O apelo do slice of life: muito mais do que histórias sobre nada.

Falemos um pouco sobre o slice of life.

Como definir o slice of life? Sendo um texto que busca expressar o apelo do gênero, defini-lo certamente seria útil. Afinal, seria bom sabermos sobre o que estamos falando antes de começarmos a listar seus méritos, não? Mas aqui um detalhe interessante: falando estritamente do gênero tal como ele se aplica ao anime e mangá (como falarei ao longo de todo este texto, salvo explicitado o contrário), ainda que ele seja um dos mais prolíficos nessas mídias, ele é também um bem mal definido. Digo, todo mundo parece ter uma vaga noção de o que caracteriza o slice of life, mas comparando diferentes definições fica claro que, enquanto há alguns pontos de intersecção, há também bastante discordância. Toda definição que encontrei me pareceu de alguma fora insuficiente, e se de um lado temos o povo que imediatamente associa o gênero com “garotas fofinhas fazendo coisas fofinhas”, de outro temos definições tão ridiculamente amplas que permitem que mesmo Mob Psycho 100 seja listado como um “slice of life” em sua entrada no My Anime List. Ao mesmo tempo, não é como se eu tivesse uma definição melhor…

É um assunto complicado, e um ao qual eu irei voltar muito em breve. Mas para fechar essa introdução, toda essa problemática sustenta – e mesmo ilustra – muito bem o ponto que eu queria fazer com este texto: o de que amplo como é o gênero, as razões pelas quais alguém pode gostar de um slice of life são bem mais variadas do que “garotas fofinhas”, ao mesmo tempo que o gênero em si é capaz de entregar histórias bem mais profundas, mesmo bem mais complexas (ao menos em questões temáticas), do que o popular jargão de serem histórias sobre “nada”. Sim, o slice of life é um gênero que lida com o mundano, mas dito isso: 1) o que exatamente esse “mundano” significa pode variar enormemente de obra a obra (novamente, para este texto estou falando do slice of life como ele configura entre os animes e mangás somente), e 2) mesmo partindo dessa premissa ainda é possível criar toda miríade de histórias interessantes, provocativas, ou mesmo puramente divertidas. E dito tudo isso, vamos então abrir a caixa de pandora.

Espero que estejam confortáveis, porque esse assunto vai longe…

Pois bem, se é pra discutir a definição de slice of life vamos deixar de lado um pouco blogs pessoais e enciclopédias virtuais. O que os estudiosos de anime e mangá tem a dizer sobre o gênero? Bom… nada, pelo visto. Ok, talvez “nada” seja um exagero, mas deixem-me dizer o seguinte: da nem-um-pouco-pequena bibliografia de livros que pesquisei, apenas um se prestou a mencionar e definir o slice of lifeUnderstanding Manga and Anime, da bibliotecária Robin E. Brenner, publicado em 2007. Aqui, Brenner começa com uma definição com a qual eu bem poderia concordar, colocando o gênero como caracterizado por um foco nas relações interpessoais das personagens em um cenário mundano (sobretudo a escola, embora ela mencione que algumas obras utilizam-se de outras localidades). Meu problema, porém, é com o que vem a seguir. Brenner basicamente iguala o gênero à comédia, sem deixar qualquer espaço para que ele trabalhe com outros sentimentos. Uma noção que talvez fosse mais verdadeira em 2007 (e eu discutiria isso, francamente falando), mas certamente já não serve para os dias atuais. Salvo, claro, se quiserem argumentar que obras como Hourou Musuko [review] ou Fune wo Amu [review] não são slice of life.

Em se tratando de artigos, ao invés de livros, também não posso dizer que tenha encontrado muito em termos de uma definição do gênero. Há, porém, pelo menos um que merece menção: Trends of Fiction in 2000s Japanese Pop Culture, de Motoko Tanaka. Trata-se de um artigo de 2014 que explora, como seu título bem sugere, algumas das tendências da ficção (particularmente anime e mangá) no Japão dos anos 2000. As duas primeiras parte do artigo são dedicadas ao sekaikei e ao sabaibukei, nessa ordem (e eu não vou nem tentar explicar esses dois aqui, leiam o artigo se quiserem saber mais), mas seu terço final aborda justamente o nichijōkei (slice of life). Meu problema com este artigo, por sua vez, é justamente que Motoko iguala o slice of life ao que nós costumamos chamar de “garotas fofinhas fazendo coisas fofinhas”, e enquanto ela oferece uma excelente análise desses trabalhos, caímos no exato mesmo problema que descrevi acima: negar ao gênero a possibilidade de não ser uma comédia. E não me entendam mal, a maioria dos animes e mangás do gênero certamente o são, mas não acredito que ele se restrinja a elas.

Me incomoda a ideia de que o slice of life precise ser sinônimo de comédia. Para mim, o gênero é também perfeitamente capaz de entregar obras mais dramáticas.

Bom, se o mundo mais “físico” dos livros e artigos não está ajudando, que tal então voltarmos às enciclopédias virtuais que deixamos de lado? A definição que a Wikipedia fornece é pelo menos um pouco mais ampla, embora isso quase certamente se deva ao fato da entrada tratar do gênero de forma geral, inclusive ai (obviamente) suas expressões na literatura, cinema e teatro ocidentais. Aqui o slice of life é definido como uma representação do mundano, além de uma história na qual está ausente qualquer desenvolvimento, conflito e conclusão (e sobre essa declaração a página cita como fonte o livro de Stuart Eddy Baker Bernard Shaw’s Remarkable Religion: a Faith that Fits the Facts, que eu assumidamente não li e nem tenho ideia do que se trata). Meu problema com essa definição está, sobretudo, na questão do conflito. Isso porque, dada uma definição ampla o bastante, qualquer coisa pode ser um conflito. Talvez seja mais apropriado dizer que o slice of life não tenha um conflito central, um que perpasse a obra do começo ao fim, mas mesmo assim acho que só cairíamos em uma definição ampla demais.

Exato mesmo problema eu tenho com a definição que o TV Tropes dá ao gênero, e nesse ponto eu meio que estou sem fontes pelo menos minimamente confiáveis às quais me referir. Como eu disse, nenhuma das definições que consegui encontrar realmente me satisfazem. Como eu, então, definiria o gênero? Mal. Eu definiria mal. É, para toda a minha crítica eu não realmente tenho uma resposta melhor, como disse no começo do texto. Mas vamos lá, eu preciso de alguma definição para falar sobre o apelo do gênero, né? Pois bem então: da forma como eu vejo, animes e mangás slice of life existem em um constante pendular entre a comédia e o drama, hora pendendo mais para um lado, hora mais para o outro, com algumas obras evidentemente passando bem mais tempo em uma extremidade do que na outra. Suas tramas são focadas no dia-a-dia mundano de seus personagens, qualquer que seja a definição de “mundano” que o mundo da obra possibilite.

Da comédia ao drama: se o slice of life é sobre a vida mundana, ele necessariamente precisa ser capaz de trabalhar um amplo espectro de emoções.

Vou concordar com Brenner que é um gênero focado nas relações interpessoais entre seus personagens. E enquanto eu discorde da ideia de que são histórias desprovidas de qualquer conflito, eu colocaria que todo conflito que aparecer precisa, em primeiro lugar, ater-se às definições de “mundano” daquele mundo e, em segundo lugar, estar de alguma forma ligado aos personagens: seus desejos, aspirações, personalidades, relações, etc. Evidentemente não é uma definição perfeita, e espero que os últimos parágrafos tenham deixado bem claro que eu estou bastante ciente disso. Mas é o melhor que eu conseguir, e vai servir para os propósitos deste texto. E uma vez que finalmente temos uma (pseudo) definição do gênero tal como ele se expressa no anime e mangá, vamos então à pergunta que deu início a tudo isso: qual o apelo dessas histórias? Afinal, não consumimos ficção justamente para experimentar situações outras que não as do dia a dia? Que atrativo poderiam ter histórias sobre o mundano?

Bom… “mundano” é um conceito complicado, muitas vezes até mesmo enganoso. Como eu disse acima, eu vejo os animes e mangás slice of life como existindo dentro de um espectro que vai da comédia ao drama, com cada obra focando mais em um dos extremos ou, em alguns casos mais notórios, conseguindo “deslizar” entre esses extremos conforme a narrativa pede. Isso obrigatoriamente significa que dois animes ou dois mangás slice of life podem ter apelos completamente diferentes, pelo simples fato que comédia e drama possuem apelos bem diferentes. O primeiro sendo, vale dizer, talvez o mais fácil de entender, e com grande parte (isso se não a absoluta maioria) dos animes e mangás do tipo sendo efetivamente comédias, é relativamente fácil apontar o seu apelo. Você pessoalmente talvez não os ache engraçados, mas deve ser capaz de entender que há quem ache: caso encerrado.

É fácil entender o apelo de uma comédia, mesmo que você não a ache particularmente engraçada.

Mesmo muitos dos animes e mangás de “garotas fofinhas fazendo coisas fofinhas”, talvez o mais expressivo e ao mesmo tempo o mais criticado tipo de histórias slice of life nessas mídias, bem podem ser explicados com base nisso. Se teve uma coisa que me fez passar do primeiro episódio de K-ON [review] foi o simples fato que eu não parava de rir – ao passo que não ter achado Lucky Star particularmente engraçado provavelmente contribuiu para eu ter abandonado o anime. Humor é algo bastante subjetivo, e não realmente algo fácil (talvez nem se quer algo possível) de se explicar. É importante apontar, porém, que nem todo anime ou mangá com um elenco majoritariamente feminino, mesmo majoritariamente de jovens garotas, será necessariamente um slice of life. Por exemplo, Sora Yori Mo Tooi Basho (A Place Further Than The Universe), em lançamento no momento em que escrevo este texto, tem um elenco principal de quatro garotas do ensino médio, mas trata-se de uma história de aventura conforme estas decidem acompanhar uma expedição em direção à Antártica.

A relação do anime e mangá com personagens femininas de aparência jovem é uma já bem antiga. O psicólogo japonês Saito Tamaki literalmente escreveu um livro no assunto, Beautiful Fighting Girl. E sim, certamente há algo de fetichista nisso, não a toa a vasta quantia de material erótico envolvendo essas personagens. Agora, este não é um texto sobre “garotas fofinhas”, mas sim sobre o slice of life. Mas como ambos os gêneros (podemos chamar “garotas fofinhas” de gênero? Bom, se não, tarde demais) frequentemente andam juntos, ao ponto mesmo de não poucas pessoas os confundirem como o exato mesmo, eu queria pelo menos reconhecer esse ponto. Dito isso, uma atração erótica por um personagem certamente ultrapassa em muito os limites do slice of life, e não deve ser visto como algo específico ou exclusivo deste gênero tal como ele apare no anime e mangá. E o mesmo eu poderia dizer, vale adicionar, para qualquer forma de afeto ou empatia para com os personagens de uma dada história.

Ainda que seja um gênero largamente povoado por protagonistas femininas jovens, o slice of life de forma alguma é o único do tipo em meio aos animes e mangás.

Criar algum tipo de conexão com os personagens de uma história, seja esta de apreço, empatia, ou mesmo de repulsa ou desgosto, bem poderia ser descrito como todo o ponto de termos personagens em uma história para começo de conversa. Seria possível dizer que no slice of life, na medida em que não há um conflito central para a trama, o gostar dos personagens se torna algo ainda mais fundamental do que em outros gêneros. Mas enquanto há talvez certa verdade nisso, é também verdade que mesmo havendo um conflito central se torna bem difícil de se importar ou de sentir investido na trama caso você não esteja, primeiro, investido em seus personagens. Vou colocar isso de outra forma: dizer que o apelo do slice of life está em seus personagens não é exatamente errado, mas também não é particularmente útil, já que o mesmo poderia ser dito pra praticamente qualquer outra obra de ficção.

Vamos fechar, então, todo esse parênteses sobre as “garotas fofinhas” e voltar nossa atenção em definitivo para o slice of life tão somente. Eu disse que o gênero existe num constante pendular entre a comédia e o drama, e enquanto eu passei os últimos parágrafos comentando sobre a comédia, há uma espécie de “meio termo” que eu gostaria de abordar antes de chegarmos ao efetivo drama: o iyashikei. Este e o moe são dois conceitos frequentemente associados ao slice of life, e enquanto tudo o que eu falei nos três parágrafos acima vale também para o moe, o iyashikei de fato parece só poder existir em um formato slice of life. O termo em si significa algo como “curar”, tratando-se de histórias que buscam exatamente isso: “curar”, psicologicamente, o seu expectador, servindo como um momento de conforto após o estresse do dia a dia.

Histórias que curam: Aria é talvez um dos melhores exemplos de iyashikei.

O que é ou deixa de ser um iyashikei é um tanto quanto complicado de precisar. Enquanto temos uma relativamente clara definição, me parece evidente que esse suposto “poder curativo” irá variar bastante de pessoa a pessoa. Fora isso, enquanto o termo parece descrever apenas histórias de cunho escapista, não poucas entradas na categoria possuem mensagens e reflexões que certamente ultrapassam os limites da tela – mesmo que ainda deixando o espectador em um estado de conforto. No momento em que escrevo este texto, Yuru Camp seria um excelente exemplo recente de uma narrativa mais escapista, sendo cômico, mas também bastante confortável de se assistir. Um anime que não exatamente te faz rir alto, mas que te mantém com um sorriso no rosto o episódio inteiro. Já para uma variante um pouco mais reflexiva, Shoujo Shuumatsu Ryokou (Girl’s Last Tour) é outro exemplo relativamente recente que muito bem ilustra o ponto, com o anime sempre deixando o espectador de alguma forma pensativo, sem, porém, deixá-lo desconfortável ou “encucado”. Já Aria [review] talvez service como exemplo de um iyashikei capaz de oferecer ambos, o escapismo e o reflexivo.

O motivo pelo qual o iyashikei se conecta tão bem ao slice of life é um só: é simplesmente muito difícil, para não dizer efetivamente impossível, criar essa sensação de conforto emocional tento uma trama central. Iyashikei é um gênero que preza pelo apreciar do momento enquanto um momento. Do aqui e do agora. Ao passo que uma trama central é obrigatoriamente teleológica: o momento só possui relevância enquanto parte de um todo. Esperamos uma progressão, e um eventual final. O mundano é, portanto, o cenário baixo o qual o iyashikei pode melhor florescer, daí sua constante ligação com o slice of life. É importante, porém, ter um detalhe em mente: enquanto eu estou ainda para encontrar um iyashikei que não seja, também, um slice of life, nem todo slice of life será, também, um iyashikei. Mas acredito que podemos deixar essa questão por aqui, e seguir adiante em direção ao outro extremo do espectro: o slice of life como drama.

Nem todo iyashikei é necessariamente escapista. Alguns de seus exemplos podem se mostrar bastante reflexivos.

Como eu disse antes, mesmo uma única obra pode oscilar entre a comédia e o drama, e não poucos animes e mangás slice of life o fazem. K-ON! é talvez o melhor exemplo disso, começando como uma comédia, construindo suas personagens e as relações entre elas, e finalizando num momento de separação que evoca toda sorte de emoções. Já títulos como ShirobakoSakura Quest [review], enquanto possuindo uma atmosfera relativamente leve, pendem muito mais ao drama do que à comédia, conforme trabalham com os dilemas e angústias de suas protagonistas. Mas há também aquelas obras que mantém do começo ao fim uma atmosfera ligeiramente mais “carregada” enquanto ainda sendo sobre o dia a dia mundano de seus personagens. Títulos como os já citados Hourou MusukoFune wo Amu, que abordam mesmo questões até que bastante complexas. Mas seja como um elemento da história, seja como o foco desta, é importante apontar como há sempre algo de pessoal no drama presente em um slice of life.

Em K-ON! é a separação de um grupo de amigas. Em ShirobakoSakura Quest são os dilemas de jovens adultas que acabam de ingressar no mercado de trabalho. Em Housou Musuko é o sentimento de inadequação que surge da transexualidade seus protagonistas. E em Fune wo Amu tornamos mais uma vez ao ambiente de trabalho, agora para acompanhar os dilemas daqueles já propriamente inseridos em uma companhia (no caso, uma editora). No grande esquema das coisas talvez soem como problemas pequenos, sobretudo frente aos problemas de gêneros como a fantasia ou a ficção científica, e talvez sejam o motivo pelo qual o slice of life passa essa imagem de tedioso para alguns. Mas na exata medida em que são “pequenos”, eles são também bem mais pessoais, e capazes de se comunicarem com o espectador de uma forma bem mais pessoal. É, certamente é divertido ver o grande vilão final ser derrotado pelos heróis protagonistas, mas ter um grupo de personagens passando talvez pelas mesmas angústias que você passou ou está passando pode ser bem mais impactante.

Enquanto lidando com problemas pequenos, o slice of life consegue estabelecer com o espectador uma relação bem mais pessoal.

Eu perguntei mais acima se não vemos histórias justamente para experienciar o que não podemos na realidade, adicionando ainda porque, então, alguém se interessaria em histórias sobre o mundano. A resposta é até que bem simples: em seu aspecto mais dramático, elas podem ser incrivelmente catárticas, talvez mesmo enquanto passando mensagens e reflexões que queremos ou precisamos ouvir.

Como eu disse no começo do texto, sendo o slice of life um gênero bastante diverso, os motivos pelos quais alguém poderia se sentir atraído por uma obra do gênero também o são. No final do dia, talvez fizesse mais sentido perguntar o apelo desta ou daquela obra em particular do que realmente do slice of life como um todo. Em todo caso, espero que ao menos este texto sirva para demonstrar que, ao contrário do que normalmente se diz, é possível encontrar nesse gênero muito mais do que histórias sobre nada.

E você, leitor, que pensa a respeito deste assunto? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

Redes sociais do blog:

Facebook

Twitter

YouTube

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – K-ON!, episódio 1

2 – Yuru Camp, episódio 3

3 – Fune wo Amu, episódio 3

4 – Hourou Musuko, episódio 4

5 – Lucky Star, episódio 1

6 – Slow Start, episódio 1

7 – Aria the Animation, episódio 1

8 – Shoujo Shuumatsu Ryokou, episódio 1

9 – Sakura Quest, episódio 1

Anúncios

4 comentários sobre “O apelo do slice of life: muito mais do que histórias sobre nada.

  1. me pergunto quantas vezes vc já deve ter ouvido que slice of life é nada, já aprendi que para essas pessoas o que importa é realmente não é a mensagem eles só querem ver uma história chegando no fim (só tem começo e fim, o meio é filler), eles não tem qualquer apresso por nada além da zona de conforto deles, logo eu não perderia meu tempo combatendo eles, já que eles são nada para mim tbm.

    Curtir

    • “me pergunto quantas vezes vc já deve ter ouvido que slice of life é nada”

      Menos do que pode parecer, para ser bem sincero kkkkkk. É algo que ouço bem mais de brincadeira, por parte mesmo de fãs do gênero, que realmente a sério. Mas em todo caso ainda era um assunto bom pra tratar em texto, então aqui estamos :D kkkkk (mas sim, numa discussão informal o melhor é só deixar pra lá mesmo)

      Curtido por 1 pessoa

  2. Primeiro de tudo, parabéns pelo texto fantástico! Slice of life é o meu gênero favorito de animes e creio que você conseguiu oferecer uma definição digna dele, além de expor seu valor para quem assiste. Assim como você disse, para mim obras que retratam a vida real são mais fáceis de se relacionar e de criar um vínculo com elas e com seus personagens. Eu sou imensamente inspirado por animes desse tipo. Minha maior inspiração de vida é o filme Sussurros do Coração (Whisper of the Heart / Mimi wo sumaseba) do Studio Ghibli, de 1995, uma animação cujos únicos momentos de fantasia são trechos da imaginação da protagonista. A primeira vista parece um simples romance, mas na verdade é uma obra sobre aspirações, talentos e habilidades, sobre mostrar a si mesmo quais são as suas capacidades e como fazer uso delas para escrever seu próprio futuro.

    Outra grande fonte de inspiração para mim e talvez os maiores precursores do gênero slice of life são os animes da coleção World Masterpiece Theater. Talvez você não tenha ouvido falar, são um tanto underground, mas por alguns destes terem sido dirigidos pelo Isao Takahata do Studio Ghibli e com o envolvimento do próprio Miyazaki, acabei os conhecendo e eu não poderia ser mais grato por isso ter acontecido. Por mais que os protagonistas sejam crianças, grande parte desses trabalhos retratam a vida com suas felicidades e infelicidades de uma maneira como nenhuma outra que assisti. É incrível a empatia que desenvolvo pelos personagens, ao ponto de enxergá-los como pessoas próximas de mim.

    No meu blog, Goomba Reviews, escrevi sobre alguns dos animes dessa coleção, se tiver interesse. Se você não tem problemas com animações antigas (mas com uma qualidade impecável pra época, devo dizer) nem com a total ausência de fantasia, estou certo que você vai adorá-las e eu ficaria feliz de ler alguma análise sua a respeito de algumas delas no futuro, já que admiro muito a sua escrita. Ainda no tópico do meu blog, escrevi uma análise de K-ON! no fim do ano passado e também ficaria grato se pudesse dar uma lida, já que você também curte a obra e eu me esforcei para expor todas as qualidades dela que vão além do “garotas fofinhas fazendo coisas fofas”.

    Curtido por 2 pessoas

    • Primeiro, agradeço pelo elogio ao texto XD. Sobre a coleção World’s Masterpiece Theater, eu conheço sim, embora infelizmente ainda não tenha assistido nenhum. Mas ainda pretendo, mesmo porque adoraria um dia fazer um artigo sobre a coleção como um todo e a sua história ^-^

      Depois de você falar eu fui dar uma olhada na sua review de K-ON, e achei que ficou muito boa. O texto flui muito bem e você expõe bem os principais pontos positivos da série, ficou bem legal mesmo. Só não vou ter muito a acrescentar por concordar com praticamente tudo que foi apontado kkkk (e eu teria dito isso lá se eu tivesse a menor noção de como raios se comentar no blogspot x_x)

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s