Café com Anime – Kokkoku, episódio 6: Chamando o Administrador

Começa então mais um Café com Anime, nossa conversa semanal sobre os animes da temporada. Como de costume, juntando-se a mim no debate temos o Fábio “Mexicano”, do Anime 21, o Vinicius Marino, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, todos aqui para falarmos agora do sexto episódio de Kokkoku.

Mas antes de passarmos à conversa, quero lembrar a todos que cada blog participante do Café com Anime serve de host ao debate de um título diferente. No Anime 21 vocês conferem as conversas sobre Violet Evergarden; no Finisgeekis, as de Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen; e no Dissidência Pop temos as de Junji Ito Colection e de Mahoutsukai no Yome. Não deixem de conferir os outros debates e boa leitura o/


Diego:

Alguém ai faz a mínima noção que seja de onde diabos a faca pegou, no começo do episódio? Porque pelo visto o anime decidiu completamente ignorar que alguém tinha sido esfaqueado. Ta né. Mas oh bem, olá a todos e bem vindos a a mais um Café com Anime de Kokkoku \o/ E frustrações de lado, achei este um dos melhores episódios do anime até aqui. A resolução do clifhanger desapontou, mas o restante do episódio não. A cena do Tsubasa quase se transformando, o pai da Juri invocando os Arautos, a cena da Majima com os corpos dos seus pais, e claro, a revelação final de que o irmão dela aparentemente ainda está vivo: esse episódio conseguiu atingir toda sorte de emoções no ponto. Mas e vocês, que me dizem do sexto episódio de Kokkoku?


Fábio “Mexicano”:

Acho que a faca pegou no braço dele? Olha um print aí (agora deixa eu ver o resto do episódio).

Esse anime tá engraçado pra caramba né? Ah vá, perdi a paciência. A Majima “foi” até a casa deles … ficou olhando de fora, e ah, dane-se, vou me aliar aos vilões malucos mesmo. Qual é…

E três arautos agora podem se fundir em um só?

A ação foi divertida, e ver o pai tomando uma invertida atrás da outra também, então se salva isso.


Gato de Ulthar:

Acho que a produção do anime acha que quem está assistindo é idiota. Não é a primeira vez que eles terminam um episódio com uma reviravolta de alguém quase sendo assassinado e no episódio seguinte mudam a cena deliberadamente.

Como o Fábio mesmo disse, as ações da Majima são um tanto quanto inusitadas.

E o pai apenas pensou em matar alguém e já invocou três arautos?

Então não é o ato mas a intenção que invoca eles. Se eu matar alguém culposamente, sem intenção de ter matado, está tudo bem, por exemplo, se eu atropelar um paralisado sem querer.

Essa situação me fez lembrar de um personagem de Cavaleiros do Zodíaco, Mime de Benetnasch, um dos Guerreiros Deuses de Asgard. O diferencial deste cavaleiro é que ele luta sem ter intenção de matar, o que impediu do Cavaleiro de Bronze, Shun de Andrômeda, o atacasse com suas correntes, já que elas reagem à intenção assassina dos adversários.

Neste caso, Mime de Benetnasch, caso estivesse no mundo paralisado de Kokkoku, poderia matar todos os paralisados sem esperar punição dos arautos.


Vinicius Marino:

Uhhh…. olha como sou edgy! Mostro pessoas aliviando a bexiga sob stress!

Preciso concordar com o Fábio. Esse anime está de fato “engraçado” – e não necessariamente no bom sentido. Mas também preciso concordar com o Diego. Esse foi o melhor episódio até agora. Esqueça mistérios e dramas familiares. Mais do que todos os precedentes, ele mergulhou naquilo que o anime tem trazido de melhor: a ação.

A “batalha” com a família de arautos foi eletrizante. E o monster design desses bichos eleva tudo à décima potência. Kokkoku não chega a ser um Claymore, mas confesso que esperar as próximas formas intrigantes de arauto é um dos maiores prazeres de assisti-lo.


Fábio “Mexicano”

Essa cena em que o Tsubasa exibiu sua maestria em blusa-fu e o cultista se mijou nas calças foi quando eu comecei a ficar puto com o anime. E ah, ela é primeira do episódio :P Depois o Tsubasa ainda meteu a mão aí mas parece que nem se importou. Darker and edgier!!!

E a ação foi legal sim, como já disse. Só não sei se consigo imaginá-los invocando legiões de arautos todos os episódios para continuar tendo esse tipo de ação.


Diego:

Juro que não sei o que vocês veem de tão “edgy” nessa cena :P Até onde sei, é algo perfeitamente normal de acontecer quando você morre – sorte nossa que o anime não quis mostrar que outras excreções saem quando você morre… Acho que vocês tão dando importância demais pra uma cena que tenta primeiro ser relativamente realista (dendo das possibilidades, claro), e segundo mostrar o quão psicologicamente abalado o Tsubasa ficou, de nem se importar com aquilo. Achei perfeitamente funcional.

A ação foi de fato legal, e mais ainda eu senti que ela respondeu uma dúvida que eu tinha: sim, uma vez que você chama o Arauto a desgraça vai te perseguir até te partir em dois, pouco importa se você esquivou uma ou duas vezes. Era algo que ainda não tinha sido mostrado e que curti informarem kkkkk


Vinicius Marino:

Bom, se o anime não tivesse me jogado ela na cara duas vezes nos primeiros cinco minutos, eu daria menos importância…

É realista, e o ponto é justamente esse. Anime é uma mídia muito estilizada. Se ele opta pelo realismo, geralmente é para chamar a atenção – não raro, para provocar o nojo ou o estranhamento.


Gato de Ulthar:

Eu não desgostei totalmente da cena do mijo, foi um bom gancho para mostrar o desespero do Tsubasa e sua consequente e quase transformação em Arauto, se a Juri tivesse demorado mais alguns segundos, ela teria um irmão a menos. O que me irritou de verdade foi a Majima, mas as cenas de ação ficaram bem bacanas.


Vinicius Marino:

As cenas da Majima fazem Junji Ito “Collection” parecer uma superprodução do Makoto Shinkai. O TV Tropes bem podia usar a imagem dela ela para o artigo sobre Off-Model

50 anos em 5 minutos. Majima é a maior viajante do tempo.


Diego:

A cena da Majima na chuva é questionável, mas eu acho que entendo o que ela quis passar. Ela culpa a família da Juri pelo que aconteceu com a sua, então é compreensível que ela não consiga ir falar com eles de forma honesta. Foi uma cena muito rápida? Foi, e acho que nisso podemos estabelecer que o anime tem um sério problema de acelerar demais os seus flashbacks – o que é estranho pra caramba de dizer, considerando a má fama que flashbacks possuem kkkkkk


Fábio “Mexicano”:

Esse anime está contando a melhor parte de sua história, de sua lore, usando flashbacks. Então é natural que um flashback que não conta nada, tem só efeito estético (o guarda-chuva azul se destacando no meio da chuva e da cena toda cinzenta), seja mal recebido.

Se for para levar a cena do flashback mais a sério, e metaforicamente, porém, eu diria que a Majima está esse tempo todo, desde aquele dia desgraçado em sua infância, embaixo de uma tempestade, protegida por um guarda-chuva azul (cor da melancolia), em um mundo cinzento. Talvez algo comece a mudar para ela depois de reencontrar sua família?

Em todo caso, funcionaria melhor se o anime usasse mais simbolismo visual. Até onde me lembro, essa cena foi o único caso.


Vinicius Marino:

Algo melodramático nesse nível não cabe num anime que mostra um bandido se mijando até a morte.

A não ser que o mijo também seja um simbolismo visual para alguma coisa que eu perdi.


Fábio “Mexicano”:

Eu acho que é só direção ruim misturando coisas que não vão bem juntas. Ou, se for assim desde o mangá, a culpa é do mangaká, enfim.

De fato, como apelar para realismo e simbolismo em um mesmo episódio?


Vinicius Marino:

Não sei quão experiente é o autor. Mas é um erro bastante comum entre escritores iniciantes de misturar muita coisa que não têm nada a ver.


Fábio “Mexicano”:

E vamos falar sobre essas mortes, né? Pelas minhas contas, já foi uma água-viva para a Tanzânia, uma para Malta, e outra para a Vila Natal, aqui na zona sul de São Paulo.

(não vou deixar esse escorregão passar até o final do anime, me engulam)


Gato de Ulthar:

Essa questão das águas-vivas já escorreu para o cano, com o perdão do trocadilho.


Diego:

Fora os mortos, tem também as águas vivas que a Juri expulsou dos vilões. Devemos presumir que ela elimina a água viva para ela não ir procurar outro hospedeiro? :P Mas ei, talvez haja um motivo para apenas o Makoto e o Tsubasa ganharem uma (bom, um motivo além de “o autor quis” :D )


Fábio “Mexicano”:

Bom, eu estou assumindo que a Juri destrói as águas-vivas. É o que a animação dá a entender. De todo modo, só há precedentes para realocação de águas-vivas de pessoas que morrem. Mas só de duas pessoas, as outras que se lasquem.


Diego:

Bom, acho que podemos terminar a discussão com uma última pergunta: e ai, o que esperam do anime daqui pra frente? Com a situação da Majima aparentemente resolvida (foi rápido até, parando pra pensar…), qual poderia ser o próximo passo, salvo, claro, um embate com o vilão principal até aqui? Confesso que não sei bem, mas espero que haja algo, porque se for mais meio anime só atrasando um confronto final a coisa pode ficar um pouco cansativa.


Vinicius Marino:

Eu espero mais ação e menos palavrório. Qualquer ação, nem que precisem conjurar um vilão das entranhas do mundo.


Gato de Ulthar:

Quero tiro, porrada e bomba. Fico com Vinicius.


Fábio “Mexicano”:

Eu ainda quero saber das águas-vivas que estão sobrando :(


Gato de Ulthar:

Pois é Fábio, também gostaria de saber isso.


Diego:

Apenas desistam, nunca mais as veremos :P Bom, mas vamos então ficando por aqui por hoje, e aguardemos pra ver como o anime irá seguir daqui em diante. Até a próxima semana a todos o/

E você, leitor, que achou do sexto episódio de Kokkoku? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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