Café com Anime – Kokkoku, episódio 5: O Plano da Majima

Começa então mais um Café com Anime, nossa conversa semanal sobre os animes da temporada. Como de costume, juntando-se a mim no debate temos o Fábio “Mexicano”, do Anime 21, o Vinicius Marino, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, todos aqui para falarmos agora do quinto episódio de Kokkoku.

Mas antes de passarmos à conversa, quero lembrar a todos que cada blog participante do Café com Anime serve de host ao debate de um título diferente. No Anime 21 vocês conferem as conversas sobre Violet Evergarden; no Finisgeekis, as de Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen; e no Dissidência Pop temos as de Junji Ito Colection e de Mahoutsukai no Yome. Não deixem de conferir os outros debates e boa leitura o/


Diego:

Em primeiro lugar: essa cena!

E agora sim: olá a todos e bem vindos a mais um Café com Anime de Kokkoku, agora para o episódio 5. E olha, foi um episódio bem interessante. Tivemos o backstory da nossa suposta vilã, um pingo de humanização de pelo menos um dos minions contratados, e mais alguns twists bem interessantes. Mas queria primeiro ouvir o que vocês têm a dizer. E ai: que acharam deste episódio?


Fábio “Mexicano”:

Tem essa aqui da prévia do próximo episódio também. Parece outra pessoa:

Bom, ok, agora eu sei a história dela e a entendo, isso é bom. No final das contas, e como já era mais ou menos esperado, a Majima nem é uma vilã. Ela não quer nada de mal para ninguém da família Yukawa, é só que ela não tinha outra forma de abordá-los senão se aliando a um culto assassino (mentira, tinha sim, ela podia bater na porta deles e pedir por favor).

O anime parece não ter mais nenhum segredo que seus personagens estejam escondendo de propósito. Tudo o que tinha de mais importante para ser contato já foi. O que vier a ser descoberto agora será novidade tanto para os espectadores quanto para os personagens, e isso é muito bom.

Por outro lado, agora já são dois cadáveres sem que suas respectivas águas-vivas se importem em mudar de corpo. Ou sei lá, devemos assumir que foram para a Austrália quem sabe, e foi só uma coincidência muito grande e muito conveniente que as duas anteriores tenham ido para o Tsubasa e para o Makoto? Enfim, isso é muito ruim.


Gato de Ulthar:

Esqueceram completamente a mãe do Makoto! No final do episódio o Tsubasa e o moleque estavam no supermercado e neste episódio já estava bem longe dele. Não que tivessem que carregá-la por ai, mas ela poderia ter recebido uma água-viva né?

Parece que para virar um Arauto é necessário se deixar entregar pelo desespero, ou não se importar ficar no estase. Só me pergunto se a família dela é aparentada com a do protagonista, para terem herdado uma pedra auxiliar da principal.


Vinicius Marino:

A pedra parecia bem diferente. Eu me pergunto se há alguma história por trás delas. Há uma categoria de artefatos arcanos que agem como portais? Ou qualquer pedra pode ser transformada em um mediante um ritual apropriado.

De resto, só tenho a me impressionar com o timing da Juri e da Majima. Pôxa, de todos os instantes infinitos para entrar na estasi, as duas foram parar no mesmo mundo paralelo ao mesmo tempo??


Gato de Ulthar:

Quanto as duas pararem no estase ao mesmo tempo, eu pensei que a pedra da Majima era uma auxiliar e que ativou em virtude da principal ter ativada.


Fábio “Mexicano”:

Sim, foi o que eu entendi também. A pedra da família da Juri é a única que pode ativar, todas as outras (que eu achei que fosse só mais uma, a dos cultistas) só a acompanham.


Diego:

Sim, a pedra da família da Juri é a que para o tempo, e se você ativar uma pedra subordinada no mesmo instante ela também se torna capaz de fazê-lo. Mas a pedra subordinada sozinha, sem o “aval” da principal, é só um enfeite de mesa esotérico mesmo. O que torna toda a situação que a Majima viveu uma coincidência a níveis absurdos – e uma com a qual eu estou surpreendente ok. Aliás, falemos um pouco mais disso: que acharam de todo esse backstory da nossa atual antagonista?


Fábio “Mexicano”:

A pedra subordinada precisa ser ativada? Eu não entendi isso completamente ainda. Acho que basta ter gente em volta, talvez com o requisito mínimo de estar com ela em mãos.

De fato, porém, entretanto, o foco na lágrima que escorreu para dentro da pedra permite essa interpretação: é sim, necessário ativar a pedra subordinada. Bom, uma super coincidência, mas não impossível.

Não estamos falando de dois instantes, de todo modo, estavam andando de carro, algo que leva algumas dezenas de minutos ou mais de hora. Deram azar de ser no dia que o cachorro da Juri morreu.


Diego:

Sim, o foco na lágrima sugere que mesmo as subordinadas precisam ser ativadas. O que, convenhamos, faz algum sentido, já que isso evitaria delas acidentalmente sugarem desavisados para a stasis cada vez que a principal fosse usada rsrs


Fábio “Mexicano”:

Mas eu não me importaria se funcionasse dessa forma, seria um conflito interessante do uso do poder :D


Gato de Ulthar:

No começo eu achei muito absurdo todo mundo ir virando Arauto, mas como toda a família foi entrando em desespero e o que salvou a Majima foi a Juri tê-la expulsado do Estase, até que fez um pouco de sentido. Imagina você entrando em um mundo paralisado? A Juri, o avô e o pai até que se deram bem, pois sabiam previamente onde estavam entrando. Só o que me fez coçar, foi o Makoto e o Tsubasa agindo normalmente no mundo paralisado, ambos podiam facilmente ter entrado em desespero.


Fábio “Mexicano”:

Acho que o absurdo foi o pai só, foi muito do nada, muito bizarro. Os outros se desesperaram por consequência, foi um efeito dominó.

O Makoto tá achando tudo muito legal e engraçado, enquanto o Tsubasa agora a gente entendeu aquilo que aconteceu com ele episódios atrás, né? Ele quase se desesperou. O que o salvou foi ter focado em salvar o Makoto. Pela prévia parece que no próximo episódio talvez nada salve ele – ou quem sabe ele desperte algum poder?


Vinicius Marino:

Sim, a mãe a criança foram mais pelo temor de perder o pai do que por qualquer outra coisa. Eles queriam salvar o pai e não pensaram muito nas consequências. Vai ver, há um Olhos de Cinzas de Mahoutsukai no Yome nesse anime também….


Diego:

Eu achei a cena toda bem corrida, francamente falando. Mas é verdade que o ponto dela era tão somente explicar o passado da Majima e qual a relação dela com a Juri, então talvez ser corrido fosse mesmo o melhor para a narrativa. Sei lá, acho que nessa eu fico em cima do muro rsrs. Dito isso, uma coisa interessante a se apontar é que a Majima não realmente viu a família se transformar em Arautos, só viu eles saindo flutuando e desaparecendo em uma nuvem de poeira. Me pergunto como então ela ficou sabendo sobre os Arautos… Aliás, me pergunto como ela ficou sabendo de tudo. Ela passou o que, uma meia hora na Stasis no máximo? Só a experiência dela não explica tudo o que ela parece saber, e ela parece saber mais do que o resto dos vilões…


Fábio “Mexicano”:

Ela deve tê-los visto suficientemente aráuticos, só a animação que não entregou mesmo. O que me pergunto de verdade é como e onde ela estudou sobre o estase para entender o que aconteceu com sua família. Supostamente, ela surgiu para o culto, que até onde sabemos são os únicos que tem alguma informação sobre o estase além do avô, há seis meses, e já chegou contando tudo o que sabia – o que ela sabia?


Gato de Ulthar:

A Majima sabendo demais ficou muito conveniente para o enredo. Não nego que talvez haja material de pesquisa para descobrir o que ela saiba. Em diversas histórias é possível obter conhecimentos arcanos de livros e tomos proibidos, como no caso do Necronomicon, escrito pelo árabe louco Abdul Alhazred. Vai sabe o que a Majima descobriu em suas pesquisas, sendo que é bem provável que ela tenha ficado obcecada pelo ocorrido.


Vinicius Marino:

Mesmo assim, não custaria fazer um flashback para nos apresentar isso também. Até agora, Kokkoku tem sido competente em nos fechar as lacunas importantes.


Gato de Ulthar:

Ah sim, talvez acabe fechando.


Fábio “Mexicano”:

Até agora tem sido competente, mas não podemos ignorar que para cada resposta o anime tem criado outras duas perguntas.


Diego:

Fora que, como o Fábio já apontou, ainda estamos esperando uma explicação do porque nenhuma água viva de luz saiu do morto lá e viajou até a mãe do Makoto. Não que me incomode, dado que eu sinceramente já esperava algo assim, mas não deixa de ser um ponto de interrogação na lógica daquele mundo até aqui.


Fábio “Mexicano”:

Deve ter ido pra Tanzânia.


Diego:

Faria pleno sentido (não). Em todo caso, vamos então para uma última pergunta antes de acabarmos essa conversa: e ai, alguém acha que o Tsubasa morre? :D

Francamente falando, eu duvido. Muito. Se fosse pra chutar, diria que no próximo ep veremos que a faca perfurou o ombro ou qualquer lugar não muito importante. Ou então que agora ele desenvolve algum poder de cura ou qualquer coisa do tipo. Só acredito que ele morreu se mostrarem o corpo num caixão :D (ok que foi o que rolou da última vez que eu falei isso, mas né…)


Fábio “Mexicano”:

Pela prévia fiquei com a impressão que ele ia virar um arauto – o que é quase o mesmo que a morte. De todo modo, esse ou aquele resultados podem matar o potencial que o anime tem de redimir a família. Mortos não se redimem, afinal, e o resto da família já tem muito o que melhorar e fazer sem precisar se preocupar com um cadáver. Mas, por outro lado, uma morte pode ser o empurrão final que eles precisam, afinal ninguém ainda sequer está vislumbrando a possibilidade de mudar algo em si mesmo, todos continuam pensando que só o Makoto salva e depositando todas as esperanças nele de que será, no futuro, a redenção da família.


Vinicius Marino:

Olha, pelo que o episódio nos mostrou é até possível. Mas fico receoso com essa possibilidade. Não é como se o anime tivesse lá muitos personagens para sacrificá-los a torto e a direito. Ok, os bandidos estão morrendo feito formigas, mas eles foram feitos para serem descartáveis.


Gato de Ulthar:

Tenho medo destas reviravoltas em Kokkoku. Não duvido que a faca tenha atingido um tomate para parecer que é sangue!

Não descarto o Tsubasa ou o Makoto liberando algum poder da manga para resolver tudo, não acho que eles vão morrer, pelo menos espero que não.


Diego:

Vou dizer que se Kokkoku tiver coragem de matar o que parece ser um personagem tão central quanto o Tsubasa eu vou dar bem mais crédito à série. Mas como disse, eu duvido. Dito isso, só nos resta então esperar para ver como o anime vai resolver esse clifhanger. Sendo assim, acho que podemos encerrar a discussão por aqui. Vejo a todos na próxima semana o/

E você, leitor, que achou de mais este episódio de Kokkoku? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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