Café com Anime – Kino no Tabi, episódio 11: O Passado da Kino

Kino no Tabi // Café com Anime 20/12/2017 1

Olá a todos, e sejam muito bem vindos a mais um Café com Anime, nossa conversa semanal sobre os animes da temporada. E como de costume, estou aqui com o Fábio, do Animes 21, o Vinicius, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, para discutirmos nossas impressões sobre o décimo primeiro e penúltimo episódio de Kino no Tabi: The Beautiful World – The Animated series.

Antes, porém, vale lembrar que no Animes 21 vocês poderão conferir nossas conversas sobre Animegataris e sobre Children of the Whale; no Finisgeekis, nosso bate-papo sobre Girl’s Last Tour; e no Dissidência Pop, nossas discussões sobre Mahoutsukai no Yome, então não deixem de visitar e ficar de olho nos outros sites.

E dados os disclaimers de sempre, vamos então à conversa /o/


Avatar DiegoDiego:

E cá estamos no décimo primeiro episódio – e Café com Anime – de Kino no Tabi. E finalmente temos o passado da Kino, que vem num momento no mínimo estranho. Acho que todos podemos concordar que não faz realmente muito sentido este episódio estar aqui, e não pelo menos um pouco antes, não é? Mas posicionamentos de lado, vamos ver primeiro o que vocês têm a dizer: que acharam do episódio?


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Eu…. não entendi?

Quer dizer, captei toda a mensagem bocó da cidade dos adultos. Entendi por que a Kino resolveu pegar a estrada. Mas o que devo tirar disso exatamente? O que isso nos diz exatamente da Kino que vimos até agora? Era realmente necessário esse prólogo para justificar algo tão simples quanto seus impulsos peripatéticos?

Achei um episódio desnecessariamente longo e moroso. Entendo – pelo contexto – que deveria ser uma revelação importante, mas simplesmente não “clicou” para mim.


Avatar GatoGato de Ulthar:

Eu particularmente gostei deste episódio.

E sim, ele ficou um tanto deslocado com o resto do anime. Mas quero pensar nele como algo individual.

A cidade dos adultos pareceu algo muito drástico. Mas até que faz o seu sentido. Não era apenas um metaforicamente “ficar adulto”, era uma lavagem cerebral das fortes. E Kino fez o que tinha que fazer e deu no pé.

Mas creio que ela foi a pessoa que mais rápido aprendeu a andar de moto! Já saiu fazendo manobra e tudo!

De um ponto de vista mais social, esta questão do país dos adultos me fez lembrar de como as crianças eram vistas antes do surgimento da moderna pedagogia, como apenas “adultos em miniatura”, sem nenhum direito diferenciado ou tratamento próprio, servindo apenas apenas como aprendizes do trabalho dos adultos.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Ah, ele é tipo aqueles malaco que faz miçanga e vende maconha na calçada do Center 3!

Kino no Tabi // Café com Anime 20/12/2017 // 2

Fotografia excelente:

Kino no Tabi // Café com Anime 20/12/2017 3

Ok, terminei de assistir, e vou ter que discordar de todo mundo (por enquanto, pelo menos)?

Não achei um mal momento; Não achei desnecessário; Não achei drástico

Começo pelo mais fácil: a tal Cidade de Adultos ser aparentemente tão “drástica”: Nada em Kino no Tabi é exatamente o que parece ser. Assim, esse país não reflete um que efetivamente faça lobotomia (se é cirurgia, se parece mais com lobotomia do que com lavagem cerebral) nas crianças e as bote para trabalhar aos 12 anos de idade. Entendi como uma crítica do autor à forma como o trabalho em si é visto e praticado, muito especialmente da forma como ele o entende no Japão. E que não por acaso é algo que começa na transição da infância/adolescência para a vida adulta. Adiantar essa transição para os 12 anos de idade e torná-la tão brusca faz parte da alegoria.

Sobre ser necessário ou não, bem posicionado ou não, aí sim eu acho que são questões mais complicadas. Se alguém discordar da crítica, provavelmente jamais irá aprovar esse episódio, por exemplo – ainda mais por ele desenhar um retrato tão, bem, “drástico”, da coisa toda. No fundo é uma crítica infantil – ora, é sim necessário que todos busquemos, de alguma forma, sermos úteis para a sociedade. Não para o bem da “sociedade”, mas para nosso próprio bem – nesse ponto em particular acredito que talvez o meu entendimento divirja do autor. Mas acho a crítica pertinente. E por fim, sendo Kino um anime episódico, não acho que faça muita diferença essa história vir no começo, meio ou fim, com o detalhe que, viesse no começo, talvez enganasse o espectador a esperar uma história coesa e em ordem cronológica.

Mas que se note: a característica marcante da Kino, para mim, não era ser “vagabunda”. Talvez o leitor ou espectador japonês veja isso em primeiro lugar, mas eu sempre imaginei que ela ganhasse uns trocados com pequenos serviços ao longo de sua jornada, e sempre achei isso perfeitamente aceitável para uma vida em sociedade. O que me marca sobre a Kino é ela aparentemente ter renegado seu gênero; de fato, parece assexuada em qualquer definição da palavra. Essa é a explicação que continuo aguardando o anime me dar. Kino no Tabi respondeu uma pergunta que eu não fiz e talvez isso possa ser chamado de “desnecessário”.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

O que eu chamei de desnecessário foi justamente isso: essa “origem” da Kino respondeu todas as coisas, menos as que de fato interessam. Para ter ESSA história de origem, eu preferiria não ter nenhuma.

E sobre a mensagem, não acho drástica, só forçada, como tudo em Kino. Esse é um anime sem coração, pura idéia e nada de sentimentos. Eu entendo o CONCEITO de uma sociedade que “destroi” a inocência infantil e cria pessoas para virarem engrenagens do sistema. Vários grandes autores (como Philip Pullman e Kazuo Ishiguro) já fizeram esta mesmíssima crítica. O problema é que ficou tacanha e caricata, com direito a uma família que berra para a filha com a mesma falta de bom senso dos escravagistas do episódio da Photo.

Se a mensagem de Kino fosse original, eu relevava isso. Mas ouvir a mesma “fábula de Esopo” que já ouvi trocentas vezes animada com personagens que parecem recortes de isopor faz minha paciência se esvair. Não há nada de novo (ou de notável) sob o sol aqui.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Ok, como eu também gostei do episódio da Photo, acho que podemos “concordar” nos pontos que já concordamos a respeito aqui :D

E entendi então o que chamou de “desnecessário”. Bom, para mim ainda não é a “história de origem” da Kino, é só mais uma história com a Kino. A origem dela, pra mim, é quando ela encontrar a mestra. Por acaso esse conto provavelmente fica melhor, ou talvez só pudesse mesmo ser contado, com a Kino sendo sujeito, não apenas observadora.

Nesse caso é tão necessário ou desnecessário quanto qualquer outra esquete da Kino.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

O Diego que nos corrija, mas do jeito que ele falou, essa esquete e a anterior compunham um ponto alto da antiga série. Talvez sem esse “soft spoiler” minha expectativas continuassem baixas.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Tem mais dois episódios ainda. E a perspectiva para qualquer anime que estamos acompanhando é sempre melhor do que para Kujira :)


Avatar DiegoDiego:

De fato esse episódio era um ponto importante na série anterior, mas muito por conta da natureza daquela série em si. Em primeiro lugar, ela respondia algumas perguntas mais básicas. Por que a Kino só fica três dias em um país? Para seguir a tradição do Kino que ela conheceu. Outra coisa é que no primeiro episódio da série de 2003, logo no comecinho há uma cena na qual a Kino diz algo como “sempre que alguém vê um pássaro, sente vontade de sair em uma viagem”, uma fala que é depois repetida pelo Kino no episódio do backstory (que, por sinal, é o quarto na série antiga). Já num elemento muito mais significativo, a série antiga mostra uma Kino muito mais passiva e observadora, só agindo quando é para assegurar a própria sobrevivência. Novamente, o episódio do backstory vem para explicar isso, com o exemplo do que houve com o Kino quando ele interveio demais na situação da Kino. Com o contexto da série passada esse episódio fica muito melhor, mas solto aqui…

Outra coisa é que a série passada foi bem mais “cinza” em lidar com a questão do trabalho. Enquanto a série de 2017 foca no horror da lobotomia e tudo mais, a série de 2003 é bastante competente em mostrar uma cidade de pessoas sorrindo enquanto trabalham, levantando a questão de até que ponto a cirurgia é mesmo errada, e complementa isso com a visão de trabalho que a Kino dá, de algo essencialmente sofrido. É infantil? Talvez, mas em primeiro lugar lembremos que a própria Kino é ali uma criança, e ainda por cima em um país onde não existe um processo de amadurecimento: a sua “criança interior” é simplesmente arrancada de você. Nesse sentido, os próprios adultos são também infantilizados, não possuindo senso crítico e apenas obedecendo de bom grado o sistema no qual estão inseridos, então há ali argumentos para os dois lados, tanto que a cirurgia tem seu lado positivo, como que tem seus efeitos negativos.

Ah, e só uma pequena correção: só tem mais um episódio, Fábio :P O 11 foi o penúltimo.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

O MAL diz que serão 13 episódios, brigue com ele, não comigo!

E sim, entendi os adultos bastante infantilizados também. Talvez o anime anterior é que tenha forçado a barra ao tentar deixar tudo cinza e esse esteja sendo mais fiel à intenção do autor?


Avatar DiegoDiego:

Er… o MAL diz que serão 12 ‘-‘ Já sobre a comparação, o que eu ouço é que o anime atual está sendo o mais fiel às light novels, adaptando as histórias praticamente linha por linha. O que não é necessariamente uma coisa boa: pessoalmente falando, eu achei a versão antiga superior em literalmente todos os aspectos :P


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Nossa, ok, entendi meu engano aqui. Os dois animes tem EXATAMENTE O MESMO NOME. Sim, eu adicionei o de 2003 aqui. Irk.


Avatar DiegoDiego:

Na verdade… o de 2003 se chama Kino no Tabi: The Beautiful World, ao passo que o de 2017 se chama Kino no Tabi: The Beautiful World -The Animated Series- :P


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

QUE DIFERENÇA INCRÍVEL! NOTÁVEL! “The Animated Series” é algo que eu automaticamente associo com reboots mesmo – nunca com as primeiras versões animadas, que precisam se auto-afirmar, afinal.


Avatar GatoGato de Ulthar:

Com o episódio em si eu não vi problema algum. Kino é um anime que não tenta fazer grandes correspondências com o realismo ou com atitudes plenamente plausíveis para seres humanos comuns, e esse episódio não fugiu do que anime estava querendo mostrar desde o início. Eu, pelo menos, estou morrendo de curiosidade em ver a série antiga, quero saber o motivo deste anime ser um clássico, e se é realmente tudo o que dizem.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Faço das palavras do Gato as minhas: estou louco de vontade de ver o original. Entendo que havia uma proposta legal na primeira versão desse episódio. Porém, só de ler a sinopse do Diego, já dá para perceber que o bebê foi jogado fora com a água do banho.

Considerando a mudança tonal, acho que eu até preferiria uma Kino à la Kill Bill, roubando as armas do Kino sênior e metralhando adultos-zumbis até fugir da cidade, feito uma personagem de FPS.

Teria mais consonância com a Kino porra-louca que vimos nessa série até agora :P


Avatar DiegoDiego:

Acho que esse pelo menos é um efeito positivo da continuação: fez muita gente se interessar pelo anime antigo rs

Mas vamos mudar um pouco o assunto pra uma outra pergunta: o que vocês acharam do posicionamento deste episódio depois do anterior? Acho que agora fica mais claro como o episódio anterior “toca” no primeiro anime: tendo o passado da Kino, todo o episódio do país gentil soa incrivelmente tenso, pois a todo momento você espera que algo dê muito errado. Quando a Kino vai embora do país sem maiores incidentes soa até estranho, ao que então temos o twist final. Eu acho essa ordem muito melhor, mas o anime atual decidiu seguir o contrário. O que acharam da decisão?


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Eu realmente não notei relação alguma entre os dois do jeito que foram colocados. Talvez na ordem inversa (i.e. correta) isso fizesse mais sentido: o paralelo entre os maus tratos a viajantes no País Gentil e o “mau trato” que custou a vida do Kino original; a criança com nome de flor e a própria Kino, que teve nome de flor


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Acho que o efeito de tensão que a justaposição desses episódios causa é apenas acidental. Os países em si não têm nada a ver. É tensão por tensão, sem justificativa temática ou narrativa. Pode ser divertido, mas é dispensável. Acho que o final do País Gentil é muito mais chocante sem tensão desnecessária.


Avatar DiegoDiego:

Os paralelos se estabelecem entre a Kino e o Kino e entre a Kino e a Sakura. Não é uma questão temática. Kino entra no país gentil e pede uma hospedaria onde possa tomar um bom banho, assim como o Kino fez no país dela. E acaba sendo levada a uma justamente por uma garotinha com nome de flor, assim como a Kino tinha. Francamente, paralelos demais deixaria muito na cara a coisa toda. Mas os poucos que se estabelecem em primeiro lugar criam uma situação de tensão já de início – que o anime antigo soube capitalizar muito bem com uma excelente direção -, e em segundo lugar melhor estabelecem a relação entre a Sakura e a Kino. Por que a Kino quis ficar mais de três dias naquele país em específico? Só pelo povo ter sido gentil? Não: é porque ela viu a si mesma na Sakura, e, de certa forma, a infância que ela própria acabou perdendo.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Uma tensão que não faz sentido, porque os países são muito diferentes.

É o que estou tentando dizer.

Na verdade, aqueles adultos estavam até tentando salvar a sua filha-com-nome-de-flor.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Falando sobre isso, eu não ainda não entendi qual é a dos três dias. Ok, o Kino velho falou que é o “tempo ideal” para conhecer um país, mas e daí? Nós já sabíamos isso no primeiro episódio. Explicação arbitrária por explicação arbitrária, fico com a da Kino júnior.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Bom, agora a gente sabe que ela só copiou seu Kino anterior. Continua não havendo uma explicação mais profunda, nada além do que já sabíamos.


Avatar DiegoDiego:

Sinceramente Fábio, pra mim o que não faz sentido é essa sua insistência que os países precisariam ser iguais para que houvesse comparação :P Duas pessoas em duas culturas distintas ainda podem passar por situações ligeiramente semelhantes. Não acho que era preciso que o país gentil fosse uma cópia do país da Kino para que entendêssemos que a Kino viu a si própria na Sakura.

E sobre a regra dos três dias, Vinicius, o anime de 2003 tem um trecho no primeiro episódio onde a Kino admite que a regra é arbitrária, e que ela provavelmente só a segue por medo de se apegar a um país e deixar de ser uma viajante. É o mais próximo que já tivemos uma explicação “de verdade” para ela.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Estou falando que a sensação de tensão que quem quer que tenha visto isso em 2003 sentiu foi completamente artificial. Não tinha relação nenhuma com o que o episódio que ela estava assistindo estava apresentando, mas com memórias de uma experiência com um episódio anterior.


Avatar DiegoDiego:

Sim… e?


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Uma false flag. Red herring. Pista falsa.

Se você vê grande valor narrativo nisso, ok.

Sem a pista falsa, acho que aproveitei melhor o episódio pelo que ele realmente era.


Avatar DiegoDiego:

E o que ele é? Uma história jogada de um monte de gente legal morrendo. Nisso sim é difícil de ver algum valor narrativo rs. Na conexão com o passado da Kino o episódio de certa forma explora de maneira sutil a própria Kino, inclusive dando o forte indício de que seu nome original seria Sakura. E de forma alguma a tensão é uma false flag, muito pelo contrário. Capitalizando em cima do passado da Kino, cria-se uma situação de tensão, uma falsa sensação de segurança quando a Kino deixa o país aparentemente ilesa, e ai um um pay off que é a destruição causada pelo vulcão.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Também não entendi a decisão dela de abrir mão do próprio nome. Se ela realmente não tinha nenhum apreço à própria identidade (incluindo o próprio gênero), não vejo porque não fazer a cirurgia. Ela já era um tábula rasa.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Quanto a isso, acho que ela só se esqueceu mesmo. Experiências traumáticas e coisa e tal.

Digo, deve ter escolhido o nome Kino por causa do viajante, ok, mas daí a esquecer o nome de batismo vai uma boa diferença.

E Diego, devo te lembrar o quanto eu não me importo com a Kino? :D Sério, mesmo depois desse episódio de origem, prefiro ver o que o anime tem a dizer sobre os países (e já especulamos longamente sobre o que possa significar um país que desaparece em segundos embaixo da lava de um vulcão, definitivamente não concluímos que era “narrativamente sem valor”), do que o que ele tem a dizer sobre a própria Kino.

Estou muito mais interessado no Tabi do que na Kino, se é que me entende :D


Avatar DiegoDiego:

Acho que não é uma questão de falta de apreço à própria identidade, mas de perda dela mesmo. A Kino foi rejeitada por seus pais e seu país, fugindo de lá para não ser morta. Abandonar o nome de batismo não é muito diferente de quebrar o doce no meio e jogar fora: é um ato simbólico de abandono do passado, mas mantendo consigo a única coisa que ela valorizou dele: a sua interação – e sentimento de culpa, embora nem o anime de 2003, nem o atual foquem nisso – para com o viajante Kino.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Inclusive esse episódio mesmo eu enxergo não como um episódio sobre a Kino, mas como um episódio sobre um país maluco, coisa da qual já falamos aqui, e que por acaso a Kino não é só observadora por conveniência do roteiro.


Avatar DiegoDiego:

Eu entendo Fábio, e de fato nesse anime a Kino não é uma personagem interessante. Nos últimos dias eu comecei a reassistir o anime antigo, e comparando com o novo consigo ver como ele trabalhou a personagem da Kino de forma incrivelmente melhor. Nesse sentido talvez de fato a ordem dos episódios 10 e 11 não importe, mas ai isso é culpa das decisões desse anime, não das histórias em si.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

A menos que existam muitos arcos sobre a Kino, eu nem consigo imaginar como esse anime poderia se focar nela e ainda assim ser interessante. Mas continuo acreditando em você :)


Avatar GatoGato de Ulthar:

O problema do anime novo é justamente que formamos uma ideia de uma Kino doida, psicopata, que gosta de meter bala em tudo, ao invés de termos uma imagem mais real sobre a personagem, com conhecimento de seu passado, de suas motivações e desejos. O problema é que este novo anime transformou a Kino em uma entidade própria, sem correspondência com nada.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Para um anime reflexivo como esse eu não me importo tanto com uma caracterização profunda da protagonista. Algo simples, como Girls’ Last Tour está fazendo, seria mais do que suficiente. Foi nesse sentido os comentários que eu já fiz mais de uma vez sobre o excesso de caracterização da Kino poder prejudicar a “história que importa”.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Eu acho o excesso de caracterização da Kino até contra-intuitivo a uma personagem que obviamente é uma “tábula rasa”. Pessoas de verdade não são “neutras” em relação à vida; elas carregam sua bagagem aonde vão. Se a função da Kino é ser apenas uma interlocutora – um “Hermes” para as pessoas com que cruza – eu prefiro que ela apareça o mínimo possível.


Avatar DiegoDiego:

Acho que nesse ponto todos podemos concordar com o que eu disse alguns episódios atrás sobre como esse anime seria bem melhor como um spin off mostrando as viagens do Shizu do que como um novo anime da Kino, certo? :P

Dito isso, uma última pergunta para encerrar a discussão: com apenas um episódio faltando, o que vocês esperam do final desse anime? Em termos de “conclusão” mesmo, ou de um sentimento de que o anime de fato acabou. Não sei como expressar melhor, mas eu sinto que teremos um final onde o anime só… acaba. O final de apenas mais um episódio, não um final que soe como um series finale.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”:

Se a Kino voltar a cruzar com o Shizu, poderia ser um bom final.


Avatar ViniciusVinicius Marino:

Também acho que ele simplesmente “acabará”. O que não necessariamente seria ruim. Se o episódio final for forte (seja na filosofia contemplativa da série original, seja no ritmo Baby Driver desse reboot) eu já me dou por satisfeito.


Avatar GatoGato de Ulthar:

Não tem como pensar algo diverso, o anime simplesmente acabará com mais alguma esquete, provavelmente com uma certa dose de emoção, mas só isso.

Mas acho que se o Shizu aparecer de novo seria uma boa coisa.


Avatar DiegoDiego:

Pessoalmente falando, acho que seria mais legal uma cena final semelhante ao que tivemos em Made in Abyss: uma rápida passada de olho nos personagens que conhecemos, para ver como estão agora ao final da história, incluindo ai personagens como a Photo e a Mestra. Seria melhor do que só… acabar, ao menos na minha opinião rs. Mas bem, vamos ver o que esse anime nos entrega em seu último episódio quando a hora chegar. Até lá, ficamos por aqui e até a semana que vem a todos o/

E você, leitor, que acompanha essa nova encarnação de Kino no Tabi: que achou deste penúltimo episódio? Sinta-se a vontade para descer um pouco mais a página e deixar um comentário.

Redes sociais do blog:

Facebook

Twitter

Outros artigos que podem lhe interessar:

Hourou Musuko – Identidade de Gênero e Transexualidade

Tempo, mudança e o coming of age.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s