O Facebook é ruim, precisamos de uma alternativa, mas provavelmente não há uma.

O Facebook certamente nos permitiu entrar em contato com toda sorte de pessoas, mas talvez não da melhor das maneiras…

Qual foi a última vez que você entrou em um grupo no Facebook? Com isso eu quero dizer: qual foi a última vez que você foi até a barra lateral da plataforma e conscientemente clicou em um grupos que talvez ali estejam? Agora, para explicar o porquê dessa pergunta eu preciso comentar sobre como eu utilizo esses grupos. Vejam, este é um blog sobre anime e mangá, afinal. Como tal, a vasta maioria dos grupos em que estou – praticamente todos, na verdade – são sobre anime e mangá: locais onde eu possa divulgar o meu conteúdo. Houve um tempo ainda no início da maior popularização do Facebook que eu também havia entrado em grupos de memes e de debates variados, mas há muito que o cansaço para com os primeiros e a queda na qualidade dos segundos me afastaram de praticamente todo grupo ao qual eu não possa dar um uso imediado – novamente, ferramenta de divulgação. É um tanto quanto irônico, porém, que eu raramente divulgue meus textos em grupos. Apesar de dar um bom retorno quando eu comecei essa prática, este retorno foi diminuindo, e após um tempo simplesmente não valia mais o esforço. Bom, recentemente eu decidi conferir cada grupo no qual eu já havia entrado, e digamos que deu para ter uma boa ideia do porquê dessa queda em cliques – bom, ou ao menos parte do motivo.

A vasta maioria dos grupos nos quais eu havia entrado estavam praticamente mortos. Ainda havia uma ou duas postagens por dia, mas quase sempre apenas alguém promovendo a própria página ou canal – sem nenhum comentário ou reação nessas publicações. Agora, os grupos de anime e mangá no Facebook nunca foram bastiões da excelência de conteúdo – bem pelo contrário, na verdade. Em novembro de 2016 eu publiquei meu artigo O meio otaku no facebook e os meus problemas com ele, onde critico questões como o overexposure a meia dúzia de animes, a preponderância de imagens como “curte para X, comente para Y”, o excessivo cinismo e ironia em grupos com fãs um poucos mais experientes na mídia, e toda uma sorte de problemas que basicamente só fizeram piorar desde então, para ser bastante sincero. Mesmo assim, ter tantos grupos, muitos deles com membros na casa dos milhares, simplesmente morrerem foi um pouco… estranho. Embora bastou procurar novos grupos para descobrir que esse meio continua tão ativo quanto nunca – para o bem e para o mal. Dito isso, a experiência me fez pensar algumas coisas não tanto sobre o meio otaku no Facebook, mas sim sobre o Facebook de maneira geral.

Basicamente eu quando entro em algum grupo otaku…

Agora, muito já se falou sobre como o Facebook é ruim para você, desde como o seu sistema de notificações pode tornar a plataforma tão viciante quanto uma droga até como ele é essencialmente uma ferramenta de marketing que repassa informações suas para empresas e corporações que as então irão usar para te tentar vender coisas. O quanto cada uma dessas alegações é verdadeira eu francamente não sei – e nem tive real interesse de pesquisar a respeito. Mas eu trago esse ponto para tentar dizer que esse não será outro daqueles textos de “delete o seu Facebook já!!!” ou coisa do tipo. Eu tenho muito de negativo para dizer sobre a plataforma em si, é verdade, mas como eu explico melhor mais para o final do artigo o problema no qual eu quero me focar aqui vai muito além dessa rede social em específico. E qual seria esse problema, você pergunta? Bom, mais uma vez eu tenho de perguntar qual a última vez que o leitor entrou em algum grupo sobre anime e mangá. Se o fez recentemente, deve ter percebido que ainda imperam as mesmas imagens de sempre: “se você não tem vergonha de dizer que gosta de animes, curte e compartilha”, “Você acha que [personagem X] vai superar/superou [personagem Y]?”, “quem tem mais fãs? Curta para X, comente para Y”, e por ai vai. Nada de novo sob o sol, certo?

Bom, mais ou menos. Eu quero enfatizar aqui ainda mais uma vez que os grupos otaku no Facebook sempre tiveram uma reputação de espaços bastante aquém do ideal, mesmo entre muitos fãs de anime e mangá. Eu digo isso para que não pareça que a minha próxima afirmação é apenas uma visão nostálgica de um passado idealizado: não é o caso. Mas aqui um ponto: enquanto nunca predominantes, eu lembro de bem mais espaços, até alguns anos atrás, onde era possível ter uma boa discussão e debate sobre anime e mangá. Espaços estes que foram cada vez mais dando lugar a imagens engraçadas, sejam na forma de memes, charges ou tirinhas. E francamente, não é pra menos. E embora talvez pudéssemos culpar os usuários da plataforma por preferirem os “joguinhos do add”, “personagem X personagem” ou shitposting generalizado, que foi de certa forma o que eu mesmo já fiz no meu artigo mencionado mais acima, aqui um outro lado da questão: por design o Facebook é uma rede social que ativamente desencoraja o debate e a discussão. E enquanto eu gostaria de seguir isso com um “precisamos de uma alternativa a ele”, a verdade é que talvez não realmente haja uma.

Admita, você já viu mais de uma centena de imagens desse tipo, não é? Bom, há um motivo pra isso: elas funcionam.

Vamos começar com essa primeira alegação. Para isso, eu vou questionar pela terceira vez: quando foi a última vez que você entrou em um grupo? Mesmo que você não tenha entrado em nenhum via barra lateral, provavelmente encontra algumas publicações desses grupos no seu feed de notícias. Pois bem, aqui um primeiro problema: o Facebook não envia uma postagem para todos os possíveis interessados. Se você postou algo no seu mural, nem todo amigo seu irá ver no feed deles. Se você tem uma página e publica algo nela, nem todo curtidor da página verá aquela postagem no feed deles. E se você posta em um grupo, nem todo membro verá a postagem no feed padrão deles. O argumento do Facebook é que se a pessoa recebesse tudo o que é publicado por todos, a pessoa se veria soterrada em um mar de informação (sabem, como já acontece?), então ele filtra. Se você para de interagir com uma pessoa, página ou grupo (isto é, para de curtir, comentar e compartilhar), aquela pessoa, página ou grupo vai aparecendo cada vez menos no seu feed, o que alimenta um efeito bola de neve: você vê menos, então interage menos, então vê menos, então interage menos, e quando se dá conta você acha que aquelas páginas que você curtiu morreram há tempos quando na verdade elas seguem muito bem e é o Facebook que não está te mandando nada delas.

Mas o problema do algoritmo não para por ai. Outro fator é que ele é um que privilegia imagens, gifs e vídeos, em detrimento de textos. Na prática, isso significa que se você postar um texto, ele será enviado para o feed de menos pessoas do que se você tivesse postado uma imagem. O que, mais uma vez, alimenta ainda outro efeito bola de neve: menos gente vê, então menos gente interage, então ainda menos gente vê numa próxima, e assim vai indo. Se você já se perguntou alguma vez o porque dessa aparente cultura da imagem que existe no Facebook, esse é o motivo. Ah, e querem o último prego no caixão? Uma imagem com pouco texto é enviada para o feed de mais pessoas do que uma imagem com muito texto. Nisso, cria-se na plataforma uma cultura da velocidade atrelada a essa cultura da imagem. Tudo precisa ser curto e conciso, sumarizado em talvez duas frases sobre uma imagem qualquer – soa familiar? Memes são exatamente o conteúdo mais propenso a proliferar no Facebook, e também o são os joguinhos do add, o “curte para um, comenta para outro”, o “de acordo com seu signo, qual personagem de anime você é” e outros tantos que vemos aos montes nos grupos otaku. Eles existem porque funcionam. E funcionam graças à forma como o próprio Facebook funciona.

Esse é o tipo de conteúdo que o próprio Facebook favorece. Não exatamente o melhor, se me perguntarem…

Mas digamos que você não dá a mínima para visualizações e curtidas. Que você quer ir na contra-mão da plataforma e postar textos reflexivos, provocativos, bem argumentados… Minha primeira pergunta é: você já tentou escrever mais de dois parágrafos no Facebook? Ou então: você já tentou ler mais de dois parágrafos no Facebook? A formatação textual da plataforma é absolutamente medonha, ao ponto que mesmo um texto devidamente paragrafado ainda pareça com um bloco contínuo de palavras que dão preguiça só de olhar. Fora que o espaço de margem é bastante reduzido. Um texto de talvez uma página de word pode parecer incomensurável quando passado para o Facebook. E eu ainda nem toquei nos comentários! Tentar fazer parágrafos nos comentários do Facebook é basicamente um jogo de apertar ctrl + Enter até você errar – e ai ter de clicar em editar para continuar o seu texto. Tudo isso talvez pareça menor, mas são também sinais sutis que a plataforma te envia dizendo “este aqui não é um espaço para textos”. Adicione a isso que o texto em questão, como eu acabei de falar, será enviado para menos pessoas do que, digamos, aquele meme do Chapolin, e a impressão que fica é a de que simplesmente não vale a pena o esforço.

Não levem a mal, isso não é exatamente culpa do Facebook. Eu explico: em sua concepção, o Facebook é uma plataforma para se manter conectado com as pessoas. Com o que ocorre na vida delas, como estão, onde estão, e por ai vai. Não um espaço para debates e polêmicas – mesmo que tenha se tornado um. E sabem, durante algum tempo, não havia realmente nenhum problema nisso: porque havia alternativas. Você podia ir para o Facebook saber como estava sua tia que mora do outro lado do estado, mas você podia ir ao Orkut para debates dos mais diversos, ou mesmo a um fórum qualquer. Acontece que com o abandonar dos fóruns e o declínio do Orkut, não realmente surgiu nada que preenchesse esse vácuo. As redes sociais que ficaram – Facebook e Twitter, sobretudo – eram as baseadas no rápido e no breve: imagens e textos curtos, respectivamente. Enquanto eu não exatamente caracterizaria os debates do antigo Orkut como “inspirados”, eu honestamente não ficaria surpreso se essa obrigação à concisão que o Facebook (e o Twitter, e outras redes sociais) impõe estivesse de alguma de alguma forma conectada com o momento de radicalização política em que vivemos. Afinal, é fácil ser radical quando você resume toda uma ideologia em duas linhas ou 140 (agora 280…) caracteres.

Na era da imagem e dos smartphones, a concisão se tornou predominante… infelizmente.

Precisamos de uma alternativa ao Facebook! É o que eu adoraria dizer… Mas como eu coloquei antes, a pergunta é: existe alguma? Como meu parágrafo anterior deixou claro, o Twitter não é uma opção. Snapchat e Instagram? Exato mesmo problema: plataformas baseadas na imagem. WhatsApp ou Discord? Bom… enquanto são ferramentas textuais, chats ainda são sobretudo baseados em frases curtas, e eu facilmente imagino um grupo grande em qualquer uma das plataformas rapidamente degringolar em mais imagens de waifus do que textos propriamente ditos. Fora que existe também uma limitação tecnológica. Eu não posso afirmar com certeza, mas imagino que muito do crescimento dessas plataformas citadas se deve também ao fato de usarmos cada vez mais smartphones e tablets. E você já tentou digitar no teclado do seu celular? É claro que já, e provavelmente estava xingando até a nona geração do fabricante antes mesmo de terminar a segunda palavra. Imagino que muitos tremam de pavor só de imaginarem escrever um texto de cinco parágrafos em um celular – eu sei que eu não faria (bom, talvez se me pagassem…).

Há alternativas? Talvez, mas antes precisamos falar de um último ponto: a quem tudo isso realmente interessa? Digo, quantas pessoas vocês acham que realmente se importam se há debates e discussões no Facebook (ou em qualquer lugar) ou não? Eu me importo… mas eu provavelmente sou o nicho do nicho. Provas? De certa forma, a própria popularidade da plataforma é a maior prova. Apesar de todos os apesares, as pessoas ainda usam o Facebook. E quem está saindo, está saindo para o Instagram, para o Snapchat, ou para o Twitter. Ninguém parece realmente preocupado em ter um espaço para debates e discussões, muito menos então no meio do anime e mangá. E os poucos que talvez tenham interesse, muitas vezes optam por justamente criarem os seus próprios espaços. Blog. Canal. Podcast. Quantas vezes já não viram um criador de conteúdo que disse ter iniciado um projeto qualquer porque não encontrou algo parecido em outro lugar? Comigo mesmo foi assim, ao menos em parte. Então vamos supor que houvesse uma alternativa perfeita ao Facebook, um lugar onde realmente fosse possível mais debate e discussão: realisticamente, quem entraria nele? Ah, e quem ficaria?

Uma plataforma de chat grupal, como WhatsApp ou Discord, são ótimas pra jogar conversa forma, mas não realmente para discussões mais aprofundadas (ao menos quando em grandes números).

Pois é, entrar não é o bastante. Uma comunidade só sobrevive se houver quem a mantenha. E esse não é um trabalho que pode ser feito por 3 ou 4 – fosse assim, era melhor um grupo no WhatsApp! É um trabalho para pelo menos algumas dezenas de membros ativamente comprometidos. Isso não é tão difícil se a pessoa tem um gosto pelo debate e pela discussão, mas há pessoas assim o bastante para consolidar um espaço? Talvez haja para temas mais amplos e de maior interesse geral, mas há gente assim no meio específico do anime e mangá? Não são realmente perguntas para as quais eu tenha uma resposta, mas se estivermos falando em pura especulação eu francamente me consideraria cético. E só para que não fique sem menção, há mesmo uma questão de idade ai. O público mais novo é um que nasceu e cresceu justamente nesse ambiente midiatizado e de preponderância da imagem, ao passo que o público mais velho é um que tem suas próprias responsabilidades, como faculdade ou emprego (ou ambos!). E francamente, há um pouco de hipócrita em todo esse meu texto. Para todas as críticas que teço ao Facebook, eu não realmente posso dizer que seja lá muito ativo em grupos por ai: meu tempo é ridiculamente escasso, infelizmente.

Então não há solução? Por mais que eu fique tentado a responder que não, é um pouco chato reclamar sem propor nada. Não entendam mal, reclamar por reclamar tem também o seu valor: como diz o ditado, um problema bem definido é um problema meio resolvido. Mas se eu puder propor uma solução… Bom, a primeira que me vem à mente seria justamente um retorno ao formato de fórum, embora a praticidade de algo do tipo é bastante discutível. Acreditem ou não, até há ainda alguns fóruns em português sobre anime e mangá ativos, seja isoladamente, seja como parte de algum site maior. Mas “ativo” e “movimentado” são conceitos ligeiramente distintos. Existe, porém, ainda outra alternativa, embora não menos problemática: o Reddit. É uma rede social que eu convenientemente deixei de mencionar até aqui, e por um motivo bem simples: ela é bastante desconhecida aqui no Brasil, apesar de ser bem grande no exterior. É uma rede que prioriza o textual, e que funciona de certa forma como um fórum anônimo: para criar sua conta, basta um nome e uma senha, nem mesmo e-mail é exigido. Os sub-reddits funcionam, de certa forma, como as antigas comunidades no Orkut, e lá você pode criar e comentar tópicos conforme desejar.

Uma boa alternativa? Bem…

Como eu disse, é uma rede social com bastante destaque no exterior. Para terem uma ideia, o r/anime (sub-reddit internacional sobre anime) conta com mais de 600 mil inscritos, enquanto que o r/manga já ultrapassou a marca dos 200 mil. E há mesmo alguma presença brasileira ali, mesmo que ainda bastante insipiente: o r/brasil conta com pouco mais de 150 mil inscritos. O problema aqui é, porém, bastante similar ao de um fórum: como convencer as pessoas a migrarem para a plataforma e serem ativos ali? Fora que há ainda um problema maior: a própria existência do r/anime. Digamos que alguém criasse um sub-reddit brasileiro sobre animes (um projeto que eu ainda pretendo realizar, diga-se de passagem, apesar das óbvias dificuldades): por que alguém iria para esse espaço recém criado e não para o r/anime, com já centenas de milhares de usuários e postagens constantes? O único motivo que eu consigo pensar é: porque a pessoa não fala inglês.

Que fazer então? No final, eu não realmente posso dar uma solução. Sendo bem franco, eu não realmente posso dizer que exista um problema, para começo de conversa. Digo, eu acho que existe, mas é um problema se só você se importa com ele? E tudo bem, eu imagino que não sou “só” eu que me importo com essa questão, mas há um número suficiente de pessoas que se importem para que algo seja feito? Não parece, o que significa que este texto é provavelmente menos um chamado à ação e mais um desabafo de um saudosista provavelmente jovem demais para ser um em primeiro lugar (reflexo desse nosso mundo acelerado, talvez? [rs]). Talvez o meio otaku simplesmente seja um averso a discussões. Talvez existam espaços de maior debate internet afora que eu simplesmente desconheço. Seja como for, acho que este texto já está de bom tamanho, então fiquemos por aqui.

E você, leitor, o que acha de tudo isso? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário com a sua opinião.

Redes sociais do blog:

Facebook

Twitter

YouTube

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Aria the Animation, episódio 3

2 – Hunter x Hunter (2011), episódio 38

3 – Posters de divulgação de Dragon Ball Z (MAL), Naruto (MAL) e One Piece (MAL)

4 – Goku (Wiki) e Naruto (Wiki)

5 – Durarara, episódio 1

6 – Yuru Camp, episódio 2

7 – Logotipo do Reddit

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17 comentários sobre “O Facebook é ruim, precisamos de uma alternativa, mas provavelmente não há uma.

  1. A qualidade das discussões sobre política em grupos do facebook, como você disse, caiu bastante. Eu sou um libertário e frequento um grupo de política onde essa queda ficou bem clara ao decorrer dos anos, felizmente ainda é possível ter uma discussão interessante por lá, o nome do grupo é Libertarianismo.

    O melhor lugar que encontrei para falar sobre esse tipo de assunto foi o discord Cultura Libertária, é um espaço extremamente bem organizado que rende ótimas discussões. Procurei grupos no discord focados em animes, mas são todos voltados para zueira. Isso acontece por conta da idade do público dessa mídia? Talvez.

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  2. Eu concordo bastante com esse e o outro texto seu.
    Pra mim, o maior problema sempre foi como incentivar as pessoas à interagirem em um grupo, tanto que é normal ter gente que a única participação é visualizar (a maioria). Mesmo eu, que tenho um monte de tempo livre e estou em um bom número de grupos, nunca postei nada e quase nunca comento.
    Quando se trata de discussões, não dá pra não sentir que de certa forma está se “intrometendo” quando os participantes já estão familiarizados uns cons outros.
    E postar coisas que não sejam memes é quase como jogar na loteria, é difícil de ter retorno.

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  3. triste mas é verdade, eu sou um dos que se importa e quer no meio otaku algo mais sério, papos mais interessantes, mais debates sobre as coisas.

    Ao meu ver existe estes problemas nós impedindo:
    1- as redes sócias, como vc mesmo disse, valorizando mais imagens e memes
    2- a bolha social que o face cria, aquele filtro que vc já comentou expandido.
    3- debater requer um aprendizado antes, não é fácil, as pessoas se irritam, elas não falam direito, elas no final das contas entre os poucos que falam as vezes só querem impor a sua ideia == “donos da verdade”.

    No fim o que chega é a nata da nata, o nicho mais escasso, eu não sei se cheguei lá, mas queria um dia chegar e debater com várias pessoas, aprender que é o mais importante.

    Por enquanto vou vagando por ai, eu tbm não uso face, eu uso fórum, sempre gostei.

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  4. Eu concordo com você em boa parte do que disse. O problema é que, pras páginas, o próprio Facebook diminui o alcance da sua página como uma forma de te obrigar a pagar pra ter mais alcance e, consequentemente, curtidas. Pra evitar que páginas que eu gosto sejam esquecidas em meio a todas que eu curto, há uma opção que se faz ao se curtir uma página: ao lado do botão curtir ao botão seguindo e nele você escolhe entre a opção ver primeiro ou a padrão. Eu sempre coloco em ver primeiro, porque aí quando a página publicar algo, eu a vejo com 1 ou 2 minutos depois de publicado. Tem essa questão que você não inseriu no seu texto. Quem é dono de página, sabe: toda e qualquer postagem feita, há um botão embaixo escrito impulsionar publicação, que é feito pra você pagar para que o Facebook divulgue. Se por acaso você vê postagens onde estiver escrito no canto esquerdo da publicação ao lado do ícone do planeta terra e estiver ao lado escrito patrocinado, é porque alguém pagou para que aquela postagem chegasse até você.

    Tem a questão de que o pessoal tem preguiça de ler, então se você publicar textões, as pessoas, obviamente, vão ignorar. Porque também têm preguiça de escrever e, quando escrevem, não fazem bons argumentos e nem sabem interpretar adequadamente. Aliás, você não levou essa questão em consideração, né? Isso é um problema da geração atual, que preza por uma comunicação mais rápida, com um texto bastante reduzido, o que inclui abreviações de palavras, erros de ortografia, de pontuação, acentuação… Causando textos deficientes e pobres de argumentos, acredito eu. Sério… Parecem até um bando de analfabetos funcionais. Somente o pessoal da minha geração – que viu tudo isso nascer e morrer, no caso do Orkut – é que não tem essas frescuras. Por isso postagens com pouquíssimo texto com e/ou sem imagem é que se torna popular.

    Aliás, falando nisso… Eu achei o seu texto maçante, entediante, repetitivo e, até mesmo confuso. Eu quase larguei a leitura dele no meio. Você precisa ser claro, conciso e objetivo para poder ser mais compreendido.

    Ah, sim… Eu quase ia esquecendo de te dizer. A palavra certa é escasso. Não tem ç nessa palavra. Quando você escrever algo, e aparecer uma linha vermelha embaixo da palavra, é porque ela está escrita de forma errada. Isso somente não cabe para palavras em outra língua/idioma.

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    • “o próprio Facebook diminui o alcance da sua página como uma forma de te obrigar a pagar pra ter mais alcance”

      Ah sim, tem isso também. Não quis entrar nessa questão, ainda que relevante, mas é mesmo toda uma outra problemática de como a plataforma funciona. Bem lembrado.

      “Tem a questão de que o pessoal tem preguiça de ler, então se você publicar textões, as pessoas, obviamente, vão ignorar.”

      Isso é certamente verdade, mas a formatação do Facebook também não ajuda. Mesmo que você tenha gosto pela leitura, tentar ler um texto longo no Facebook é um horror, o que certamente aumenta o problema (talvez mais até do que o tamanho em si do texto).

      “Aliás, você não levou essa questão em consideração, né?”

      Na verdade, levei sim. 11º parágrafo, eu comento como há ai uma questão etária também, de como as gerações mais novas já nascem nesse mundo midiatizado e conciso.

      “Eu achei o seu texto maçante, entediante, repetitivo e, até mesmo confuso”

      Questão de gosto, honestamente. Tudo bem ter achado maçante, mas considerando que você foi o único a levantar esse problema acho que é mais uma questão do seu gosto do que um problema inerente ao texto. Dito isso, meus textos SÃO propositadamente longos. Questão de estilo, mas o blog tem quadros com texto bem menores, pra quem não curte ler nada muito longo.

      “A palavra certa é escasso. Não tem ç nessa palavra”

      Oh, grato, não tinha reparado nesse erro. Corrigido. Só uma coisa: o wordpress não ia sublinhar em vermelho a palavra “escaço” porque (por incrível que pareça), ela de fato existe :D Mas claro, tem outro significado, obviamente, ainda foi um erro meu [rs].

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      • Questão de gosto, honestamente. Tudo bem ter achado maçante, mas considerando que você foi o único a levantar esse problema acho que é mais uma questão do seu gosto do que um problema inerente ao texto. Dito isso, meus textos SÃO propositadamente longos. Questão de estilo, mas o blog tem quadros com texto bem menores, pra quem não curte ler nada muito longo.

        – ISSO É REALMENTE UM PROBLEMA PRA SE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO, SIM! Não confunda o fato de ele ser repetitivo e confuso, o que LITERALMENTE o transformou num texto maçante e cansativo, em estilo, tá legal? Quer escrever um texto longo, não seja repetitivo? Seja claro e conciso, somente isso. Não me venha com indiretas em relação à leitura de textos longos, pois eu nunca tive esse problema. O problema é que você – além de não aceitar críticas construtivas e que te fazem melhorar os seus textos – os seus textos não fluem da forma como deveria. Há vários entraves, como o fato de você tornar o texto algo até difícil de se compreender. Sem falar que parece até um diálogo, onde você parece conversar com alguém ou, até mesmo um monólogo. Sem falar na própria insegurança e indecisão enquanto escreve. Não parece ter certeza de nada e parece mais perdido do que um cego no meio de um tiroteio, com os seus devaneios. Não sabe o que realmente quer e não mostra pra que veio. E isso, é, sim, desestimulante na leitura de algo crítico. E que deveria, antes de tudo, ser uma resenha crítica. Não é. Parece mais um diário. Enfim… Texto longo não é sinônimo de encheção de linguiça, de repetições e nem de devaneios, que é o que você faz e diz para justificar a longevidade de seus textos. OK, quer continuar assim? Problema seu. Eu já vi que é perda de tempo tentar ajudar alguém que, simplesmente, se recusa a ser ajudado. Blogs desse tipo, eu costumo visitar uma única vez. Tudo bem pra você, já que você não precisa de mim, mas já que tem o seu fiel público. Mas bem que estava reclamando ao longo do seu texto o por que de não ter tanto alcance assim, e nem um público mais amplo. Por acaso, você não leva em consideração que o “estilo de texto longo, cheio de indecisões e de lamentações” também pode não ser muito atrativo pras outras pessoas? Eu não sou fã desse tipo de coisa, sinceramente. Eu quero algo mais objetivo e que vá diretamente ao ponto. Você fala demais e faz “de menos”. Eu já vi que o seu blog é o verdadeiro Muro das Lamentações Virtual. Você só sabe chorar, chorar, chorar… Nele. Ainda bem que lágrimas não vieram como brinde, senão o meu computador já teria dado pau com isso. HAHAHAHAHAHA…

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        • “ISSO É REALMENTE UM PROBLEMA PRA SE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO, SIM!”

          Segundo VOCÊ, um anônimo qualquer na internet. Olha, sinto muito que tenha se ofendido tanto com a minha pequena “direta” (que de “in” não tinha nada, francamente), mas é fato que você foi o único a criticar a escrita deste texto. Tanto aqui quanto nos locais em que o divulguei. Olhando os dados, a lógica me leva a crer que o problema está com você, não com o texto.

          “além de não aceitar críticas construtivas e que te fazem melhorar os seus textos”

          Eu sou até que bem aberto a críticas construtivas. Só que você não fez nenhuma, vamos e venhamos. Até aqui tudo o que você fez foi reclamar, sem realmente argumentar. É fácil dizer que o texto é “repetitivo” ou que “há vários entraves” sem dar um exemplo se quer, ou mesmo explicar o que quer dizer com o termo. Francamente falando, você soa como se não tivesse a mínima ideia do que está falando, e só está tentando usar de palavras que não compreende para criticar um texto que não conseguiu entender.

          “Sem falar que parece até um diálogo, onde você parece conversar com alguém ou, até mesmo um monólogo.”

          Agora explique porque isso é um problema (novamente: você soa como se não tivesse a mínima ideia do que está falando, e só está tentando usar de palavras que não compreende para criticar um texto que não conseguiu entende). Ah, e a propósito, não é “com alguém”. Eu menciono diversas vezes no texto que me refiro ao “leitor”.

          “Não parece ter certeza de nada e parece mais perdido do que um cego no meio de um tiroteio, com os seus devaneios”

          Não é que eu pareço não ter certeza: eu não tenho mesmo. E não há problema nenhum nisso. Antes admitir que tudo o que falo é só conjectura do que querer ser mais assertivo e estar errado depois. Um dos grandes problemas da realidade moderna é como as pessoas querem sempre saber tudo, sem nunca pararem para questionar até onde realmente vai o conhecimento de cada um. Você, aliás, está se mostrando um primoroso exemplo disso.

          “Eu já vi que é perda de tempo tentar ajudar alguém que, simplesmente, se recusa a ser ajudado”

          Vamos lá, deixa eu te contar um segredinho: não é porque um completo estranho diz algo pra você na internet que você deve repensar toda a sua forma de ser, ok? Eu não tenho problema nenhum com críticas, mas também não vou acatar cada uma como se fossem uma verdade absoluta. Em outras palavras, eu não sou acrítico para com críticas. Para por de uma forma mais direta: sua reclamação, senhor, foi registrada, considerada, e devidamente descartada.

          “Eu não sou fã desse tipo de coisa, sinceramente. Eu quero algo mais objetivo e que vá diretamente ao ponto.”

          De novo: questão de gosto.

          “Eu já vi que o seu blog é o verdadeiro Muro das Lamentações Virtual”

          Em primeiro lugar, isso não é verdade. Tipo, objetivamente isso não é verdade ‘-‘ A vasta maioria dos meus textos passam bem longe de puras “lamentações”. Mas em segundo lugar: o quão irônico é você reclamar disso quando se doeu por causa de uma “indireta”? É até um pouco engraçado, pra ser sincero kkkk

          “Ainda bem que lágrimas não vieram como brinde”

          É algum mecanismo de defesa seu? Quando se sente ameaçado você apela para o sarcasmo? Seria essa sua aparente aversão à qualquer demonstração de fragilidade – como o choro – seja uma tentativa de esconder a sua própria? Ou talvez seja fruto de uma agressividade mal canalizada? Bom, seja como for, recomendaria um psicologo, pode ser bem útil para tratar essas suas questões mal resolvidas o/

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      • PS: Mais uma coisa… Não é porque ninguém fala sobre a estrutura e/ou estilo do seu texto, que ele é bom/ótimo/excelente. Às vezes, é porque não têm coragem de dizer. E mesmo quem é fã, uma hora deixa de te seguir/comentar, porque esse seu “estilo chorão avoado de ser” uma hora cansa. As pessoas querem e buscam uma solução e não mais um problema. E você parece trazer mais problemas do que soluções, efetivamente. Não se arrisca, prefere ficar na sua zona de conforto. E isso, no seu texto, ficou bem nítido. Até no seu modo de ser, mesmo. Enfim… Se você acha que isso é alguma vantagem, vá em frente e continue, então.

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  5. Caracoles!!

    Sério, desculpa se eu estiver sendo ignorante mas… E O O AMINO?? Ele foi criado pensando nesse tipo de experiência, claro, tem seus altos e baixos.

    Os famigerados “defeitos” ja citados, de imagens “personagem vs personagem” e tal, loot de conteúdo sobre meia dúzia de “blockbusters” dos animes.

    Mesmo assim, a rede é recente e você encontra de muito la, e sinceramente, bem melhor que nos grupos de face. Me impressionei ao não encontrar no texto nenhuma citação ao Amino
    Podemos até criar posts sobre tópicos, e pra quem não curte coisas “otaku” tem de tudo o que é tipo de comunidade

    Sinceramente sugiro que de uma chance ao app, afinal ele virou a ” rede social queridinha dos otakus”

    https://aminoapps.com

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    • Eu realmente esqueci que o Amino existia rs. Talvez por não usá-lo (mas até ai eu também não uso snapchat e instagram e mencionei ambos… é, estou sem desculpas :P).

      Mas vou dizer que sou bastante cético à ideia de que uma rede social para celular possa ser um bom local de debates. Escrever via celular é simplesmente horrível, e isso impacta bastante a qualidade das discussões.

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      • Realmente, me amigo. Acho um grande defeito da rede de não ter o mínimo suporte para posts via pc. Se pelo menos os post fossem edetáveis pelo computador, pra quem produz conteúdo como você, seria muito mais facil.
        É lamentavel, mas quem sabe não mudam né?

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  6. “[…] tão viciante quanto uma droga até como ele é essencialmente uma ferramenta de marketing que repassa informações suas para empresas e corporações que as então irão usar para te tentar vender coisas. ”

    Sobre as métricas e remarketing do face, sim é verdade, ele faz isso e eu como produtor acho maravilhoso. Ter informaçes que você quer do seu cliente é essencial para uma ads bem direcionada ao mesmo tem total sentido para o infoprodutor. Afinal, vc prefere isso ou as ads do taboola, “Coma isso e emagreça em 2 dias!” kkk

    Eu sei que nao é o foco do post, mas so quis informar que sim, remarketing do facebook é largamente usado, eu trabalho com ads

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  7. Acho que os 2 maiores problemas são os seguintes:
    1 – Ninguém, mesmo aqueles que gostam de debates aprofundados, parece ter real interesse em usar uma plataforma que não é tão conveniente, ou seja, uma plataforma que você precisa acessar um site que está fora de uma rede que você já entra e que não tem notificações no lugar que você costuma usar.

    2 – Parece que as pessoas perderam a capacidade de debater. Se você fala algo que ela não concorda, ou encontra algum furo no raciocínio dela, ela fica revoltada e encara como ofensa pessoal. Isso resulta em agressividade.
    E, falando especificamente dos debates no meio otaku, parece que todo mundo quer ser dono da verdade. Ninguém quer, realmente, conversar sobre algo, eles querem somente impor a opinião deles e mostrar como ela é superior a sua.

    Uma coisa que talvez funcionasse seria a união de diversos blogs/canais do Youtube do meio otaku para a criação de um fórum com a premissa de ser um local para debates mais profundos. Esse fórum iria precisar de uma moderação muito boa. Os blogs/canais do Youtube iriam trabalhar como divulgadores desse fórum.
    Com essa divulgação e com uma moderação boa, talvez, quem sabe, existisse uma chance de funcionar. Agora, sem o suporte desses canais/blogs para divulgar, é certeza que não vai funcionar.
    Outra coisa importante seria a presença mais ativa, pelo menos no início, dos donos dos canais/blogs, porque eles chamam público, já que muita gente gostaria de debater com eles.

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    • A ideia de um fórum incentivado pelos produtores de conteúdo mais conhecidos seria bem legal (er… dependendo do produtor, claro), mas convencer um grupo grande do tipo a algo assim é meio que impossível XD Até porque muitos mal tem tempo de cuidarem dos próprios blogs, canais e podcasts, então despender ainda mais tempo em um fórum poderiam mesmo ser inviável – pior ainda se o produtor em si não estiver realmente interessado em ter um espaço para debate e discussão fora da própria plataforma. É complicado rs.

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      • Sinceramente, tempo é questão de prioridade. A maioria das pessoas não possuem muito tempo livre, então, com ele, elas farão aquilo que acham mais importante. Se ela achar que esse espaço de debate é importante, ela irá deixar um tempinho para acessá-lo, nem que seja 10 minutos por dia.

        Eu acho que o grande problema dessa ideia é a visão utilitarista dos produtores de conteúdo.
        Eu já participei de um grupo de blogs/canais que se juntou para fazer coisas junto, trocar divulgação, fazer podcast, fazer TAG. Rolava uma interação legal entre os membros. Mas, como não deu resultado, no sentido de gerar visualizações/curtidas/comentários, rapidamente, todo mundo foi largando o grupo. Em pouquíssimo tempo, o grupo morreu.
        Muitos falam que fazem blog/canal porque gostam, que não ligam para visualização e que o importante é produzir, mas, na verdade, o que esse pessoal quer é ter um blog/canal grande. Ninguém liga pra interação dos membros do grupo, ninguém liga pra ter um espaço de debate, ninguém quer produzir pelo prazer de produzir ou participar de um grupo/projeto porque é legal participar. Todos só querem visualizações. Por mais legal que seja o projeto, caso não tenha resultado utilitário, acabam largando.
        Os produtores só terão interesse nesse fórum caso ele cresça, se torne um bom lugar para divulgação e gere visualizações. Mas, se isso não acontecer, poucos irão se interessar em ajudar.

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        • Tempo é uma questão de prioridade, mas eu entendo porque alguém preferiria priorizar ao próprio blog, canal ou semelhante rs. Views importam. Alguns talvez se importem com elas mais do que outros, mas é como eu costumo dizer: quem escreve só para si deixa seus textos em uma pasta no próprio PC, ao invés de sair publicando pela internet. E quem publica é porque quer ser lido rs.

          Também já participei de iniciativas do tipo, e sim, é desestimulante a inércia de muitos, que no final só querem mais um espaço para divulgar o próprio conteúdo. Mas bom, não sei também se tenho moral pra falar contra: eu mesmo digo no texto que entrei em um monte de grupos com o específico propósito de divulgar meus textos kkkkk. É complicado, e em todo caso, eu entendo porque alguém privilegiaria trabalhar em um projeto próprio do que em outra coisa.

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