O meio otaku no facebook e os meus problemas com ele.

Minha cara ao entrar na maioria dos grupos otaku no facebook.
Minha cara ao entrar na maioria dos grupos otaku no Facebook.

Por mais que eu realmente adore anime, mangá e outros elementos da cultura pop japonesa, eu devo dizer que ando bastante cansado com a comunidade ocidental que se formou em torno dessas mídias: os otakus. E não, eu não estou me referindo à pré-adolescentes com casacos da Akatsuki e bandana do Naruto, correndo por ai com os braços para trás e falando palavras aleatórias em japonês. Em fato, a existência de tal estereótipo é um dos motivos pelos quais esse meio merece críticas, mas eu explico melhor isso em breve. Por agora, eu vou me limitar a dizer que o meio conta com problemas muito maiores – bom, para mim, ao menos – do que a forma como uma parcela dele se veste.

Mas antes de continuar com o artigo, eu sinto que é necessário um aviso. Veja, na vasta maioria dos meus textos, eu tento ser o mais calmo e “político” possível, mesmo nos eventuais momentos que eu estiver falando mal de algo. Já existe bastante negatividade, tanto no mundo real como na internet, e se eu puder evitar de adicionar ainda mais, eu irei ao menos tentar. Mas esse tema em específico é um que provavelmente sairá bem mais ofensivo do que eu gostaria que fosse. Não que eu não tentarei ser o mais sensato possível, mas considerando que toda a premissa aqui é apontar problemas que eu vejo no meio otaku é difícil dizer o quanto dessa sensatez será percebida – ou relevada – pelo leitor, que talvez se ofenda com alguns pontos apesar dos meus melhores esforços.

Então me permitam dizer o seguinte: este texto não está aqui para ofender ninguém. Antes, ele é em parte um desabafo de minha parte e em parte uma – provavelmente ingênua e inútil – tentativa de trazer à luz alguns pontos que as pessoas desse meio talvez se interessem em pelo menos pensar a respeito.

Adianta falar "não leve para o lado pessoal"?
Adianta falar “não leve para o lado pessoal”?

Agora, para começar o texto, eu vou apontar que o meio otaku está relativamente bem dividido entre dois grupos mais expressivos: aqueles que se denominam, não sem certo orgulho, de “otakus“, e aqueles que, gostando da cultura pop japonesa, mas não querendo ser confundidos com os do primeiro grupo, não apenas não gostam de tomar para si o rótulo de “otaku” como ainda abertamente ridicularizam o ato de fazê-lo. Os motivos para essa “cisão” eu vou explicar ao longo do texto, mas já adianto que ambos os grupos possuem problemas.

Mas vamos começar com o primeiro tipo de otaku, e também aquele mais comumente associado com o estereótipo que eu mencionei no primeiro parágrafo. Um estereótipo, aliás, repetido à exaustão sobretudo por quem tenta reclamar ou criticar os otakus de maneira geral, mas que, honestamente, me parece no mínimo datado.

Por exemplo, a questão da idade. Não raras vezes o estereótipo é o de um grupo formado majoritariamente por crianças de 12 e 13 anos, quando esse já não parece mais ser o caso. Em uma pesquisa quantitativa que realizei junto do pessoal da Blogosfera Otaku BR, nós publicamos em diversos grupos otaku um formulário pedindo algumas informações, dentre as quais a idade das pessoas. Das 1161 respostas que obtivemos, quase 80% das pessoas disseram estar na faixa dos 14 aos 24 anos, e apenas pouco mais de 13% disse ter 13 anos ou menos. E por mais que a pesquisa tenha seus problemas, esse resultado simplesmente faz sentido. Dentre o boom de Cavaleiros do Zodíaco nos anos 1990 e o de Naruto nos anos 2000, faz bastante sentido que o meio otaku seja ainda jovem, mas não mais infantil (bom, ao menos em termos de idade bruta; maturidade eu falo daqui a pouco [rs]).

Entre Saint Seya e Naruto, faz sentido que o meio otaku brasileiro seja jovem, mas não mais predominantemente infantil.
Entre Saint Seya e Naruto, faz sentido que o meio otaku brasileiro seja jovem, mas não mais infantil.

Outro estereótipo: falar palavras em japonês no meio de frases em português. E tudo bem, é verdade que otakus num geral parecem ter certa “obsessão” com palavras em japonês, desde fansubs que se recusam a traduzir palavras perfeitamente traduzíveis até esporádicas imagens de “se você é otaku, fale uma palavra em japonês”, que hora ou outra aparecem nas redes sociais. Mas eu juro que ainda estou para ver alguém falar assim em uma conversação normal, ao menos de forma não sarcástica. E por mais que eu saiba de eventuais youtubers que usem palavras japonesas em seus vídeos aqui e ali, vamos e venhamos, falar para uma câmera não é exatamente a definição padrão de uma conversa normal, não é? [rs]

Eu poderia ficar o artigo inteiro dizendo o que há de errado com este ou aquele estereótipo, mas como o texto não é sobre isso eu só queria apontar para um último: a questão da virgindade. Justiça seja feita, esse não é um estereótipo exclusivo do meio otaku, mas sim do meio geek num geral, incluindo ai o meio dos fãs de quadrinhos, dos gamers e por ai vai. Normalmente isso é uma forma de alegar a imaturidade dessas pessoas, mas eu só vou dizer o seguinte: se em pleno século XXI você ainda usa da inexperiência sexual de alguém para ridicularizar essa pessoa (ou grupo de pessoas), o imaturo aqui provavelmente é você (e só nesse parágrafo eu atiro o “sem ofensas” pela janela: se você faz isso sinta-se ofendido sim).

Mas vamos lá, eu não faço essa defesa de forma despropositada. Existe um ponto ao qual eu quero chegar, mas ele ficará mais claro quando entrarmos no segundo grupo. Por agora, encarem isso como apenas a minha forma de dizer que se for para criticar os otakus não devemos também nos prender a estereótipos ultrapassados. Até porque, acreditem há muito o que criticar ainda.

Acreditem, estereótipos de lado, ainda sobra muito o que reclamar sobre os otakus.
Acreditem, estereótipos de lado, ainda sobra muito o que reclamar dos otakus.

Agora, eu preciso ressaltar que as críticas que farei ao longo de todo esse texto se referem tão somente ao comportamento dos otakus no mundo virtual, mais especificamente redes sociais, e mais especificamente ainda páginas e grupos no Facebook. E isso porque… Bom, honestamente porque é o ambiente onde eu acabo tendo mais contato com eles.

Mas prosseguindo, talvez maior problema nesse meio, no que diz respeito aos otakus do primeiro tipo, seja um que eu inclusive já dediquei todo um artigo ao: overexposure. Fato é que esse primeiro grupo tende a ver poucos animes, normalmente na faixa dos dez ou vinte. E não me entendam mal, isso não é algo ruim em si mesmo, mas é um fator que tende a limitar bastante a conversa. Páginas no Facebook têm um objetivo final bastante claro: conseguir números. Cliques, curtidas, seguidores… Nesse ambiente, a forma mais fácil de se conseguir a tanto é apelando aos gostos populares. Só que quando os gostos populares estão restritos a talvez dez ou quinze animes, recebemos uma enxurrada de páginas que só falam da exata mesma coisa… Sempre.

Claro, quando a página é específica e propositadamente voltada para um anime em particular, como as várias páginas de NarutoDragon Ball por ai, eu não vejo problema. Mas quando a página quer se intitular como sendo de “animes”, de forma geral, mas só fala de talvez cinco ou seis obras, ai já me incomoda um pouco. Especialmente porque normalmente o conteúdo de páginas assim não é lá grande coisa. Afinal, ao invés de procurar criar conteúdo variado e de qualidade, é muito mais fácil você simplesmente colocar dois personagens populares com os dizeres “curta a imagem para X, compartilhe a imagem para Y”: pronto, dezenas de curtidas e a imagem será compartilhada pelos quatro cantos. O que inclui, obviamente, os grupos no facebook.

Minha cara quando vejo ainda outra imagem de "Naruto vence Goku?"
Minha cara quando vejo ainda outra imagem de “Naruto vence Goku?”

Grupos otaku, ao menos os grupos que concentram otakus desse primeiro tipo, tendem a ser um verdadeiro depósito de imagens de páginas. Raro é o conteúdo produzido pelos membros do grupo e para os membros do grupo, e a maior parte das postagens são de donos ou administradores de páginas que compartilham imagens como as citadas acima. O que leva a talvez maior problema de grupos do tipo.

Digam, o que vocês acham que acontece se pegarmos uma comunidade que só conhece e só fala sobre alguns animes bem em específico, e juntarmos com um conteúdo cuja única interação exigida é o apertar de um botão do mouse? Se a sua resposta foi “silêncio”, você estaria absolutamente correto.

Assunto acaba. Você talvez se sinta compelido a explicar meticulosamente porque o Goku venceria o Naruto em uma luta a primeira vez que visse uma imagem de “Naruto Vs. Goku”, mas lá pela centésima nona vez que a exata mesma imagem apareça você talvez já não tenha mais vontade nem de clicar no botão “curtir”. E acreditem, esse cansaço só irá aumentar. A comunidade está estagnada porque não se fala sobre outra coisa que não o mais absolutamente popular, seja por desconhecimento de fato, seja porque acham que ninguém irá se interessar. E por outro lado os auto-intitulados “produtores de conteúdo” apenas reciclam a exata mesma imagem dos exatos mesmos personagens dos exatos mesmos animes na esperança de conseguir algum like fácil.

E dai me aparece uma imagem de Goku vs Saitama... Vocês sabem que existem mais do que, tipo, 5 animes, não é?
E dai me aparece uma imagem de Goku vs Saitama… Vocês sabem que existem mais do que, tipo, 5 animes, não é?

O resultado de tudo isso são grupos tão parados, onde a única atividade são essas páginas compartilhando imagens, que os administradores do grupo até fazem publicações exigindo que os membros do grupo falem algo, ou serão expulsos (as conhecidas imagens “up ou ban”), tentando forçar uma interação sem perceber que o único motivo pelo qual ela não existe, em primeiro lugar, é que o grupo simplesmente não é interessante.

E ei, isso não sou eu quem diz. São os membros desses próprios grupos! Lembram da pesquisa que mencionei alguns parágrafos atrás? Bom, uma das perguntas era se as pessoas tinham alguma crítica aos grupos otaku de forma geral. Das 846 respostas dadas aqui, 381 (45%) escolheram a crítica “não geram discussões interessante”, com “só falam de animes/mangás muito populares” (32,6%) e “tem pouco ou nada do conteúdo que me interessa” (28%) vindo logo em seguida. E essa foi uma pesquisa feita sobretudo nesses grupos!

Já para além do problema do overexposure, existe também a questão da maturidade. Sinto dizer, mas membros desses grupos tendem a ser incrivelmente imaturos. Basta alguém, em algum lugar, falar mal de animes, e você verá esses otakus até ameaçando de morte a pessoa. É, você leu bem, otakus ameaçando bater em alguém, pela internet. Isso sem contar infantilidades como raids. Em junho de 2016, a página satírica Diário de Maitê fez uma postagem dizendo que animes eram machistas. Tenham em mente, a ideia da página era justamente provocar. Bom, ela tanto conseguiu que a primeira reação dos otakus foi compartilhar a postagem pelos quatro cantos: pedindo que denunciassem a página. E não me entendam mal, eu acho páginas como aquela terríveis em si mesmas, mas o fato de que a primeira resposta dos otakus foi basicamente um enorme “cala-te” já bem mostra o nível com o qual estamos lidando.

Otakus: mais fáceis de baitar que... olha, honestamente, a lista é bem longa...
Otakus: mais fáceis de baitar que… olha, honestamente, a lista é bem longa…

Obviamente, não é minha intenção aqui generalizar demais, e eu sei muito bem que existem grupos e páginas que fogem à esses moldes. Em fato, eu noto que quando um dado grupo ou página está ligado a um blog, canal, ou algum tipo de plataforma externa ao Facebook, ele tende a ter um nível bem melhor em termos de discussões. Porém, é bom avisar que nem todos os grupos que fogem aos moldes descritos são uma alternativa lá muito melhor. Entramos, assim, nos otakus do segundo tipo.

Não é de se surpreender que após algum tempo num meio estagnado e popularmente visto não lá com muito bons olhos, alguns otakus começassem a não se identificar com tal meio. Ainda gostam de animes, ainda leem mangás e tudo o que você esperaria de um otaku ocidental, mas veementemente se recusam a se considerar otakus, dado o estereótipo negativo que o termo leva consigo. Estereótipo, vale dizer, que muitos desses ajudam a reforçar. Que é o ponto que eu pretendia chegar quando descrevi o estereótipo em primeiro lugar: o principal grupo que acredita e propaga esse estereótipo é não outro que esse segundo “tipo” de otaku, em seu esforço justamente para dizer “olha, eu não sou assim não”.

Olhando pelo lado bom, esse grupo é um que tende a assistir muito mais animes do que o grupo anterior. Infelizmente, porém, se o anime não tiver uma garota moe que eles possam chamar de waifu eles provavelmente não irão falar dele. Não que eles realmente tenham uma “waifu“. A ideia aqui na verdade é mais a de se comportar como se imagina – estereotípica e exageradamente – que sejam os otakus japoneses, reclusos que passam o dia cercados por erogefigures de personagens moe.

Qualquer semelhança com a realidade é pura ironia.
Qualquer semelhança com a realidade é pura ironia… Ou assim dizem.

Dirão esses otakus do segundo tipo que agem assim “ironicamente”, o que provavelmente é verdade. Mas aqui está o meu ligeiro problema com o grupo: tudo para eles parece ser “ironicamente”. Eu estou convencido que é impossível ter uma conversa séria e madura em um grupo de Facebook onde predominam otakus desse tipo, pois o único assunto que sabem falar são animes de idols e qual o último hentai que leram. E não me levem a mal, longe de mim querer banir essas conversas. Mas quando a maioria delas é assim, o cenário que se cria não é qualitativamente diferente daquele onde só falam de NarutoDragon Ball. Talvez tenham mais comentários em postagens, e talvez citem uma variedade um pouco maior de animes, mas o overexposure segue sendo um problema, agora aplicado aos tipos de discussões, ao invés de aos animes e mangás citados.

Sem contar que em sua ânsia para se diferenciarem dos “otakinhos”, como normalmente chamam ao primeiro grupo, eles tendem a cometer alguns erros bem incômodos. Por exemplo, enquanto otakus do primeiro tipo podem se ofender só de você insinuar que anime é “desenho” (isto é, que é igual às animações ocidentais), o segundo tipo dirá que “é tudo a mesma m&rd@”. O que é tão errado quanto! Sim, anime é uma forma de animação, tal e qual os desenhos dos Estados Unidos ou da França. Mas ele surgiu a partir de um contexto histórico, cultural, técnico e tecnológico bastante distinto, e inclusive engendrou relações com seu público e movimentações econômicas radicalmente diferentes daquelas geradas pelos desenhos ocidentais. Ignorar isso só para irritar ao primeiro grupo não faz você um maior conhecedor do assunto: se mais nada, talvez o faça até menos!

Isso sem contar a própria discussão da palavra “otaku“, que o segundo tipo afirma ter uma origem pejorativa, completamente ignorando que o significado de uma palavra pode mudar com o passar do tempo e a transposição no espaço, como também que a ideia de “otaku” ser um termo pejorativo não é exatamente toda a história e nem o termo surgiu como uma conotação negativa em primeiro lugar.

Conte-me mais sobre como você é diferente dos otakus que ficam discutindo qual protagonista de shounen é melhor enquanto você discute qual a melhor garota da franquia Monogatari.
Conte-me mais sobre como você é diferente dos otakus que ficam discutindo qual protagonista de shounen é melhor enquanto você fica discutindo qual a melhor garota da franquia Monogatari.

Mas eu aposto que nesse ponto o leitor deve estar pensando que eu estou sendo talvez dicotômico demais. Nem todo ambiente otaku na internet é ou um depósito de imagens de Dragon Ball recicladas à exaustão ou um antro de memes “irônicos” sobre pornografia e suicídio (e em uma nota lateral, qual diabos é a dessa obsessão de alguns otakus com o suicídio?! Se está com problemas procure ajuda psicológica, não memes da internet! Ou sei lá, fale com o pessoal do Centro de Valorização da Vida, que eu acabei de descobrir que existe…). Certamente existe um bom número de ambientes (e de pessoas) que fogem a essa dicotomia, não é? Bom… Mais ou menos.

No caso específico do Facebook, grupos que fogem a essa divisão tendem na verdade a ser uma mescla um pouco mais contida de ambos os lados. Evita-se imagens de joguinhos como “Naruto Vs. Goku”, sim, mas ainda é muito mais fácil conseguir uma conversa falando de Dragon Ball Super do que sobre algum anime um pouco menos visto. E embora o sarcasmo exacerbado não domine o grupo, tornando ele um local onde é possível ter uma conversa mais séria, você ainda encontrará majoritariamente memes num geral. Não entendam mal, não são locais ruins, de forma alguma, e certamente estão anos luz à frente das outras duas categorias. Mas também não são exatamente um universo em separado, sendo muito mais uma espécie de “meio termo” entre ambos os extremos.

Ao menos aqui é um bom ambiente para se falar sobre as obras que estão saindo no momento, já que não raras vezes são grupos cujos membros acompanham o que está saindo e gostam de discutir sobre. Infelizmente, falar sobre algo já finalizado é relativamente mais raro, e mesmo da temporada só se comenta um pequeno punhado de animes.

Aliás, não só canais: mesmo em grupos desse tipo o que costuma predominar são os animes da temporada mais recente. Na que escrevo esse texto, por exemplo, todo mundo fala de Yuri on Ice. A propósito, assista Yuri on Ice. É bom.
Na temporada que escrevo esse texto, por exemplo, todo mundo fala de Yuri on Ice.

Não que isso seja um problema, exatamente, e eu reconheço que para muitos essa minha última frase deve ter soado bastante hipster [rs]. Mas eu acho sim uma pena que não seja comum falarmos mais sobre obras que já acabaram. Reconheçamos, algumas temporadas de animes são simplesmente bem fraquinhas, e com tanta coisa boa que foi esquecida pelo tempo às vezes me parece um desperdício de oportunidade. Mas eu reconheço que é desencorajador tentar falar sobre algo que já acabou 3, 5, 10, 20 anos atrás, e que talvez pouca gente tenha visto, sendo que tem sempre uma meia dúzia de animes naquele trimestre que com toda certeza uma boa parcela das pessoas estão acompanhando.

Como eu disse, não é perfeito, mesmo sendo de longe melhor que as duas outras alternativas. Ao menos as discussões que aparecem nesses grupos tendem a ser discussões de fato, e não apenas joguinhos caça-likes ou uma constante de frases sarcásticas de gente que só pensa em “zoar”.

E onde eu quero chegar com tudo isso? Bom, em lugar nenhum, para ser bem honesto. Ou pelo menos eu não espero que o meio otaku mude só porque um cara com acesso à internet fez um texto enorme criticando todo mundo. Como eu disse no começo, isso é mais um desabafo, um assunto que eu queria abordar já tem um bom tempo, então se mais nada esse artigo serve para eu tirá-lo da cabeça e seguir para o próximo assunto de mente mais limpa [rs]. No final, fica então essa nem tão pequena reflexão, e o que cada um faz com ela não sou eu quem decide.

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Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Jinrui wa Suitai Shimashita, episódio 1

2 – Jinrui wa Suitai Shimashita, episódio 9

3 – Posters de divulgação de Saint SeyaNaruto.

4 – Uchuu Patrol Luluco, episódio 1

5 – Houtarubi no Mori e.

6 – Bungou Stray Dogs, episódio 1

7 – Bungou Stray Dogs, episódio 1

8 – NHK ni Youkoso, episódio 3

9 – Shoujo Kakumei Utena, episódio 19

10 – Yuri!!! on Ice, episódio 7

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10 comentários sobre “O meio otaku no facebook e os meus problemas com ele.

  1. Todo mundo falando de Yuri on ice e ninguém falando de Occultic nine (anime que eu achei que iria bombar de teorias), o anime da fujoshi que está absurdamente comico e o melhor da season: o do cara dos dicionários….
    o problema é que as pessoas não pode ter uma discussão saudavel que ja vem treta… por isso gosto do grupo animes e queijandos a galera discute, pega recomendações e está sempre disposta a dialogar

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  2. Excelente texto.
    Eu já imaginava inicialmente que o seu maior problema era o fato da falta de assunto do meio.
    Já tinha te visto reclamando disso.
    A parte do primeiro grupo eu nem tenho muito o que comentar, já sabia e não preciso acrescentar nada, tá perfeito no texto.

    O segundo grupo ter recebido as críticas eu achei ótimo. Porque, como eu digo, o “anti-otaku” chega ser mais chato que o “otakinho” que eles tanto gostam de falar.
    Já começa que é chato eles rotulando negativamente o termo otaku, que como você falou, nem pra todo mundo é um termo negativo, e parabéns por mostrar que nem originalmente era um termo de conotação negativa. Eu mesmo quando adolescente pensava em mim mesmo como um otaku. Porque quando eu conheci esse termo, foi por causa das revistas de anime da época, e elas não colocavam isso como algo pejorativo. Até hoje eu penso em mim mesmo como um otaku e não nerd. Parte por conta de não ter visto a minha adolescência inteira como um termo negativo e também por sempre ter sido fã mesmo das coisas da terra do Sol Nascente.

    “o segundo tipo dirá que “é tudo a mesma m&rd@”. O que é tão errado quanto! Sim, anime é uma forma de animação, tal e qual os desenhos dos Estados Unidos ou da França”
    Nota 10 por isso. É até uma porrada bem dada em gente que se diz entendida do assunto e solta essa bobagem. Aplaudirei eternamente isso. rs

    E você acertou em dizer que esse tipo de grupo fala do primeiro, mas comete as mesmas cagadas. E sinceramente? Não importa o grupo, se é otaku, anti-otaku, feminista, reaça, nerd, boleiro, uma coisa é imaturidade de gente com menor idade, outra é quando alguém mais velho que deveria ser mais maduro começa a agir de maneira tão infantil quanto às crianças do grupo a qual está criticando (pode ser otaku ou qualquer outro grupo).

    E eu sei um pouco como é você querer falar de algo (anime, filme, jogo de videogame e até mesmo um jogo de futebol) que você curtiu, mas não tem gente pra conversar sobre isso. É solitário, chato e até um pouco irritante mesmo.

    E como eu te disse no Facebook, parabéns por não ter sido um caga-regra com críticas clichés que acha que o problema é o cara gostar de Naruto ou agir como um weeaboo ícone da vergonha alheia. Foda-se isso, problema deles. E parabéns por ignorar isso e mostrar que tem problemas maiores.

    Outra coisa chata e tosca no meio otaku é vir com “Os otakus são os mais preconceituosos/racistas/cabeças-dura/insira mais rótulos negativos”. Por favor, esse meio é um dos mais plurais que tem, apesar de ter gente estúpida e preconceituosa sim, mas nesse meio, se vê mais pluralidade do que em muitos outros da cultura pop, não sejamos hipócritas. E porra, eu convivo com torcedores de futebol, militantes políticos, partidários e ideológicos de todos os lados, religiosos, gente de várias classes sociais, existe escrotice muito pior vindo de outros meios do que dos otakus.
    Não tô falando que otaku só tem gente cabeça aberta e do bem, mas não é um meio demoníaco como nego gosta de rotular. Isso é hipocrisia de gente que se diz prafrentex, mas quando pensa diferente dele, rotula como um nazista. É o autêntico “Todo mundo que eu não gosto é Hitler”.

    Pra finalizar, baseado em tudo que li do texto e comentei, chego à conclusão de que falta racionalidade pras pessoas, de todos os grupos. Aprender a ver uma opinião sem levar pro lado pessoal. As pessoas se magoam fácil quando aparece uma crítica ao seu ponto de vista. Claro que tem cuzão que só sabe hatear e espernear como um cachorro raivoso, mas ainda tá faltando muito de aprender a ouvir o outro lado.

    Escrevi pra cacete, me desviei um pouco do assunto, mas é porque essas coisas como você disse, acabam abrangendo todo tipo de gente na internet (e convenhamos que fora da internet também).
    Espero que tenha ficado claro o meu ponto de vista e de novo, parabéns pelo texto. Está sensacional.

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  3. Gostei muito do texto. Acho que eu me encaixo no que foge dos dois primeiros. Eu normalmente assisto vários animes de variados gêneros, não gosto de ficar num gênero só. Assisto novos e antigos, ás vezes com meus amigos gosto de dar uma zoadinha com o primeiro grupo, kkk. O meu modo de assistir qualquer tipo de produção, inclusive animes é descontraído, sem pensar nos pontos técnicos e fazer uma crítica, mas ao mesmo tempo involuntariamente eu analiso a produção. Sei que isso não deve fazer muito sentido, mas é assim que funciona comigo. Também não entendo esse pessoal que tem “depressão” e fica falando de suicídio e tal, mas talvez algum deles esteja falando sério quem sabe. Bom, acho que era isso que eu queria dizer, novamente gostei muito do texto

    Curtido por 2 pessoas

  4. Eu não sou a melhor pessoa pra falar do meio otaku, sou meio isolada do grupo XP É que conheço uma boa quantidade de gente otaku na vida real, então não sinto a necessidade de falar sobre isso em grupos e páginas… Até porque nunca assisti Naruto, Pokemón, One Piece e todos esses animes famosões. Mas apesar disso gostei bastante do post, até porque ele fala sobre o problema do “segundo grupo”, que mesmo não vendo muito as páginas já tenho minhas críticas sobre ele pelo o que conheço.
    Sobre a infantilidade, eu concordo. Acho que a primeira vez que me deparei com essa imaturidade (em proporções de grupo mesmo, não em pessoas isoladas) foi na discussão em volta do Diário da Maitê. Eu lia o comentário das pessoas falando para excluir a página e ficava “Gente, calma ‘-‘ “. Acho que daquele jeito era meio difícil fazer a página mudar de ideia… XP
    Sério que era uma página satírica? Eu não sabia! Huahauh Quero dizer, quando eu ouvi falar da página pela primeira vez eu achei que ela era séria mesmo. Lembro que até entrei na discussão pra defender a página apenas em alguns pontos, e consegui umas conversas bem sérias (pelo menos no começo, depois o nível da coisa começou a baixar ;-;), as conversas sobre questões sociais me atraem que nem imã! Mas depois, acessei o Diário da Maitê pra ver como eles estavam reagindo ao bombardeio e comecei a suspeitar que ela tava trollando, então comecei a ficar quietinha XP E admito que ri muito quando comprovei que era satírica, pelo menos no começo, eu caí que nem patinho! Huahauahu XD

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    • Eu fiquei sinceramente surpreso quando vi TANTA gente levando a página a sério :v kkkk Tipo, ela e a “Jessicão Feminista” são AS páginas que satirizam o feminismo, praticamente um “sensacionalista” do meio. Mas ai a Diário faz aquela publicação e eu vejo quanta gente ainda não sabia o q a página era.

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  5. Sempre que eu me auto denomino otaku as pessoas que possuem um conhecimento mínimo do termo acabam me olhando de maneira meio torta, ou no mínimo irônica. A questão é que, apesar de eu mesma me rotular desta forma eu mesma não me identifico com a maior parte dos otakus em geral. Me denomino como uma porque acredito do significado da palavra, ao menos no ocidente: alguém apaixonado pela cultura japonesa. Simples assim.

    Eu assisto cerca de vinte animes a cada temporada, e realmente fico decepcionada ao perceber que pouquíssimos são lembrados nos grupos/fóruns/blogs e afins que se dedicam ao tema. Fico ainda mais triste com histórias maravilhosas que vão sendo esquecidas com o tempo apenas por não se tornarem grandes sucessos. Mas se até mesmo os grandes lançamentos são esquecidos com os anos o que dizer dos bons animes, curtos mas bem contados?

    Com o passar do tempo isso só fez com que eu me afastasse do fanfom em si. Seja do anime que for, no canto virtual que for. Claro que eu ainda adoro falar das histórias que amo, mas acabei me acostumando a fazer isso raramente, na maior parte das vezes com pessoas da minha convivência diária.

    De todas as formas~~
    Impossível generalizar completamente um grupo, mas em termos gerais concordo com seu texto e também o achei muito bom.

    Curtido por 1 pessoa

  6. É, nesse sentido acho que discuções em comentários de youtube conseguem ser mais produtivas do que conversas em facebook.

    Curti e acho interessante o que disse sobre “O segundo grupo diz que Anime é desenho e pronto acabou”, sinceramente acho que sou um desses, porque pra quem eu digo isso são quem não to com saco pra explicar tudo, e quando estes me perguntam o que estou fazendo, falo “Estou assistindo desenhos” ou “Estou assistindo uma série”, mais simples e gera menos dor de cabeça.

    Sobre lugares pra discutir, recentemente encontrei com um grupo no Telegram e no Discord no qual o pessoal tem um conhecimento maior (Dos que conversam mais frequentemente todos assistiram mais de 800 animes, incrivel!), e rola recomendação de um lado para o outro direto, seja para acompanhar e/ou discutir animes da temporada, seja pra recomendar/discutir/perguntar sobre animes mais antigos, e o grupo não se prende à apenas animes, o que ajuda a aproximar a galera e não ficar massante.

    Quanto ao ‘Otaku’, é um termo que embora possa não ser ofensivo para alguns, eu imagino no mesmo nível de Nerd/Geek/Gamer, é um rótulo que por mais que alguns possam se orgulhar, tambem é um rotulo que outros usam como termo pejorativo, então é menos dor de cabeça simplesmente não se referir como tal. Se eu quiser encontrar outros que assistem animes eu não vou pra um bar.

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    • Quando se está falando com outra pessoa, sobretudo alguém q talvez não saiba o que a palavra “anime” significa, não vejo problemas em falar que está vendo desenho xD Meu problema é mais com a espécie de “semi-guerrinha” que surgiu na internet em que um lado fala que “não é” visando dizer que o anime é “superior” de alguma forma ao desenho ocidental, e outro lado fala que “é” tão somente para irritar os primeiros =T

      E youtube acho q consegue parecer mais produtivo pelo sistema de “principais comentários”, que coloca em evidência aqueles mais curtidos, mais respondidos, aqueles que o autor do vídeo respondeu… Isso tende a jogar os piores comentários lá pra baixo (o problema é que também tende a jogar os comentários mais novos lá pra baixo)

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