Café com Anime – Kokkoku, episódio 4: Contra-Ataque

Começa então mais um Café com Anime, nossa conversa semanal sobre os animes da temporada. Como de costume, juntando-se a mim no debate temos o Fábio “Mexicano”, do Anime 21, o Vinicius Marino, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, todos aqui para falarmos agora do quarto episódio de Kokkoku.

Mas antes de passarmos à conversa, quero lembrar a todos que cada blog participante do Café com Anime serve de host ao debate de um título diferente. No Anime 21 vocês conferem as conversas sobre Violet Evergarden; no Finisgeekis, as de Cardcaptor Sakura: Clear Card-hen; e no Dissidência Pop temos as de Junji Ito Colection e de Mahoutsukai no Yome. Não deixem de conferir os outros debates e boa leitura o/


Diego

WOW… Então, mais alguém sentiu que esse quarto episódio passou voando? Olá a todos e bem vindos a mais um Café com Anime, agora para falarmos do episódio 4 de Kokkoku. Um que eu, já aproveitando, consideraria o melhor do anime até aqui.

O começo foi um pouco frustrante, dado que o episódio fez exatamente o que comentamos na semana passada: um mini ret-con na posição dos personagens para salvar a Juri do clifhanger do episódio passado. Definitivamente o anime não está sabendo se utilizar de seus ganchos, o que é uma pena. Mas passado esse momento inicial temos um episódio que foi realmente divertido de assistir. Juri e o avô decidem finalmente contra-atacar, fora que enfim descobrem sobre o Tsubasa estar na Stasis. E no lado dos vilões, temos ainda mais revelações sobre a mulher misteriosa e o Admistrador/Arauto. Mas antes de mais nada, digam ai vocês o que acharam. Como foi esse quarto episódio pra vocês?


Fábio “Mexicano”:

Concordo que foi o melhor episódio, e basicamente por motivos que você já listou: a mudança de atitude da Juri e o anime parar de reter informação só porque sim. Sinto que ele vai contar tudo o que precisamos saber no próximo ou talvez próximos episódios e aí vai entrar em modo total ação sobrenatural em um mundo parado.

E mais alguém percebeu um método eficiente para matar paralisados? Apenas mova-os para uma posição que, quando o tempo voltar a passar, eles irão morrer. Não sei se isso poderia contar como “intenção assassina” e ser captado pelos monstros de madeira também, mas se só o que basta é intenção assassina, então um assassinato não intencional ou um sociopata que não tem uma forma de pensar normal podem funcionar? Ah, estou só especulando bobagem, é pouquíssimo provável que o anime vá sequer cogitar responder isso.


Gato de Ulthar:

Já fico feliz do episódio não ter terminado com outro cliffhange de alguém da família quase sendo assassinado. Não sei se este foi o melhor episódio, para mim eles ainda estão todos semelhantes, embora neste último eu tenha gostado da postura agressiva da Juri.

Foi bom aparecer a mãe do Makto, ela estava sumida desde o primeiro episódio, já que ela não havia sido envolvida na confusão. Provavelmente ela será a pessoa que mais ficará atônita se despertar na êxtase.


Vinicius Marino:

Por um lado: sim, foi o episódio mais interessante até agora. Finalmente sinto que o anime está fazendo alguma coisa com a sua premissa. A revelação final sobre os arautos – e a aparição do corpo ressecado no interior do monstro – foram Kokkoku em seu melhor.

Agora, pode ser apenas nervo exposto, mas PQP se esse anime não sofre do “vírus-Kujira” de personagens que não parecem humanos. É até difícil elencar o pior. O berreiro da menina com o cachorro morto? O bandido de óculos que diz que “prefere tetas pequenas”? O outro bandido que decide matar um membro da sua gangue na frente dos outros membros??

Perdôo Kokkoku porque, ao contrário de Kujira, é quase um exemplo de camp. Mas sinto que, nesse andamento, cedo ou tarde a série cairá na comédia.


Fábio “Mexicano”:

Eu estava justamente me perguntando para onde iria a água-viva do cara que morreu, mas é verdade, tem a mãe do Makoto paralisada ainda.

Talvez seja ela quem acabe salvando o Makoto e o Tsubasa, que estão sendo seguidos sem saber? Ou talvez o Tsubasa desperte seu poder mesmo.


Diego:

A Juri criancinha indignada com o cachorro por morrer eu achei até que bem real, do ponto de vista de como uma criança agiria naquela situação. Já os bandidos são meio indefensáveis mesmo. Não que bandidos no mundo real sejam super gentis e simpáticos, mas todo vilão nesse anime é um assassino, um tarado ou ambos lol

Agora, aproveitando o que o Fábio falou, o anime não mostrou a água viva saindo do cara, não é? Talvez a obra não queira colocar mais a mãe do Makoto nessa confusão toda? Embora me faz pensar em pra onde a água viva iria se acabarem os membros da família da Juri kkkkk


Fábio “Mexicano”:

Se ele morrer e a água-viva dele não for para lugar nenhum, vou me sentir profundamente traído. Aliás, depois da última água-viva ter feito aquela viagem toda só pra chegar ao Makoto, já vou me sentir traído se ela não for para a mãe dele sem uma boa explicação, mas será muito pior se ela simplesmente não for para lugar nenhum.


Vinicius Marino:

Eu não ficaria muito preocupado em relação a isso. Diga o que for de Kokkoku. A série tem conseguido amarrar bem todos os seus pontos até agora.

(Eu mesmo não imaginava o flashback sobre o passado da Juri tão cedo)


Fábio “Mexicano”:

É por isso que estou dizendo, acho que ficaria mal amarrado até onde eu consegui entender. Naturalmente, pode haver uma boa explicação. Acho que no próximo episódio (ou no seguinte, se o próximo for só flashback) descobrimos se eu devo me irritar ou não :)


Gato de Ulthar:

Lembrando que tem um bandido tarado no mesmo supermercado que estão o Makoto, o Tsubasa e onde a mãe do moleque trabalha. Alguma coisa vai rolar ai.

Só fiquei preocupado com a “morte” do arauto. Espero haja mais deles, como foi levantada a teoria no anime, pois se não, vão conseguir matar o pessoal paralisado a rodo.


Fábio “Mexicano”:

Bom, apareceu outro na prévia do próximo episódio.


Gato de Ulthar:

Pois é, mas será que não é flashback? Fiquei na dúvida.


Fábio “Mexicano”:

Acho que não porque apareceu ele segurando o braço de um cultista


Diego:

Fora que se o Arauto é uma espécie de “segurança” para os parados, ele só poder prevenir três mortes antes de ele próprio morrer me parece uma segurança bem furada :P


Fábio “Mexicano”:

Esse era um Arauto velho, vai saber


Vinicius Marino:

Vai saber quantas mortes ele já preveniu no passado? Vai saber, passou o último século esmagando a cachola de bandidos tarados.

Agora, uma questão: sabemos que cada estase é um mundo a parte. Se você parar o tempo um segundo depois, já estará em um mundo diferente. Existiriam arautos para cada um desses mundos? Por consequência, infinitos arautos (pois existem infinitos mundos)? Ou seriam os arautos protetores de todas as estases? Neste caso, seriam esses mundos comunicantes?

Não sei se o anime tocará nesse ponto. Não sei se é relevante. Mas é uma daquelas coceiras de lore que a série me trouxe.


Fábio “Mexicano”:

O mesmo se aplicaria às águas-vivas. Bem pensado.


Vinicius Marino:

Se os mundos são comunicantes, isso abre toda sorte de possibilidade para os próprios protagonistas.


Diego:

Imagino que sejam vários arautos em mundos comunicantes. Digo, até aqui, o que sabemos é que os arautos são: 1) ancestrais da família da Juri (assumindo que o que o avô disse está correto) e 2) pessoas que entregaram-se à stasis. Mesmo que o primeiro esteja errado, o segundo ponto ainda coloca um limite bem sólido ao número de arautos possíveis de existirem, então acho difícil haver infinitos deles.


Fábio “Mexicano”:

Entre dois instantes de tempo quaisquer (duas estases), existem infinitos instantes. Se os arautos de cada estase forem independentes, existem necessariamente infinitos arautos porque existem infinitas estases.

E como eu disse, esse raciocínio se aplica também às águas-vivas, que não sofrem da limitação de serem ex-humanos.

A grande questão é: seres humanos podem viajar entre estases diferentes alternando para o mundo normal e retornando para a estase. Como arautos e águas-vivas viajam entre estases?


Diego:

Bom, esperemos pra ver como e se o anime irá lidar com isso kkkk. E pelo visto não temos realmente muito mais o que discutir, não é? Então vamos lá: considerações finais. Que mais teriam a adicionar sobre esse quarto episódio, sobre o anime até aqui, e sobre o que pode ainda vir pela frente?


Fábio “Mexicano”:

Nada diferente do que disse antes, eu acho, mas tem uma coisinha: na prévia mostrou um arauto segurando o braço do que parece ser o segundo em comando dos cultistas. Eu sei que o anime sabe como criar expectativas só para frustrá-las, mas vou ficar satisfeito se tiverem coragem de matar alguém aparentemente tão importante.


Vinicius Marino:

Eu queria muito que eles explicassem isso:

O que mandar as pessoas pararem (yameru é japonês para “Pare”) tem a ver com amor?

Queria dizer que esse é o opening mais bizarro da temporada. Aí me lembro de After the Rain, com seus protagonistas cavalgando lhamas. Oh well…


Fábio “Mexicano”:

Mas Koi wa Ameagari (After the Rain) pelo menos tem uma abertura compreensível (ok, não sei porque lhamas, mas acho que elas em particular não tem significado nenhum).


Gato de Ulthar:

Eu gostei do episódio, mas sinto ainda que todos os episódios foram muito parecidos até agora, mesmo que esse tenha sido o mais diferenciado até agora.


Diego:

Acho que é normal os episódios serem parecidos considerando que este é um anime bem mais focado na sua trama – que, pelo menos até aqui, ao menos segue sempre avançando de alguma forma. Talvez fosse um anime melhor para se maratonar em uma sentada do que assistir episódio a episódio semanalmente, mas oh bem, já cá estamos XD. Em todo caso, por esta semana nós vamos ficando por aqui, e aguardemos para ver o que o episódio 5 nos trará. Até a semana que vem a todos o/

E você, leitor, que achou deste quarto episódio de Kokkoku? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

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