Lista – 5 Clichês que Eu Adoro (e o que Eles Têm de Mais)

Apontar que nem todo clichê é ruim já se tornou, em si mesmo, um clichê. Todos já sabemos: o sucesso ou fracasso do uso de determinado clichê está muito mais na sua execução do que na sua pura existência, e a maioria prova disso é que mesmo obras que bem poderíamos descrever como um amontoado de clichês ainda variam tanto em qualidade quanto a diferença entre uma história medíocre para um genuíno clássico moderno. No final do dia, clichês existem porque funcionam, pelo menos quando bem utilizados, e todo mundo tem a sua própria seleção de clichês favoritos – eu incluso. Assim chegamos a este texto: alguns breves apontamentos sobre cinco clichês que eu adoro.

É talvez relevante avisar que o texto ficou consideravelmente menor do que o normal para o blog, e isso porque eu não realmente tenho lá muito a dizer. Essencialmente cada entrada são três parágrafos curtos para dizer “hey, isso existe e eu gosto”, junto de alguns exemplos comuns e uma pequena explicação do porquê de eu gostar do clichê mencionado. Nada fora do usual, eu acho, mas ainda um texto que eu já vinha querendo escrever há um tempo. E vale também lembrar que, como praticamente toda lista aqui do blog, isto não é um top: eu não diria que estes são os melhores clichês que existem, e a ordenação das entradas aqui foi praticamente aleatória.

E feitas as considerações iniciais de sempre, vamos então à lista /o/

5) Pela união dos seus poderes…

Até quando não dá certo é legal pra caramba.

No TV Tropes esse clichê aparece como Combined Energy Attack, e ele é exatamente o que soa: aquele momento, normalmente em uma história de luta, no qual os personagens principais combinam seus golpes em um único ataque. É um clichê que tem o seu valor narrativo, de certa forma dando os créditos da vitória a todo o elenco, ao mesmo tempo que é muito legal!

Exemplos dele podem ser encontrado em histórias ao redor do mundo inteiro, francamente, do Ghostbusters hollywoodiano aos Super Sentai do Japão, e esses dois oferecem o exemplo mais literal do clichê. Versões um pouco mais sutis, porém, não deixam de ser igualmente satisfatórias. Um bom trabalho em equipe, por exemplo, com uma estratégia que mobilize praticamente todo o elenco.

Já no extremo oposto, você pode ter algo como ocorre em Digimon Frontiers, onde para lutar contra o inimigo final os cinco protagonistas literalmente se combinam em uma única entidade, Susanoomon – a “estratégia Transformers” de fazer as coisas, digamos assim. Um meio fácil e divertido de passar a velha mensagem de que a união faz a força.

4) Basicamente a Genkidama.

“Eu acredito em você!!”

O que acontece quando você junta o Combined Energy Attack com o trope Clap Your Hands if You Belive? Basicamente a Genkidama. Ou qualquer forma de power up advinda do protagonista (ou grupo protagonista) receber o apoio das pessoas torcendo por ele. Em tempos mais recentes, Little Witch Academia fez algo similar em seu último episódio.

É claro, nem sempre é preciso que o protagonista literalmente ganhe alguma forma de poder ou energia vinda das pessoas. Apoio moral também passa bem a mensagem, e nisso eu citaria, como exemplo, o penúltimo episódio de Digimon Adventure. Em batalha com o último inimigo, Apocalimon, as crianças são deletadas. Temos então uma pequena montagem com todo o mundo torcendo por elas, e eis então que as oito retornam da inexistência.

O que eu gosto nesse clichê é o senso de escala que ele passa, ao mesmo tempo que é aqui que ele se diferencia da entrada anterior. É a ideia de que o que quer que esteja acontecendo é importante o bastante para atrair a atenção – e a ação – de um enorme grupo de pessoas, não raras vezes o mundo inteiro.

3) Recapitulando…

“E foi assim que chegamos até aqui…”

Não, eu não estou me referindo a episódios de recap, mas sim àquele momento no qual uma história busca meio que passar a sensação de “o que aconteceu até aqui”. Se soou confuso, um exemplo talvez seja mais útil, e temos um até que bem recente: no nono episódio de Violet Evergarden, quando, com a personagem em seu momento mais baixo, temos um vislumbre de como andam as pessoas que a protagonista conheceu ao longo da história.

É um tipo de estratégia comum a finalizações, seja de arcos, seja de animes inteiros: uma breve recapitulação de tudo o que passou de forma a passar a ideia de um ciclo que se fecha. Dragon Ball GT faz algo do tipo em sua cena final, com um flashback que remonta ao Goku ainda criança, e Hunter x Hunter (2011) também se utiliza do recurso em seu episódio final, mostrando como andam os personagens que vimos até então.

Numa pegada um pouco mais literal, temos algo como Jojo Kimyou na Bouken: Stardust Cruzaders, onde a primeira temporada termina justamente com uma recapitulação de todos os inimigos que os protagonistas enfrentaram antes de chegar ao Egito.

2) Name Drop.

Aquele momento que o anime recontextualiza o próprio título.

Quando os personagens falam o título da obra. Mais uma vez, é um trope praticamente universal, mas é importante destacar que aqui contexto é tudo. Se o título da obra for o nome do protagonista (ou protagonistas, no caso de serem uma equipe com um nome próprio), ou algum objeto frequentemente mencionado, a coisa meio que perde a “magia”. É o tipo de clichê que funciona melhor com frases que parecem fora de contexto a princípio.

Sword Art Online até que fornece um exemplo legal para ambos os casos. Sendo o título o nome do jogo no qual ficam aprisionados os protagonistas, “Sword Art Online” não realmente soa nada de mais quando dito na história. Mas em sua segunda temporada, o primeiro arco – subtitulado Phantom Bullet – traz um momento de name drop bem legal até. Já para outro exemplo, Re:Zero é um que vale a pena ser mencionado.

Dependendo de como for executado, name drop pode fortalecer a ideia de que o autor já tinha tudo planejado para a história desde o começo, sobretudo se o título for alguma frase aparentemente sem sentido, mas cujo significado se torna claro quando dito por algum personagem mais para o meio ou final da história.

1) Quando a música de abertura toca como insert song.

*Olhando para o horizonte ao som de Departure*

Quem acompanha o blog há um tempo provavelmente não vai se surpreender com essa entrada, sobretudo considerando que eu já dediquei todo um ensaio a explicar porque eu adoro esse clichê. É de longe o meu favorito, e sempre que usado rende ótimas cenas – ao menos para mim. Pontos bônus se for combinado com algum outro clichê nessa lista, a exemplo das já mencionadas cenas finais de Dragon Ball GT Hunter x Hunter (2011).

Se por ventura tem alguém que não sabe do que eu estou falando, me refiro àquele momento no qual a música de abertura do anime toca durante uma cena importante – quase sempre algum tipo de “batalha final” ou como uma forma de encerramento, para finalizar o último episódio. É uma ótima forma de passar a sensação de “ciclo que se fecha”, já que a música serve para nos remeter a tudo o que gostamos naquela história.

Não vou me estender na explicação aqui – se quiser saber mais só dar uma lida no artigo já mencionado. Mas vale repetir aqui que esse efeito não ocorre só com as músicas de abertura: músicas de encerramento, mesmo instrumentais recorrentes, podem ter o mesmo impacto, sempre com sólidos resultados.

E você, leitor, que acha destes clichês? Adicionaria algum a esta lista? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar a sua opinião.

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Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Hunter x Hunter (2011), episódio 148

2 – Magi: The Kingdom of Magic, episódio 25

3 – Little Witch Academia, episódio 25

4 – Jojo Kimyou na Bouken Stardust Cruzaders, episódio 24

5 – Re: Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu, episódio 18

6 – Hunter x Hunter (2011), episódio 148

2 comentários sobre “Lista – 5 Clichês que Eu Adoro (e o que Eles Têm de Mais)

  1. O meu cliché favorito é do name drop, quando o título da obra tem um sentido, por exemplo one piece é o tesouro supremo que Luffy quer encontrar, em shingeki no kyojin o motivo da obra ter esse nome foi genial (não adaptaram essa parte em anime ainda, e não vou dar spoiler) e alguns clichês que percebi em animes que são pouco conhecidos: o humanóide l~eao só se f#de, Leomon na franquia digimon, o Brute Leo no primeiro episódio de killing bites, o leão da casa da evolução em one punch man, e o semi-harém do protagonista, que seria a maioria ou todas as personagens femininas principais (e secundárias) terem uma paixão pelo protagonista masculino, parecendo que ele é o único homem hétero na obra rs, mas o protagonista gosta só de uma garota no final, exemplos desse clichê: em Clannad em especial a primeira temporada (tanto que nos OVAs exploram histórias de se o Ookazaki tivesse relacionado com as outras ao invés da Nagisa) e em Steins Gate onde metade das mulheres principais gosta do Okabe.

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  2. Os dois últimos até arrepiam quando acontecem. O “name drop” é fabuloso principalmente naquelas obras de nome grande (Tipo o citado ‘Rezero’, Oreimo, Ano Hana, Watamote, etc.). E a abertura como ‘insert song’ é uma sacada boa. Gosto igualmente quando o encerramento toca com a animação rolando, sem ser os créditos. Lembro-me de ‘Rezero’ quando tocava ‘Styx Helix’ no clímax final de alguns episódios.

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