Café com Anime – Kino no Tabi, episódio 10: Um País Gentil

Kino no Tabi Cafe Com Anime 13 12 2017 1

Olá a todos, e sejam muito bem vindos a mais um Café com Anime, nossa conversa semanal sobre os animes da temporada. E como de costume, estou aqui com o Fábio, do Animes 21, o Vinicius, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, para discutirmos nossas impressões sobre o décimo episódio de Kino no Tabi: The Beautiful World – The Animated series.

Antes, porém, vale lembrar que no Animes 21 vocês poderão conferir nossas conversas sobre Animegataris e sobre Children of the Whale; no Finisgeekis, nosso bate-papo sobre Girl’s Last Tour; e no Dissidência Pop, nossas discussões sobre Mahoutsukai no Yome, então não deixem de visitar e ficar de olho nos outros sites.

E dados os disclaimers de sempre, vamos então à conversa /o/


Avatar DiegoDiego

E com isso chegamos no que eu vou chamar de o maior erro do anime até aqui… Sigh… Ok,, não me entendam mal: sozinho, o episódio de hoje não foi ruim, nem de longe. A Kind Land – Tomorrow Never Comes é A história mais popular de Kino no Tabi, e não sem um bom motivo. O problema é que o que torna ela tão impactante é muito mais por ela traçar muitos paralelos com o passado da própria Kino, que, como o título do preview mostra, será o próximo episódio. O anime já tomou uma série de escolhas questionáveis ao longo da sua produção, mas colocar esses episódios nessa ordem TEM que ser o maior erro que ele poderia cometer. Parabéns aos envolvidos

Sigh… Mas ok, isso sou eu falando com o conhecimento prévio de ambas as histórias. Mas vamos ver o que vocês têm a dizer, sendo apresentados a esse episódio sem qualquer contexto prévio. E ai: o que acharam do décimo episódio de Kino no Tabi?


Avatar ViniciusVinicius Marino

Ah, Diego! Vá lá! Conta para a gente o que foi aquela história do vendedor de armas! Spoilers, please! Estou louco de vontade de saber!


Avatar DiegoDiego

Mas a história do vendedor de armas nem é o spoiler lol. O cara era o parceiro da Mestra XD (que aparentemente está canonicamente morto agora… que fim em).

Mas bom, agora vocês sabem da origem da Woodsman. Será que agora fica um pouquinho mais compreensível a Kino não aceitar entregar a arma como pedágio para o país murado do episódio 3? rsrs


Avatar ViniciusVinicius Marino

Ficou, mas digamos que não era uma decisão que precisava de explicação. A arma tinha um nome próprio! É CLARO que era especial!


Avatar DiegoDiego

E agora vocês sabem porque ela era especial XD


Avatar GatoGato de Ulthar

Estou tentando digerir esse episódio. Nem sei o que pensar dele, sinceramente. Fiquei um tanto atordoado como em apenas poucos segundo a cidade deixou de existir, sendo completamente incinerada por um vulcão. A atitude do pessoal em não deixar o país me lembrou um pouco o pessoal do país navio, que igualmente não abandona o navio afundando. Mas bem, foi o primeiro episódio em que vemos uma Kino verdadeiramente humana, que fica feliz e ocasionalmente sofre.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Não concordo com o paralelo com o país navio. Aquele era um país condenado, mas sem uma data específica. Um dia, em um futuro indeterminado mas certeiro, ele afundará. Mais do que isso, seu povo é ignorante sobre isso ou escolhe ser. O país gentil é diferente. Eles estavam muito conscientes do que lhes ia acontecer, e com precisão suíça.

Se aquele país servia à metáfora do ignorante (povo ou indivíduo) que contra todas as evidências continua seguindo velhos costumes e tradições, esse me pareceu muito mais uma metáfora para a aceitação da inevitabilidade da morte. Pense em um doente terminal. Uma vez que ele aceita seu destino, talvez queira, no máximo de sua capacidade, corrigir ou emendar os desacertos que cometeu em vida. Acima de tudo, quer ser lembrado como vivo, feliz e vibrante, e não como um moribundo decrépito e infeliz. Mesmo se, para isso, precisar esconder sua condição dos outros.

E esse é um tema forte por si só. A origem de uma pistola, digo, “persuader”, por importante que esse elemento seja para o cenário? Não ligo nem um pouco. Na verdade, me parece até prejudicial. Não vejo necessidade em atravessar essa metáfora com histórias paralelas. Pode contar depois sim, por favor.


Avatar DiegoDiego

Hum, interessante o ponto do Fábio sobre a pistola, porque eu nunca parei para pensar sobre o posicionamento desse fato aqui. Talvez porque no anime antigo isto certamente não é um problema: no episódio 1 a Woodsman é mencionada, ao passo que essa história vem no episódio 13, o último da série. Num posicionamento do tipo, esse fato – junto de diversos outros que não menciono aqui pelo spoiler – ajuda a dar uma sensação de “ciclo fechado” ao primeiro anime, de forma que as coisas funcionam muito melhor. Mas é, quando o episódio não é usado para isso de fato o colocar da arma aqui fica meio que jogado.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Se for para contar a história da Kino, essa ordem dos acontecimentos é importante. Esses elementos são mais importantes do que os episódios soltos. Mas Kino é por natureza um anime episódico, e mais do que a Kino (ainda que ela possa ser um personagem muito mais interessante do que esse reboot está dando a entender), o que cativa são as histórias individuais, as parábolas. Não faço ideia de como conciliar as duas coisas, até onde eu sei a Kino nem é uma personagem tão legal assim (mas acredito em quem diz que ela pode ser, como foi no anime antigo). Não a conheço o suficiente e a essa altura estou satisfeito com isso.


Avatar ViniciusVinicius Marino

Acho que o último comentário do Fábio resume meus sentimentos: estou satisfeito com isso. Entendo que Kino poderia ser muito mais, porém acho que estou curtindo o que estou vendo. De quebra, esse reboot me deixou super animado para conhecer a série original, coisa que eu estava relutante para fazer no início.

Pontas soltas e tudo, foi um dos episódios mais fortes da nova série. Podemos esmiuçar a natureza da sua mensagem (e acho que faremos isso logo mais rs), mas a maneira como foi transmitida está de parabéns. Se este é uma mostra do que Kino 2003 foi, entendo porque o Diego gosta tanto da série.


Avatar GatoGato de Ulthar

Como o Vinicius disse, fiquei entusiasmado em ver a série clássica. A Kino não é uma personagem ruim e este reboot não é um anime ruim, possui seus desencontros mas não é ruim (ruim é Kujira). É divertido assistir kino, e isto eu afirmo desde o primeiro episódio. Loucuras a parte, é um anime interessante.


Avatar DiegoDiego

Acho que esse é um crédito que eu posso dar a esse anime: ele parece ter despertado em alguns o desejo de conhecer a série antiga rsrs. E bom, apesar de duro para com a nova série eu de fato tenho de concordar que Kino não é nenhum Kujira, embora, tendo visto o anime antigo, minha experiência pra com ele tem variado bastante entre o divertido e o frustrante.

Mas vamos então mudar um pouco de assunto. O Vinicius bem comentou que poderíamos esmiuçar um pouco a mensagem do episódio, e acho que é um bom momento para isso. Concordam com a interpretação do Fábio sobre o episódio, ou teriam algo a acrescentar?


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Ai meu Kokoro de Baleia </3

Ok, Kujira tá horrível mesmo :'(


Avatar GatoGato de Ulthar

Penso que o que motivou aquele país/cidade a ficar e perecer foi justamente o senso de que encontraram o seu lugar após um grande período de exílio e desejaram se manter firmes no lugar que conquistaram. Mas mesmo assim acho um motivo fraco. Não consigo conceber, pelo menos na realidade, qualquer povo que se submetesse assim à própria destruição. O interessante é que Kino foi belamente enganada, em nada percebeu que havia algo estranho com a insistência de que fosse embora o mais rápido possível do país.


Avatar ViniciusVinicius Marino

Na minha opinião, o pior de tudo não foi a decisão asinina de terem permanecido, mas terem sacrificado as crianças consigo. Eu entendo sacrifício, mas com a vida dos outros? É simplesmente imoral.

As crianças pertencem ao futuro. Elas farão seu próprio destino, construirão seu próprio país. Não há sentido em obrigá-las a morrer pelo orgulho dos pais


Avatar GatoGato de Ulthar

Justamente isso que pensei. Ao meu ver eles foram ainda mais alienados do que o povo do país flutuante, já que lá eles nem sabiam ao certo que o país iria afundar mesmo, ou quando iria afundar, era um futuro incerto. É preciso e é bonito lutar pela sua terra natal, muitas pessoas morrem em guerras e conflitos movidos por este desejo, e sabemos como é doloroso um povo viver exilado. Contudo, quando se sabe que a morte é certa e a destruição será plena, não há porque permanecerem como idiotas. E por sinal, aquele mundo é gigantesco e bem vazio, era só eles terem se deslocado um pouco para o lado e começado de novo :P


Avatar ViniciusVinicius Marino

Há muitos casos de povos que reconstruíram cidades inteiras após desastres ou guerras. Um exemplo que acho curioso (até por não se tratar de guerra) é o da represa de Assuã no Egito. Ela foi construída nos anos 1960 e 1970 e ameaçava alagar vários monumentos antigos, incluindo o famoso templo de Abu Simbel do Ramsés II. O Egito, com ajuda da UNESCO, desmontou e remontou todos esses edifícios em outros lugares. Um deles foi dado de presente aos EUA e hoje está no museu Metropolitan (sim, há um templo egípcio inteiro dentro de um museu).

Templo // Café com Anime 13/12/2017 // 2


Avatar DiegoDiego

Eu vou na direção oposta: entendo muito bem a decisão do povo de ficar ali. Obviamente não é algo que eu faria, mas com o histórico deles há claramente uma cultura que vê aquela terra como uma espécie de terra prometida, um oásis em meio ao deserto, por assim dizer (metaforicamente falando, claro, a região estava bem longe de um deserto :P) Inclusive, eu acho interessante que o anime de 2017 coloca a frase “ego da” no contexto de como a Kino se vê como egoísta por não ter de ter trazido a Sakura consigo, ao passo que no anime de 2003 a Kino usa dessa palavra para descrever a população daquele país, dizendo que o país era o ego das pessoas, a identidade delas.

Mas vamos mudar um pouco o assunto: que acharam dos valores de produção desse episódio? Eu cheguei a ver algumas pessoas comentando, sobretudo no Reddit, que esse foi o episódio mais bem produzido da série até aqui – e estou tentado a concordar. Visualmente falando foi mesmo muito bonito, e a direção, enquanto não espetacular ou coisa do gênero, também pareceu um pouco acima do que tivemos até aqui.


Avatar ViniciusVinicius Marino

Acho que não me lembro de nada a se criticar. A cena do vulcão em si foi primorosa. O anime não é grande coisa do ponto de vista cinematográfico, mas este episódio foi de fato um de seus pontos altos.


Avatar GatoGato de Ulthar

Tanto a direção como animação estiveram de parabéns. A cena do vulcão foi tão súbita que tive que retornar para rever a cena e perceber que ela ficou muito bonita. Episódio realmente caprichado.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Não achei nada espetacular a produção do episódio. Bem padrão até, como qualquer outro episódio de Kino. Alguns pelo menos me mostraram paisagens exóticas, como o país-navio ou o país-ambulante. Esse foi uma cidadezinha bem padrão.

E sobre o sacrifício coletivo: sim, tomado ao pé da letra é absurdo. Desculpem por retornar ao assunto. Mas é por isso que eu não o tomo ao pé da letra. Não enxergo o sacrifício como sacrifício, mas como o estado de espírito de uma pessoa que sabe que vai morrer (doença fatal, geralmente) e já passou por todas as etapas do luto (sim, elas se aplicam antes da morte, e para os moribundos, também), encontrando-se agora em estágio de aceitação. Tentem interpretar o episódio sob esse ponto de vista e digam se não é muito mais interessante.


Avatar DiegoDiego

Interessante definitivamente é, mas mantenho que não acho a situação assim tão absurda mesmo tomando-a ao pé da letra :D


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Nah, ninguém faria isso de verdade. Talvez se fosse um asilo só com velhos, e olhe lá.


Avatar GatoGato de Ulthar

Um ponto que ninguém levantou sobre esse episódio que me marcou muito, foi justamente o momento em que a Kino se vê como egoísta, por ter se sentido aliviada com o fato de não ter que levar a menina consigo. Creio que foi o momento que vislumbrei a Kino mais humana.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Eu acho que é bastante humano querer dar tiros nos outros


Avatar DiegoDiego

Na questão de não saírem de lá, o problema é a logística de algo como transportar milhares de pessoas para outra localidade. Alimentação prévia necessária, possíveis medicamentos, fora outros problemas. Vão pedir pra todo mundo ir a pé? Idosos e crianças conseguiriam acompanhar? Há um meio melhor de transportar a todos? Fora que não temos ideia de há quanto tempo as pessoas sabem que o vulcão entrará em erupção. Pode ser que eles simplesmente não tivessem tempo para fazer algo planejado, e decidiram deixar ao julgamento de cada um. Não me pareceu que alguém seria impedido de deixar o país caso quisesse, só não quiseram.


Avatar GatoGato de Ulthar

Alimentação, logística, abrigo. Em casos excepcionais ninguém pensaria nisso, só pegariam o necessário e dariam o fora o mais rápido possível, depois veriam o que fariam.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Eles disseram quanto tempo, tenho quase certeza que faz um mês que sabem.

Exatamente. Imagine o absurdo. Não se trata de uma escolha sobre onde passar as férias. É vida ou morte! “Vamos morrer se ficarmos aqui!” “Ah, mas sair daqui dá muito trabalho” “Tem razão, suponho que devamos morrer mesmo, que estúpido de minha parte”


Avatar DiegoDiego

Ah… falha minha então, não lembrava de terem dito há quanto tempo sabiam :P Mas ainda assim, pessoas se sacrificam por idiotices o tempo todo. O que não falta é gente disposta a morrer pelas suas crenças ou pelo seu país


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Indivíduos se sacrificam por idiotices. Sociedades inteiras só se sacrificam por idiotices quando são um credo religioso lunático.


Avatar DiegoDiego

Como eu disse, não parece que as pessoas eram proibidas de sair do país. Talvez boa parte tenha sim debandado e só ficou ali quem era maluco o bastante para querer morrer ali.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Aí estamos no terreno das especulações para as quais o episódio não dá sequer uma pista.


Avatar DiegoDiego

Isso é verdade. Mas vamos lá, o mundo de Kino, e especialmente os seus personagens, não são também o que podemos chamar de “realistas”, muitas vezes nem verossímeis eles soam. Esse povo em particular decidiu morrer junto da sua terra, e o anime meio que pede que a gente só aceite e é pra isso que serve a suspensão de descrença. EU não acho que tenha sido assim tão absurdo, mas se vocês acham imagino que não tenhamos muito mais para onde ir nesse tópico em específico :P

Então vamos com o que o Gato tentou levantar um tempo atrás: a maior humanizada que o final do episódio deu na Kino. A questão é: seria tarde demais para isso? Porque pelo que vocês falaram antes, parece que sim: já estão satisfeitos com a Kino bang bang e ela não realmente precisava ser humanizada nesse ponto da história.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Sim, assim é porque são metáforas para a vida real – ou melhor, são assim quando funcionam. Não enxergo Kino no Tabi como apenas uma viagem no ácido de mundos e pessoas absurdas (e mesmo viagens lisérgicas podem ter significados ocultos). E a metáfora que enxergo para esse episódio é aquela que já descrevi (duas vezes).

Eu realmente não acho que a Kino mudou muito. Claro, ela já matou a sangue frio. Mas nunca pareceu ser realmente uma pessoa sem coração. Foi só um momento sad reaction. E se eu pensar demais sobre ele vou ficar com raiva da Kino por ter tentado roubar o lugar de personagem torturado em um episódio no qual centenas de pessoas, talvez milhares, incluindo crianças, morreram.


Avatar DiegoDiego

Não acho que o objetivo foi mostrar a Kino mudando, mas sim apenas um outro lado da personagem.


Avatar ViniciusVinicius Marino

Bom, quanto a esse último ponto do Fábio não há realmente nenhum problema. É um efeito usado com frequência em ficção, que bate com nossa própria psicologia: reconhecemo-nos muito mais em gente próxima a multidões sem nome ou rosto que estejam distante da gente. Vide Star Wars, em que a morte de um indivíduo (Obi-Wan) recebe mais destaque que a destruição de um planeta inteiro (Alderaan). A morte do Obi-Wan é TÃO mais importante que a própria princesa Leia, oriunda de Alderaan, se esquece do luto e vai consolar o Luke


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Pelo menos não acontecem ao mesmo tempo, ou não são um consequência do outro…


Avatar ViniciusVinicius Marino

Digo mais: hecatombe por hecatombe geralmente reduz o impacto dramático da cena. É uma crítica recorrente a filmes sobre a Segunda Guerra, sobretudo àqueles que indulgem no “Holocaust-splotation”


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

E essa interpretação que estou especulando só faz sentido assumindo que o episódio é justamente o que ele é, e não uma metáfora, que é a minha interpretação preferida e a que eu adoto.


Avatar ViniciusVinicius Marino

Você disse que ela está tentando “roubar o lugar de personagem torturado”. Ela não está roubando coisa nenhuma: só ficou triste. E nós, pela tristeza dela, ficamos triste pelo povo. Se “centenas de pessoas, talvez milhares, incluindo crianças” que eu nunca vi mais gordas morressem no episódio, eu bocejaria. O desabafo da Kino é o elemento que nos permite nos emocionar com a cena toda.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Ela ficar triste é ok. Ela se sentir torturada por isso (“eu fui egoísta”) é outra coisa. Mas se eu ver a destruição da cidade como a morte de um doente terminal que já havia aceitado seu infortúnio, o pesar dela faz muito mais sentido, e a auto-tortura também: ela está apenas começando os seus estágios de luto agora.


Avatar GatoGato de Ulthar

Também creio que a Kino apenas deu vazão à sua emoção para que pudéssemos sentir algum tipo de empatia pela população inteira da cidade ter desaparecido.

Quanto ao fato dela se sentir torturada, foi justamente em virtude de seu “egoísmo”, ela não iria querer ter que conviver com a garota depois dela ver o seu país inteiro ser consumido por lava.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Acho que mesmo se o país não fosse consumido por lava, ela não iria querer. Cuidar de uma criança dá trabalho :P


Avatar GatoGato de Ulthar

Iria ser muito constrangedor. E pensando friamente, nesse cenário foi melhor a menina ter morrido do que ser a última sobrevivente do país.

Bom, sim, ela não iria querer, mas no contexto seria muito pior. Carregar uma criança traumatizada por aí seria deveras complicado.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Não consigo concordar com isso. Na minha cabeça a morte desnecessária nunca é “melhor”.


Avatar GatoGato de Ulthar

Não foi isso que a Kino pensou.


Avatar ViniciusVinicius Marino

Muitas vezes a morte traz alívio às pessoas. Já ouvi muita gente que sentiu alívio depois que um parente morreu, pois os últimos estágios da doença são estressantes para todos. Geralmente, essas pessoas ficam se sentindo culpadas e se torturam pelo próprio egoísmo. É normal e humano. Kino não é o anime mais verossímil nesse sentido, mas nesse ponto acertou em cheio.


Avatar GatoGato de Ulthar

De uma situação relativamente absurda Kino se mostra mais verossímil.


Avatar MexicanoFábio “Mexicano”

Sim, com essa interpretação, faz todo o sentido, e eu terminei o episódio satisfeito porque enxerguei isso antes dele terminar, não foi um pensamento posterior, como acontece com mais frequência. Não sei dizer porque esse ficou mais óbvio, porém, não acho que algo na produção tenha sido consistentemente diferente em relação aos episódios anteriores.


Avatar DiegoDiego

Bom, no final das contas o episódio acabou rendendo bem mais discussão do que eu achei que renderia a princípio kkkk. Mas acho que já podemos ir encerrando por aqui. No próximo episódio FINALMENTE teremos o passado da Kino e… ugh. O posicionamento é horrível, mas ao menos era um dos episódios mais interessantes da série passada, sobretudo por conta dos seus temas. Vamos ver como adaptam nesse novo anime. Até lá então o/

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