisão? Como eu disse no começo do texto, essa é uma pergunta que só o tempo trará a resposta. Mas, como também já disse, pessoalmente falando eu sou cético. Os principais públicos que os animes poderiam atingir simplesmente não estão mais vendo televisão. Há um motivo pelo qual os blocos infantis da manhã foram lentamente dando espaço a programas de variedades e jornais: desenhos simplesmente não são mais tão rentáveis quanto um dia foram, animes inclusos. Tudo isso, porém, não é culpa do anime em si, mas sim do próprio modelo da televisão, engessado demais para os padrões que a internet criou e consolidou. A própria TV está perdendo o seu espaço, e essa é uma luta que ela está fadada a perder. Paciência: em 20 anos algum adulto irá olhar para trás e pensar na Netflix com a mesma nostalgia que pensamos na TV Globinho. A diferença é que a Netflix talvez ainda esteja por ai.

E você, leitor, que pensa do assunto? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Animegataris, episódio 1

2 – Pokemon, episódio 21

3 – Danna ga Nani wo Itteiru ka Wakaranai ken, episódio 1

4 – Danna ga Nani wo Itteiru ka Wakaranai ken, episódio 1

5 – Saint Seya, episódio 1

6 – Pokemon, episódio 21

8 comentários sobre “Há espaço para os animes na televisão brasileira hoje?

  1. Na verdade, os desenhos (animês incluso) saíram da televisão por conta da Lei de publicidade infantil, que cria uma infinidade de restrições aos anunciante, o que, na prática, acaba sendo uma proibição. Se essa Lei não existisse, ainda teríamos desenhos na TV aberta igual era antes. Como a renda da TV vem dos comercias e, por causa da Lei, os anúncios foram “proibidos”, não tinha mais empresas interessadas em comprar espaço de programação de desenho.
    O que acabou com os desenhos na TV aberta não foi a audiência, foi um fator externo.

    Desenho ainda dá audiência, basta olhar os números do Bom Dia & Companhia, do SBT. Por mais que a internet avance, é bom lembrar que o Brasil é um país gigantesco e o acesso a internet, em muitos lugares, ainda é muito ruim. A pessoa pode até ter acesso a internet, mas qual a qualidade dela? Ela suporta assistir vídeo, que é algo que consome muitos dados? Ela é estável para abrir os vídeos? Quanto tempo ela demora para fazer download? Se a internet da pessoa é por dados, quantos vídeos ela conseguirá assistir?
    A Internet no Brasil ainda é muito precária. Eu moro na região metropolitana do RJ e tenho constantes problemas com a internet, imagina uma pessoa que mora no interior do Piauí. Por conta disso tudo que a TV ainda é e, por um bom tempo ainda será, o meio de comunicação mais forte do país.

    Se desenho ainda dá audiência, animê também dá. Mas é preciso fazer o trabalho direito: trazer produtos novos, que sejam interessantes para o público-alvo infantil/jovem; fazer uma boa divulgação; elaborar elementos para maximizar o potencial do produto. Obviamente que trazer um desenho de 1997, que já foi exibido um milhão de vezes, não dará certo.

    Eu falei sobre tudo isso numa postagem do meu blog: https://matsueki.wordpress.com/2017/06/22/na-tv-aberta-desenho-ainda-da-audiencia/

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    • Sobre a questão da qualidade da internet no Brasil, é um ótimo ponto a se levantar e um que eu de fato deixei de lado. Mas eu vejo dessa forma: para todos os efeitos, e demore o quanto demorar, é uma questão de tempo até a qualidade da internet ir melhorando. Mas de fato, enquanto a situação permanecer como está a televisão ainda terá um público cativo garantido. O processo de transição da TV para a internet é um processo lento, mas ainda acredito que em algumas décadas a televisão será meio que o que o rádio é hoje: ainda vai estar por ai, mas não será a mídia principal à qual as pessoas irão em busca de entretenimento.

      Já sobre a questão da lei contra anúncios para crianças, eu também completamente deixei essa questão passar, obrigado por apontar. Mas sobre isso, fica então o ponto que enquanto essa lei existir, desenhos de forma geral encontrarão bem pouco terreno fecundo na televisão =T

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  2. É verdade que é muito mais cômodo assistir qualquer coisa por sites de streaming ou baixar na internet que assistir pela tv. Concordo que é a tendência para o futuro. Mas percebo que existe muita gente, principalmente os nostálgicos que gosta de acompanhar aquela programação da qual somos fãs, pela tv e saber que estamos assistindo ao mesmo tempo com centenas, milhares ou até milhões de pessoas ao mesmo tempo. Eu sou uma fã de anime. Baixo muito anime, assisto pela Netflix, youtube, mas não perco o bloco de animes da Rede Brasil, o Crunchyroll tv, assisto quase todo dia o canal iptv Locomotion e acompanho toda terça a noite a programação do Animax LA no Facebook live. Seria mais fácil baixar esses animes ou assisti-los on line num desses sites ilegais. Mas gosto da idéia de um canal ou bloco na tv só para animes. Acho que é como comemorar o natal, fazer isso no 25 de dezembro junto com todo mundo na mesma vibração é diferente de se você escolhesse um dia do ano aleatoriamente ou o que melhor lhe convém para comemorar o natal e saber que naquele momento só você está fazendo isso. Assistir tv está se tornando algo cada vez mais solitário. Hoje em dia muitas famílias não se reúnem mais para fazer isso.É cada um na sua própria tela. Acho que um dos problemas dos animes no Brasil é que muita gente acha que desenho é coisa de criança, quando na verdade existem animes que tratam de temas tão maduros e complexos que deixam filmes intelectuais ganhadores do Oscar no chinelo. A sociedade brasileira se tornou muito politicamente correta (hipócritas) em que uma criança tem total acesso a violência e pornografia na internet mas não pode ver seios em animes. O homossexualismo é estimulado pelo sistema escolar com questões no ENEM, por exemplo, sobre o tema. Mas um casal implicitamente homossexual num anime é ultrajante. Talvez no futuro a tv entre em decadência, mas acho que isso ainda vai demorar. Caso contrário as operadoras de tv por assinatura já deveriam ter ido a falência, mas ainda existe tanta gente capaz de pagar mais de cem reais por mês para ver uma programação repetitiva de cem canais que valem por dez e ainda perder um tempo colossal vendo propaganda em algo que você paga.

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  3. Há também um pouco de hipocrisia nesse meio otaku, muitos pedem pela volta dos animês a tv, mas são poucos que realmente assistem isso. Eu, por exemplo, as vezes ainda sento no Sofá pra ver algum coisa, mas raramente escolho ver Yokai Watch ou DragonBall, na verdade só vi Yokai uma vez por curiosidade. É muito mais fácil eu pegar um desenho episódico e ver de vez enquando do que começar um animê que tem uma narrativa mais rígida e começar no ep 30. Isso também tem um pouco de haver com a escolha de animês pra passar, se fosse algo como Kekkai Sensen, um animê de porrada, divertido e episódico, provavelmente pessoas como eu iriam querer ver mais disso.

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