Review – Evillious Chronicles (Vocaloid)

Evillious Chronicles

Histórias mais tradicionais, ou melhor colocando, o tipo de histórias que pensamos quando nos referimos à ficção, costumam ser bastante fechadas em escopo. O binômio cenário e personagens geralmente obriga a ação a transcorrer em um espaço – físico e temporal – bem pequeno. E ainda que flashes de um mundo maior eventualmente sejam mostrados – um personagem que veio de outro continente, um flashback sobre décadas passadas – a história que importa, por assim dizer, normalmente segue bastante localizada. Mas e se você quiser uma história maior? E se quiser contar uma história que se passe, por exemplo, durante um milênio, e que não esteja restrita a uma só localidade ou ao ponto de vista de apenas um pequeno grupo de personagens? Esse, pra mim, foi um dos maiores atrativos da franquia Evillious Chronicles, uma que começou com uma série de músicas cantadas por vocaloids (sintetizadores de voz, como a Hatsune Miku ou os gêmeos Kagamine Rin e Len) e que viria a se desdobrar em livros, mangás, peças de teatro, e sabe-se lá quantos produtos derivados. Uma história que teve início em 2008, e que só veio a terminar dez anos depois, em 2018.

Ela começa literalmente no início dos tempos, com a criação do mundo no qual se passa a trama, e avança em uma cronologia de mais de um milênio até o eventual – e inevitável – apocalipse. Durante esse período, vemos diferentes civilizações se levantarem e ruírem. Tecnologias serem criadas e perdidas. Fatos se tornarem mitos, e mitos se tornarem folclore. Diferentes religiões, diferentes sistemas políticos, um mundo em constante mudança e habitado por um vasto elenco de personagens. Uma história que começa com a chegada dos deuses, avança até a liberação dos Sete Pecados no mundo, prossegue mostrando os efeitos que tais pecados tiveram ao longo dos séculos, e se conclui com a chegada dos quatro possíveis finais. Se quiser uma melhor introdução a essa franquia, eu recomendo o meu texto Conheça Evillious Chronicles: uma Dark Fantasy que vai da Criação ao Apocalipse, e se já quiser mergulhar de cabeça nela confira então a minha recente lista de 1o excelentes músicas de Evillious Chronicles. Aqui, eu trago a minha review dessa franquia, mais precisamente da enorme história que ela conta, então tenham em mente que haverá spoilers daqui em diante. E aos ficaram, vamos então em frente.

“Não fizemos nada além de cometer erros, durante esses mil anos”

Agora, por onde começar? Conforme me sento para escrever esta review, me deparo com uma vastidão de entradas nessa franquia que torna difícil escolher um real ponto de início. São pelo menos 60 músicas, 12 livros, 4 databooks, umas duas dezenas de histórias soltas, e eu nem sei direito quantos mangás. Algumas dessas entradas são absolutamente necessárias para entender a história maior que é Evillious Chronicles. Algumas foram um dia necessárias, mas podem ser consideradas obsoletas em face de a informação que passavam ter sido melhor explicada em alguma outra entrada. E há pelo menos alguns mangás spin off de comédia yonkoma que eu tenho certeza que você não precisa realmente ler para entender a história de fundo dessa franquia. Ah, e tem uma peça de teatro também, mas não entremos nisso agora. Hum… ou talvez entremos. Vejam, as músicas de Evillious Chronicles estão subdivididas, em sua maior parte, em cinco séries menores. Uma destas séries é chamada Story of Evil, contando a história da “Filha do Mal”, a princesa Riliane Lucifen d’Autriche. E a história dela é que foi adaptada na peça de teatro em questão, e por um bom motivo.

As duas primeiras músicas da série Story of Evil que foram lançadas foram Aku no Musume (The Daughter of Evil) e Aku no Meshitsukai (The Servant of Evil), e foi com elas que a franquia explodiu em popularidade. Até hoje essas duas músicas são frequentes pontos de entrada para a franquia, e olha que já faz dez anos desde o seu lançamento. Aku no Musume saiu em 4 de abril de 2008, mas só veio a receber um PV (vídeo promocional) dois dias depois, em 6 de abril. Já Aku no Meshitsukai foi lançada primeiro em 16 de abril do mesmo ano de 2008, e ganhou um PV alguns dias depois, em 29 daquele mês. Ambas os vídeos seguem ativos no site japonês Nico Nico Douga, frequentemente chamado de “o YouTube japonês” (não totalmente sem razão), e foram ali upados pelo criador de toda essa série: um usuário que inicialmente usava o pseudônimo AkunoP (onde o “P” é uma abreviação de “producer“, em referência aos produtores musicais, e “aku no” se traduziria por, literalmente, “do mal”) e que depois viria a mudá-lo para MOTHY (acrônimo para Master of The Heavenly Yard).

“Agora, ajoelhe-se a mim!” – Riliane Lucifen d’Autriche

No momento em que escrevo essa reviewAku no Musume já ultrapassa os 2 milhões e 600 mil visualizações, e Aku no Meshitsukai apresenta números ainda mais impressionantes: mais de 3 milhões e 900 mil visualizações, o que coloca a ambas no Hall das Lendas, o pequeno número de músicas de vocaloid a ultrapassar 1 milhão de visualizações no Nico Nico Douga. E logo atrás temos a música Regret Message, de 25 de maio de 2009, que com mais de 1 milhão e 100 mil visualizações dá continuidade à história contada nas duas anteriores. E se me preocupo em explicitar essas estatísticas talvez desimportantes, é para fazer um ponto: tais músicas refletem muito bem algumas das maiores forças de Evillious Chronicles. A começar pelo seu caráter de “quebra cabeça”. Evillious Chronicles tecnicamente não existe como história, mas é sim o universo que emerge quando colocamos em conjunto uma nada pequena variedade de histórias menores. As três músicas mencionadas agem como uma espécie de microcosmos disso: é apenas vendo as três em sequência que você começa a entender o que de fato aconteceu e quem realmente são esses personagens.

Claro, no final este ainda é apenas o ponto de início. Mas é um que realmente prende a sua atenção. Durante algum tempo, MOTHY deixou-se criar algumas músicas aparentemente desconexas e auto-contidas, mas pouco a pouco conexões começaram a surgir, e a história foi se ampliando mais e mais. Aprendemos que Story of Evil, a história dessa princesa orgulhosa, era em fato apenas uma parte de uma série maior, Seven Deadly Sins, na qual vemos sete pessoas que se deixam levar pelos pecados capitais, Riliane representando o pecado do orgulho. Tivemos também a série Original Sin Story, que, contando a história de Eve e Adam, termina por revelar como os sete pecados foram espalhados no mundo – algo que só ficamos sabendo graças a ainda outra série de músicas, Clockwork Lullaby, que em sua quinta entrada, Chrono Story, de dezembro de 2010, mas ganhando um PV apenas em maio de 2011, faz a ponte entre as duas outras séries. E finalmente temos a última série de músicas, Four Ends, que trata da efetiva chegada do fim dos tempos. E assim, pouco a pouco, o quebra cabeça foi formando forma.

Do começo até o final, pouco a pouco as peças foram se encaixando.

Esse caráter multimídia da franquia é algo que levanta algumas questões interessantes. Não há, em Evillious Chronicles, uma obra central da qual derivam adaptações e spin offs. Cada entrada na franquia é, em si mesma, incompleta. Ainda que você ouça todas as músicas, haverá muito que não foi dito. As duas séries de light novels – Aku no Musume, com 4 volumes, e Aku no Taizai, com 8 – são o que mais se aproxima de uma história auto-contida, e mesmo assim elas ainda precisam uma da outra, mais histórias soltas (frequentemente entregues como brinde na compra de uma edição limitada de algum álbum ou livro da série), mais algumas das músicas, dado que ambas as séries de livros contam apenas a história dos sete pecadores pra frente. Dito isso, há sim bastante redundância na franquia. Você provavelmente não precisa ler as light novel e o mangá de Aku no Musume para entender essa parte da história: um apenas já basta. E é possível dizer que muitas das músicas servem muito mais como propaganda para as novels relativas àquela história, e se tornam tecnicamente obsoletas uma vez que a respectiva novel sai (isso se você se importa apenas com informação, claro).

É uma situação complicada, e há de se perguntar o quanto ela é benéfica. Bom, aqui o meu ponto: existe certa resistência, por parte das pessoas, em aceitar franquias multimídia. É bastante frequente a ideia de que uma obra precisa se sustentar por si mesma, e se você precisa procurar informações em outro lugar (ou, pior de tudo, outra mídia!) então conclui-se que o autor não soube transmitir bem o que queria, ou então que a história original possui tantos furos e inconsistências que foi necessária uma outra só para tapar esses buracos. Essa, porém, é uma lógica que já começa a se quebrar quando das primeiras obras seriadas, onde era preciso ler capítulo a capítulo (e, posteriormente, assistir episódio a episódio) para se entender a história como um todo. A questão é que aqui ainda estava tudo em uma mesma mídia, e a obra podia mesmo ser compilada em uma só “entidade” física: muitos dos grandes clássicos que hoje conhecemos como livros auto-contidos em fato começaram sendo publicados capítulo a capítulo em algum jornal.

Um vasto mundo e um vasto elenco: Evillious Chronicles só pode se tornar o que se tornou graças ao seu formato.

Franquias como Evillious Chronicles são uma espécie de próximo passo nisso, onde uma mesma história é espalhada não em capítulos isolados, ou entradas isoladas em uma série (como uma série de livros ou uma série de filmes), mas sim em entradas isoladas em diferentes mídias. No grande esquema das coisas, é uma forma relativamente nova de narrativa, e é natural que haja alguma resistência a ela. Mas Evillious Chronicles tece um caso bastante convincente em seu favor, conforme a história que conta é muito maior e mais detalhada do que estamos acostumados a ver em obras mais auto-contidas. Isso não significa que o argumento anterior caiu em descrédito: há certamente casos de autores incompetentes que, criando uma obra incompleta por puro e simples descuido, tentam remediar as coisas em algum outro lugar. Mas é preciso diferenciar isso daquelas histórias que já surgem pensadas para serem contadas em diferentes suportes (textual, musical, audiovisual, só para listar alguns).

Mas voltemos um pouco a Aku no Musume e a Aku no Meshitsukai, pois estas duas músicas ainda exemplificam outro grande atrativo de Evillious Chronicles: as constantes reviravoltas e revelações em sua história. “Tudo que você sabia estava errado” é um bom resumo para essa franquia como um todo: eu digo isso sem um pingo de exagero, e quem a acompanhou provavelmente há de concordar. E o primeiro grande twist que vemos na franquia está justamente quando descobrimos, em Aku no Meshitsukai, que a princesa que vimos morrer em Aku no Musume não era a Riliane, mas sim seu servo e irmão, Allen, que tomou seu lugar no último minuto. Ao longo da franquia, diversos outros twists apareceriam, frequentemente colocando em xeque tudo o que imaginávamos, e eu acho que grande parte do porque isso funciona é o fato do MOTHY já ter estabelecido esse modus operandi tão cedo. Fosse apenas um ou dois twists do tipo ao longo da série, eles poderiam acabar soando forçados. Mas quando desde o começo quase toda entrada da franquia faz algo do tipo, você eventualmente se acostuma e apenas aceita.

Reviravoltas das mais inesperadas se mostraram parte integrante do que é Evillious Chronicles.

Nesse ponto, há de se cumprimentar o autor por conseguir, de forma tão consistente, surpreender a sua audiência. Se tentar adivinhar o próximo grande twist era parte fundamental da experiência de debater e teorizar sobre a série, saber que provavelmente estaria todo mundo errado era também uma verdade não dita. O que levanta a pergunta: isso é bom ou ruim? Sendo bastante honesto, em muitas obras isso provavelmente seria algo bastante negativo. Surpresas são legais, mas twists muito fora do esperado podem muitas vezes soar forçados. No caso de Evillious Chronicles, porém, é como eu disse no parágrafo anterior: na medida em que isso se tornou parte integrante da própria experiência de acompanhar a série, seus twists se tornaram também um grande atrativo. “Fazer sentido”, aqui, importa menos do que o possível impacto que o twist poderia trazer para o entendimento da história. E olha que, francamente, o MOTHY sempre foi bastante competente em entregar twists que, por completamente inesperados que fossem, eram ao menos sempre consistentes com as regras do universo que ele criou.

É de se perguntar o quanto dessa história já estava pensada desde o início. A lore de Evillious Chronicles começa no chamado Primeiro Período, um paraíso que os deuses habitaram por um tempo indeterminado. Eventualmente esse paraíso chegou ao fim, e foi então criado o Segundo Período. A introdução da Malícia naquele mundo, porém, levou à sua devastação, e os 72 sobreviventes embarcaram na arca Pecado em direção ao Terceiro Período, onde então criaram a humanidade. É no Terceiro Período que a absoluta maioria da história de Evillious Chronicles se desenrola. Com o PV da música Master of The Heavenly Yard, lançado em 28 de fevereiro de 2018, vemos que o final derradeiro dessa história foi ainda outro reset, e a criação afinal de um quarto período, no qual se passaria a canção Junppun no Koi (Ten Minute Love), originalmente lançada em 28 de fevereiro de 2008: exatamente 10 anos antes. Isso significa que toda essa história já estava devidamente planejada desde o seu início em 2008? Francamente, eu acho bem pouco provável, e a maior evidência disso são as frequentes ideias descartadas pelo MOTHY ao longo da produção da série.

Tudo conforme o plano? Difícil.

Músicas como Machi Tsudzuketa TegamiSabaku no Blue Bird foram claramente compostas como parte de Evillious Chronicles, mas a primeira já foi declarada como não-canônica pelo autor (f*ck you MOTHY, melhor música da franquia não é canon #chateadoatéhoje), ao passo que a segunda simplesmente não encaixa em lugar nenhum da cronologia tal como ela acabou se estabelecendo. Depois temos casos como a música Neji to Haguruma to Pride (Screws, Gears, and Pride), lançada em 10 de agosto de 2009 e que ninguém esperava pertencer à Evilliour Chronicles, até que o MOTHY anunciou que deveríamos considerar ela como parte da série Clockwork Lullaby. E isso sem mencionar a música Kotoba Asobi (Wordplay), lançada antes mesmo de Aku no Musume e que eu até hoje não tenho a mínima ideia de como encaixá-la na franquia, mesmo ela sendo a Clockwork Lullaby de número 0. Mas de longe talvez o caso mais explícito de ideias que foram se alterando ao longo do tempo foi a canção Re_Birthday.

A princípio, Re_Birthday tinha tudo para ser a canção final na série Story of Evil, mostrando o garoto Allen se livrando de uma espécie de purgatório graças ao desejo da sua irmã, Riliane. Mas ai as light novels de Aku no Musume vieram, e descobrimos que o garoto de Re_Birthday simplesmente não poderia ser o Allen, cuja alma havia sido colocada na Caixa Preta pelo deus sol, Sickle. Dai temos Capriccio Farce, sexta música da série Clockwork Lullaby, que mostra o garoto de Re_Birthday dentro do útero da Mestra da Corte, a boneca que serve como recipiente para o demônio do pecado da inveja. O garoto foi aqui chamado “irregular”, mas ai o fim dos tempos chega e descobrimos que na verdade “irregular” é um título, dado a qualquer entidade que viole as regras daquele mundo, normalmente um par de gêmeos loiros capazes de trazer a criação e a destruição. E eis então que o “irregular” no útero da boneca era apenas um de um par, e nasce junto da sua irmã, seus nomes sendo Adam e Eve. Enquanto toda essa sequência rende twists legais, é difícil não pensar que ela também evidencia que a história certamente foi mudando com o passar do tempo.

O garoto parece ligeiramente diferente daquele que vemos em Re_Birthday e em Capriccio Farce… Ei, só dizendo.

Ao mesmo tempo, algumas coisas aparentemente foram pensadas bem cedo. Hakoniwa no Shoujo, terceira música da série Clockwork Lullaby, foi lançada em 22 de junho de 2008, e recebeu seu PV em 3 de julho daquele mesmo ano. Nela, ouvimos falar sobre uma “taça vermelha”, uma “colher azul”, e “um par de espelhos com molduras amarelas”, três dos sete Recipientes de Malícia – muito antes desse termo ter se quer existido. Então enquanto muita coisa certamente foi mudando com o andar da história, outras tantas aparentemente foram pensadas desde o início. E o fato de que é difícil traçar uma distinção clara entre que elementos da trama pertencem a um lado e que elementos pertencem a outro é no mínimo uma mostra da habilidade o MOTHY em criar seu universo fictício – e convencer sua audiência dos meandros deste, mesmo após toda sorte de reviravoltas possíveis. Um universo que é, como já venho mencionando, outro dos grandes atrativos de Evilliour Chronicles.

A pura escala desse universo é algo impressionante. Nós vamos de tempos imemórios até a criação do mundo no qual se passa a série. Passamos disso à liberação dos sete pecados no mundo, e depois temos ainda um período de mil anos durante o qual os pecados agem nesse mundo. Finalmente, os anos finais são dedicados a um verdadeiro apocalipse. É um tamanho que só é possível graças ao formato dessa série, como já espero ter deixado claro, e um que permitiu a criação de um mundo incrivelmente rico. É como eu disse na introdução: ao longo do tempo vemos civilizações surgirem e ruírem, reinos se expandirem e serem conquistados, sistemas políticos emergirem e serem abandonados, fatos se tornando história e história se tornando lenda, vemos diferentes religiões, diferentes continentes, diferentes alianças políticas… É um mundo vivo, em constante mudança, sobretudo graças ao MOTHY tirar grande parte da sua inspiração do mundo real. A história da princesa Riliane é, afinal, fortemente inspirada na história da Revolução Francesa, isso só para ficar com um único exemplo.

“Lu Li La”, a canção que ecoa através das eras.

Algo ainda que gostaria de comentar diz respeito ao tom da série. Sendo uma dark fantasyEvillious Chronicles é uma história repleta de tragédias. Mas eu acho importante apontar que ela também não é  tragédia. Há também momentos felizes. E há muitos momentos agridoce. O ciúmes de Riliane (e o fato de estar possuída por um demônio também não ajudou) a levou a iniciar uma guerra, que levaria à revolução que a destronou. Passando o restante de sua vida em um convento, ela eventualmente faz amizade com uma sobrevivente do massacre que ela própria ordenou: Clarith, que quando descobre a identidade da princesa tenta mesmo matá-la, mas acaba perdoando-a ao entender o quão arrependida a própria garota estava. E temos o próprio final da série! Em um confronto final decisivo, Ma, uma entidade irregular que busca se tornar pura a fim de sobreviver ao fim dos tempos, possui a Riliane. E então todos os personagens da franquia cantam a canção mágica Lu Li La para eliminá-la, assim permitindo que Allen e Riliane tragam um bom reset para aquele universo. É piegas e eu ameiEvillious Chronicles pode ser dark em muitos momentos, mas o fato da série não ser só isso dá a ela um nível a mais de verossimilhança.

Nesse ponto do texto eu já ultrapassei a marca das três mil palavras, e ainda assim há muito que eu sinto que poderia dizer. Mas refletindo com mais cuidado, eu sinto que talvez seja melhor não entrar em detalhes talvez demasiado específicos. O ponto dessa review era tentar comentar um pouco sobre as principais forças de Evillious Chronicles como um todo, e acho que para esse propósito o texto já está de bom tamanho. Então, como palavras finais, eu digo o seguinte: vocaloids são, para todos os efeitos, uma mídia ainda bem recente. Os primeiros modelos surgiram em 2001, mas o boom que o lançamento da Hatsune Miku viria a causar só vem a ocorrer em 2007. Para todos os efeitos, eu sinto que as possibilidades dessa mídia ainda estão sendo testadas, e Evillious Chronicles foi um destes testes. Uma história que, em partes ou como um todo, conseguiu cativar milhares de fãs, e se expandir para as mais variadas direções. É confusa, talvez mesmo injustamente confusa em alguns momentos, mas isso é também parte de seu charme. Não tenho certeza se ela acabou de fato: uma franquia com dez anos nas costas não simplesmente “para”, e é capaz de vermos ainda outros produtos aparecendo aqui e ali. Mas por agora, faço das palavras de Nemesis Sudou as minhas: “vamos tornar este momento o último, e dar adeus a esta História do Mal”.

E você, leitor, que achou de Evillious Chronicles? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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Imagens: MOTHY, ft. Kagamine Len – Master of The Heavenly Yard.

3 comentários sobre “Review – Evillious Chronicles (Vocaloid)

  1. AAAA finalmente consegui um tempo pra respirar e ler esse texto!

    E que texto meus amigos.

    Apesar de não ter dado muitos detalhes sobre a série, você conseguiu atiçar novamente minha vontade de procurar mais sobre a série, por que olha, eu assisti Master Of The Heavenly Yard e não entendi absolutamente NADA do que tava acontecendo rs. Tirando um personagem ou outro, é claro. Mas o por que eles estavam naquela situação eu realmente só consegui fazer pequenas ligações com o que você havia dito nessa e nas outras postagens.

    Mas enfim, ótimo texto! Me envolveu de um jeito que nem vi o tempo passar e fiquei triste ao chegar no final :(

    Espero que traga mais conteúdo relacionados a vocaloid em futuro não tão distante :D

    (E desculpa pela demora apesar de ter dito que estava esperando, a semana estava realmente apertada e-e’)

    Curtido por 1 pessoa

    • Legal que curtiu XD

      Sobre entender Heavenly Yard, seria mesmo preciso estar a par dos últimos acontecimentos na franquia (últimos do tipo, os dos últimos… 2, 3 anos acho :P). Nesse ponto a wiki talvez ajudasse XD A versão tl;dr é que a Nemesis (pecadora da Ira) tacou a bomba atômica no mundo e isso trouxe o apocalipse, mesclando Terra e Inferno e puxando as almas que estavam no Elisios para baixo. Nisso o Sickle manda o Allen ir conversar com os sete pecadores e… bom, ai que entra a música, que é a parte final dessa jornada do Allen.

      E mais conteúdos de vocaloid certamente virão, só não sei dizer quando kkkk

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  2. Ótima Review. Eu amo demais essa série, por diversos fatores como a fartura de boas inspirações de acontecimentos históricos (desde á bíblia, á Hitler XD) e pela riqueza de melodias, músicas e qualidade sonora. Fico triste por não ter taanta gente que conheça ou abandonou a série por achar confusa demais. Sério, o mothy fez um ótimo trabalho que deveria ser mais reconhecido. Enfim, a série acabou, mas mothy vai lançar um álbum extra e eu tô ó, feliz da vida!
    Mas lá no fundo eu acredito que Evillious chronicles nunca terá um fim, pois o mundo literalmente teve um Respown! ❤

    Curtido por 1 pessoa

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