Café com Anime – Kino no Tabi, episódio 4: O País Flutuante

Olá a todos, e sejam muito bem vindos a mais um Café com Anime, nossa conversa semanal sobre os animes da temporada. E como de costume, estou aqui com o Fábio, do Animes 21, o Vinicius, do Finisgeekis, e o Gato de Ulthar, do Dissidência Pop, para discutirmos nossas impressões sobre o mais recente episódio de Kino no Tabi: The Beautiful World – The Animated series.

Vale lembrar que no Animes 21 vocês poderão conferir nossas conversas sobre Animegataris e sobre Children of the Whale; no Finisgeekis, nosso bate-papo sobre Girl’s Last Tour; e no Dissidência Pop, nossas discussões sobre Mahoutsukai no Yome, então não deixem de visitar e ficar de olho nos outros sites.

E dados os disclaimers de sempre, vamos então à conversa /o/


Diego

Começando agora mais um Café com Anime de Kino no Tabi \o/ E vou dizer, acho que nenhum episódio me deixou tão em cima do muro quanto esse. Por um lado, eu achei ele divertido. Por outro, meio que realmente só me resta aceitar que esse novo anime de Kino é só uma coletânea de histórias de ação com bem pouco da substância que fez da primeira adaptação algo tão memorável. Francamente, é um pouco decepcionante. Não entendam mal, o anime não está ruim, mas está anos-luz aquém da versão de 2003, infelizmente. Mas ei, ao menos tivemos Shizu e Kino tomando os meios de produ- digo, tomando o país navio :D Cada vez mais a descrição do Vinicius da Kino como Chaotic Neutral se mostra acurada rs. Mas digam ai o que acharam do quarto episódio.


Vinicius Marino

Olha um episódio que não começa com tiro! Ah, é porque o Shizu é o protagonista. Opa, tem um sujeito metendo bala em todo mundo! Aha! É a Kino disfarçada!

Piadas à parte, entendo sua decepção. Esse era um dos episódios mais fáceis para transformar em uma fábula coerente. Sobretudo pela inspiração deliberadamente marxista. O clã da torre é o perfeito retrato da “superestrutura”: as invenções criadas para manter os esquemas de dominação. O fato de ser LITERALMENTE uma superestrutura deixa a metáfora quase trivial.


Gato de Ulthar

O Shizu levou uma facada da menina psicopata e ficou todo mundo olhando enquanto ele vertia sangue até pela boca, só para não estragar a cena dramática…

Eu particularmente gostei deste episódio, como protagonista, Shizu está se mostrando melhor que a Kino! Pelo menos ele tem personalidade e dá para perceber certa coerência em seus atos, já Kino… Continua caótico.

E quanto a história do episódio, eu até que gostei da temática da “necessidade de um governante”, mesmo que ele não exista, me lembrou o Grande Irmão, do livro 1984 de George Orwell.


Fábio “Mexicano”

Esse episódio, como o anterior, partiu de um tipo de conflito real, o qual podemos identificar no nosso mundo em múltiplas instâncias, contou uma boa parábola sobre esse conflito, e no final estragou tudo. O episódio anterior estragou tudo ao fazer do país que “aceitou” que deixar rastros de nossa passagem no mundo é inevitável uma nação que apenas destrói sem remorso tudo pelo seu caminho (com o bônus negativo de fazer a protagonista, Kino, participar disso ativamente, ainda que de forma acessória). Já esse episódio criou uma história de origem para o seu País Navio (no qual as estruturas de poder ameaçam a sociedade mas são reproduzidas e defendidas por ela) que na prática o deixou sem saída mesmo. Não existe ali reforma ou revolução possível – não para a sociedade; é possível que indivíduos eventualmente percebam o barco furado literal e metafórico em que se encontram e fujam (se tiverem permissão para tanto), mas a sociedade em si só tem como destino possível a auto-destruição. O bônus negativo fica por conta do epílogo longo e desnecessário (foi usado de muleta para contar a história do País Navio) da Tifana e do Shizu.


Vinicius Marino

O episódio de fato é muito mais “coeso” em sua mensagem (ao contrário do país em questão :P ) Meu problema é que, mais ainda do que em episódios passados, fiquei sem saber o que tirar da mensagem. É uma aceitação do fato de que estamos irremediavelmente condenados ao jugo da sociedade (como dizia Durkheim)? É uma apologia ao “contrato hobbesiano” e defesa da autoridade, mesmo que ela seja autoritária? É uma crítica à alienação do proletariado numa verve mais marxista? Parece que a postura “chaotic neutral” da Kino está contaminando o próprio enredo do anime. O que, para um anime com essa proposta, é um defeito bem sério.


Fábio “Mexicano”

Fiquei com a impressão que é uma mensagem pessimista mesmo. Algo como, está vendo esse país? Eles estão literalmente em um barco furado e o defendem até o fim, que virá inexoravelmente quando o navio afundar. Mas não pense que você esteja melhor! Como os tripulantes do Tifana, somos todos cegos para os furos das nossas sociedades.


Diego

Acho que a mensagem que se tira é mais uma de alienação mesmo. De como aquele povo confiava tão cegamente em seus governantes que não conseguiam nem conceber que a sua sociedade não era as mil maravilhas de que foram convencidos que ela era. Mas claramente o aspecto temático deu um passo pra trás nessa adaptação, que segue mais preocupada em mostrar uma kino badass do que em discutir as ideias e temas de cada episódio.

O problema é que Kino não funciona bem como uma narrativa “normal”. Esse país, por exemplo, levanta tantas perguntas que nem deveriam ser perguntadas para começo de conversa… Por exemplo, eu devo então assumir que aquela sociedade surgiu de repetidos casos de incesto? E por que os Tower eram tão cruéis com o povo se a sua programação era o salvaguardo deles? E por que diabos a Ti meteu uma facada no Shizu?! Eu não deveria estar pensando tudo isso, mas o anime não me dá outra coisa pra pensar!


Vinicius Marino

Concordo. Não assisti à série original. Porém, com base nessa, acho que o formato de 25 minutos vai de encontro aos objetivos do anime. Ou eles precisariam estender esses arcos por mais de um episódio (como parece ter sido o caso do Coliseu) ou trazer argumentos mais simples. Perceba que só nesse início de conversa nós já enumeramos uns três ou quatro “grandes temas”. Apenas um deles já seria suficiente para ocupar um episódio todo.


Gato de Ulthar

O que me pegou mais negativamente neste episódio foi justamente a parte do final. Não me refiro a revelação do grande mistério, que pra mim foi supimpa. A cara do Shizu de indignação e incredibilidade quando o pessoal se recusou a sair do barco foi impagável. Também não há que se pensar mal de população daquele navio. Eles só conheceram aquele tipo de vida, e além disso aquele era o lar deles, a terra natal. É natural querer proteger seu povo e sua nação. O único problema foi a alienação deles, qe não permitiu verem que o futuro deles era acabar no fundo do mar. O método de Shizu foi muito abrupto, talvez se tivesse mais tempo de conscientização…

Mas eu ainda fico pensando, porque as Inteligências Artificiais (marionetes) simplesmente abriram mão de proteger o povo apenas pelo fato de Shizu se impor contra elas? Elas estavam cansadas? Acharam que Shizu seria um governante melhor?


Fábio “Mexicano”

As Inteligências Artificiais estavam seguindo sua programação, que era proteger o povo do país da melhor forma possível que conseguiam conceber, e quando o Shizu as enfrentou prometendo salvar aquele povo, elas entenderam que seria o melhor para eles. Eu acho.

Uma coisa que acho que não reclamamos o suficiente até agora: para uma garotinha, até que a Tifana era boa com armas – e ansiosa por usá-las, né? Uma faca e uma granada. E isso foi só o que vimos. Vai saber o que mais aquele capeta em forma de guri (© Sérgio Mallandro).

Ah, e algo que só pensei agora: segundo o Clã da Torre (as inteligências artificiais, na real), o povo estaria fazendo coisas absurdas, como reclamar das condições em que vivem, por exemplo. Não foi o que eu vi, e acho que o Shizu não viu isso também (embora ele estivesse mais preocupado com o calamitoso estado de manutenção do navio). Eles pareciam bastante contentes com suas vidas. Me pergunto se isso não é, desde o princípio, um teste que eles fazem para tentar descobrir alguém que possa salvar aquelas pessoas.


Diego

Ou só uma falhar lógica no roteiro. Aliás, aqui outra: como exatamente deixar o navio-cidade se deteriorar até eventualmente afundar se configura como “proteger o povo”? Não dar a mínima para uma situação de vida ou morte não vai de encontro a toda a programação desse povo de chapéu pontudo?


Vinicius Marino

Pode ser um erro de avaliação. Uma das grandes críticas à engenharia social (e ao autoritarismo que ela pressupõe) é que é impossível prever todas as contingências que afetam um povo. Governos que tentam regular todos os aspectos da vida invariavelmente levam à desgraça – muitas vezes, sem perceber. O problema é que esse é um assunto que sequer foi explorado no episódio. E que, francamente, não sei como associar à outra ladainha sobre alienação do povo. “Kino” parece estar tirando problemas políticos de um saquinho e improvisando em cima deles.


Fábio “Mexicano”

Sobre o possível furo que representaria o Clã da Torre estar programado para proteger o povo ao mesmo tempo em que continuam em um navio destinado ao fundo do oceano (e nem é um submarino): existem problemas computacionalmente insolúveis. Esse pode ser um deles. Em terra-firme eles vão morrer porque o Clã da Torre não poderá estar lá para protegê-los, e em alto-mar também irão morrer quando eventualmente o barco afundar. O que deveriam fazer? O “melhor” é adiar ao máximo a extinção do povo, talvez?

Mas, como disse o Vinícius e como dirá qualquer pessoa sensata, essa é uma questão que dilui ao ponto de anular a mensagem central do episódio. Sem dúvida existem países no mundo que vão em mal rumo e sua elite não muda, mas não é por não saberem o que seria melhor (ou menos pior), é por não quererem, eles próprios, perder o poder.


Gato de Ulthar

Uma coisa que percebi em Kino no Tabi é que como é fácil fazer uma revolução, dar um golpe de estado, matar um presidente… Os países de Kino não prestam muita atenção no que concerne a segurança nacional. Tirando o primeiro episódio, no segundo o rei foi morto pela Kino com um tiro, no terceiro a Kino poderia ter matado a presidente e o outro político facilmente, e no quarto o Shizu e a Kino, de modo relativamente simples, destruíram o governo das máquinas.


Diego

Bem, em uma nota mais positiva ao menos o anime vem se mantendo consistente na relação dos viajantes para com os países. Reparem que o Shizu foi chamado à autoridade máxima daquele país da mesma forma que a Kino foi levada à presidenta no país anterior. Com apenas uma exceção notável até o momento (o Coliseu), ao menos NISSO o anime vem se mantendo consistente rs.


Fábio “Mexicano”

Segurança nacional não é nada, o país ambulante poderia dominar o mundo se quisesse. E estatisticamente acho provável que em algum momento do futuro isso vá acontecer. Basta só uma geração mais louca de pedra, e elas nunca falham em aparecer na vida real.


Gato de Ulthar

Só uma pergunta, será que o Shizu vai mesmo adotar a menininha? Eu nunca mais iria dormir me sentindo seguro na vida, se fosse ele.


Fábio “Mexicano”

Super seguro. É só deixar ela longe de granadas.


Diego

Bem, mudando de assunto, posso também só apontar o quão terrivelmente incompetente o anime está sendo em estabelecer praticamente tudo? Eu vi alguns leitores da novel no reddit comentar como o Shizu é um contra-ponto à Kino. Ela é mais passiva e observadora, e ele é mais ativo e age segundo as próprias convicções. Eu que vi o anime antigo entendo o contraste, mas imagino que para vocês uma afirmação do tipo soe como piada, dado o quão ativa a Kino vem sendo nos países por onde passou. A questão de ficar 3 dias também vem sendo bem pouco reforçada, o que VAI machucar o anime mais para frente. Ela não seguir a regra dos três dias deveria ser algo importante, algo que ela só faria em caso de suma necessidade, mas o anime apresenta exceção após exceção: depois do episódio 1, praticamente todos os demais 3 deram o dane-se pra se quer lembrar que essa regra existe!


Fábio “Mexicano”

Francamente, como está a Kino é chata :P

Ou bem ela é uma observadora, ou bem ela é atuante e por bem ou por mal sai metendo bala em todo mundo e deixando claras quais as suas convicções para justificar isso.


Gato de Ulthar

Eu não vi o anime original, mas eu esperava um anime mais contemplativo e uma protagonista serena, culminando em temas filosóficos abordados de maneira sensata. O que eu vi foi uma loucura, é impossível definir quem é Kino. Parece que neste último episódio ela só se rebelou contra o país pelo fato deles terem barrado seu posto como guarda, se não ela continuaria fazendo a segurança linha dura da nação.


Vinicius Marino

Li em vários lugares que esse anime foi feito com base em uma enquete feita com fãs. O que acho problemático por dois motivos: primeiro, que a coerência de uma obra montada dessa forma tende a sofrer mesmo. Segundo, que parece que uma boa parte dos fãs de Kino parece repudiar a Kino contemplativa. O que me passa mensagens bem mistas sobre a recepção da série original


Fábio “Mexicano”

Acho que mencionamos isso na semana passada? Bom, eu certamente fiquei sabendo disso semana passada e com o Diego, mas talvez não tenhamos falado sobre isso no Café com Anime.

E sim, concordo plenamente que esse é o principal problema de Kino no Tabi. Um anime feito dessa forma é um almanaque para quem já é fã e já conhece.


Diego

Acho que não podemos culpar apenas os fãs. Em primeiro lugar, não é como se os produtores tivessem pego o “top 13” ou algo do tipo. A votação com fãs serviu de referência, mas em última instância a escolha ficou a cargo dos responsáveis pelo anime, que tomaram decisões bem dúbias (por exemplo, a história do episódio passado, do país ambulante, ficou bem pra baixo no ranking). Fora que em última instância certamente havia formas melhores de organizar a ordem desses episódios.


Vinicius Marino

Devo confessar: adoro ler entrevistas de criadores sobre suas obras. Depois de ver ou antes de resenhar uma série, sempre dou uma pesquisada para ver se acho material do tipo. Nesse caso específico, acho que nada me agradaria mais do que ver um depoimento da produção sobre as escolhas tomadas nesse anime. Porque, de fora, elas parecem inexplicáveis.


Diego

Não é muito, mas tivemos isso aqui pouco antes do anime estrear, Vinicius: http://www.animenewsnetwork.com/feature/2017-09-11/interview-keiichi-sigsawa/.121076


Fábio “Mexicano”

Sobre o formato específico da série, ele comentou algo? Ainda não li, desculpa :P


Diego

Depende do que você chama de formato. Em algumas perguntas ele comenta sobre o processo criativo da light novel, mas para falar do novo anime ele é bem vago e não entrega quase nada sobre a produção. Mas lê ai, a entrevista foi legal :D


Gato de Ulthar

Eu penso que nem é bom o autor do original ficar se metendo ativamente nas adaptações, por isso que eles sempre desconversam sobre o assunto. Isso se dá caso o anime seja uma merda para eles poderem escaparem ilesos e afirmarem que não tiveram nada a ver com isso.


Diego

Bom, acho que podemos encaminhar o debate para uma última questão. Primeiro, acho que chega a ser óbvio dizer que o país-navio é uma metáfora nada sutil para uma nação “afundando” (economicamente, politicamente, socialmente, podem escolher). Nesse sentido, o anime traz uma visão bastante pessimista do povo que vive em uma nação do tipo, preferindo a ignorância do que a mudança. Acham que isso reflete bem a realidade? E o que fariam se (se?) vivessem em um país afundando? Ignorar até o inevitável fim, fugir sem qualquer segurança, ou tentar mudar as coisas “por dentro”?


Vinicius Marino

Tudo depende de termos ou não a capacidade de mudarmos as coisas por dentro. E, mais importantemente, de conseguirmos saber se o país está mesmo afundando. Na prática, um indivíduo tem uma agência muito pequena para mudanças desse porte. E quase sempre rumores de “naufrágio” social não passam de alarmismo.


Fábio “Mexicano”

Bom, é verdade que aquele navio irá afundar um dia. Está muito danificado e não recebe nenhuma manutenção. Ao mesmo tempo, é impossível saber quanto irá demorar para isso acontecer. O Shizu não estudou o suficiente para saber isso, tecnicamente ele foi alarmista. Se é para falarmos de sociedades reais, é comum que muitas passem por períodos prolongados de deterioração, e ela ser tão lenta que ninguém consegue perceber isso no curso de uma vida – mas para alguém de fora, pode parecer tão óbvio! Na maioria dos casos, porém, as coisas simplesmente acabam se resolvendo. Países de verdade, mesmo no curso de guerras civis sangrentas, raramente acabam. Os casos mais comuns de países que se esfarelam politicamente são os de países cujas fronteiras foram formadas artificialmente – ou, se quiser ser mais chato e dizer que na prática todas as fronteiras são artificiais, me refiro a países cujo povo tem pouca unidade identitária, e o pouco que tem desaparece ou enfraquece. Nem países em grave crise política ou econômica, caso tenham uma identidade, efetivamente acabam. A Venezuela com certeza está tirando água pra fora da canoa furada com baldes, mas não vai deixar de existir. Uma hora alguém pega o maníaco que está fazendo novos furos nela, ou ele se vai naturalmente.


Gato de Ulthar

Eu entendo a necessidade de mudança daquelas pessoas, mas é difícil fazer um paralelo perfeito com nossos países. Me explicando melhor, eu consigo entender, pelo menos para mim, um dos motivos deles não quererem a mudança. No caso do anime, não bastava fazer uma revolução, mudar o governo ou a forma de governar, o problema reside no fato de que o país deles vai literalmente SUMIR! Não só politicamente, mas fisicamente. Em muitos casos países deixam de existir mas os grupos étnicos continuam a habitar a mesma região aplicando os mesmos costumes. Em Kino, eles teriam que abandonar sua terra natal, deixando tudo para trás para se tornarem apátridas, exilados, refugiados, seja a nomenclatura que for. Em virtude disto, ao invés de embarcarem em um presente incerto, preferem ficar no país, mesmo que num futuro igualmente incerto ele venha a sumir completamente.


Diego

De fato, Gato, e não levar isso em conta foi talvez o único erro do Shizu. Bom, não vou ter nada a acrescentar às considerações feitas, acho que concordo com praticamente tudo que foi falado rs E bom, acho então que esse debate fica por aqui. Foi uma boa conversa sobre um anime que, infelizmente, vem se provando nem tão bom assim… Até a semana que vem a todos o/

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