Os animes estão morrendo?! Não. Mas a industria está mudando.

Será este o fim dos animes?! Bom... Não.
Será este o fim dos animes?! Bom… É um pouco mais complicado do que parece.

Os animes estão morrendo! De novo… Mas desta vez não foi Hayao Miyazaki ou Hideaki Anno quem disse isso: foi Yukata Yamamoto, diretor responsável por animes como Haruhi Suzumiya no Yuutsu e Lucky Star. Isso dito, considerando que as declarações de Miyazaki e Anno foram severamente distorcidas quando caíram na internet (o primeiro se referia muito mais à indústria se fechando em si mesma, criando obras mais para otakus do que para o público em geral; já o segundo tratava de uma questão puramente econômica e de produção, apontando que o modo de produção de animes atual é insustentável, com baixos salários e alta pressão, fora a ascensão de estúdios coreanos ou chineses, que eventualmente suplantariam os estúdios japoneses), resta a nós nos perguntarmos: o que Yamamoto realmente quis dizer com a sua fala?

Bom, felizmente não é necessária uma pesquisa exaustiva para se entender o ponto do diretor. Uma matéria do site Anime News Network já cuida de esclarecer o que o autor quis dizer, mas se você não entende inglês o site HGS News trouxe um bom resumo-tradução da declaração. E, essencialmente, a crítica de Yamamoto é, como ele próprio admite, algo bastante pessoal, se referindo aos animes que ele conhecia: animes mais voltados para o público em geral, ao invés de altamente focados na sub-cultura otaku, chegando a dizer que a estética moe está se tornando “fascista” (soa familiar?). Contudo, ele ainda reconhece uma tendência recente de produzir animes para o público em geral, e elogia filmes como Kimi no Na Wa, do Makoto Shinkai, e a recente produção da Pixar, Zootopia, como obras não voltadas para a pura venda de merchandising.

"Byousoku 5 Centimeter", "Kotonoha no Niwa" e "Kimi no Na Wa", alguns dos filmes mais conhecidos de Makoto Shinkai.
“Byousoku 5 Centimeter”, “Kotonoha no Niwa” e “Kimi no Na Wa”, alguns dos filmes mais conhecidos de Makoto Shinkai.

Isso dito, é curioso como uma outra declaração passou relativamente desapercebida pelos canais brasileiros do meio. Me refiro à declaração de Toshio Okada, antigo funcionário do estúdio Gainax, declaração essa que inclusive influenciou a de Yamamoto: a de que “‘Otaku’ [como em, ‘a cultura otaku’] está morto”. A mesma notícia do site Anime News Network também traz o que Okada quis dizer, com ele explicando que, e aqui eu cito à notícia do ANN, “diferenças geracionais entre os otakus estão fraturando a mentalidade tribal que distingue a subcultura”. Se a declaração de Yamamoto pode ser lida como “não se fazem mais animes como antigamente”, a de Okada poderia ser interpretada como “não se fazem mais otakus como antigamente”.

Miyazaki. Anno. Yamamoto. Okada. Por mais cômico que talvez soe, às vezes parece que a cada mês surge alguém para se mostrar descontente com os rumos atuais da industria de animes no Japão. E detalhe: os quatro profissionais citados aqui não são nenhum joão ninguém. São figuras com algum renome dentro da industria, e eu digo isso não como uma forma de respaldo às suas alegações, mas sim para evidenciar o óbvio: que é justamente por conta desse renome que suas declarações se tornaram notícia e, além disso, ainda vieram para o ocidente. Eu não duvido que muito mais pessoas dentro e fora da industriam sintam o mesmo, e seus descontentamentos só não chegam até nós porque, bom, eles não são nenhum Miyazaki. O que nos leva a uma pergunta: o que, exatamente, está acontecendo?

Okada e Yamamoto
Okada e Yamamoto

Antes de mais nada, vamos deixar o Japão de lado por um momento, isso para reconhecer que problemas geracionais não são, de forma nenhuma, algo novo em lugar algum do mundo. O canal no youtube V-Sauce, apresentado por Michell, tem um interessante vídeo no assunto: Juvenoia, que traz em si diversos exemplos de conflitos geracionais ao longo da história. Em 1627 já havia comparações de estilo “ontem / hoje”, ao passo que Aristóteles (384 a.C – 322 a.C) já criticava aos jovens de sua época. E já que citamos Aristóteles, o antigo mito grego de divisão da história humana em “eras” já previa uma constante degeneração. Assim, segundo Hesíodo (que viveu em algum momento entre 750 e 650 a.C.), a “Era de Ouro” da humanidade ficava num distante passado: pensamento esse corroborado por diversos outros autores posteriormente.

Ponto é: toda geração parece ter uma certa tendência a criticar aquela que a segue. A realidade dos fatos, porém, pode muitas vezes ir na direção oposta. O próprio vídeo do canal V-Sauce aponta para duas notícias cujos títulos já são bem exemplares: “Os adolescentes de hoje são a geração mais bem comportada já registrada“, para o site Vox, e “No final, aqueles abaixo dos 25 anos estão mais inteligentes e seguros do que nunca“, cada um dos artigos trazendo gráficos que, num geral, dão uma visão bastante positiva da juventude atual, ou ao menos daquela dos Estados Unidos. E não faltam argumentos para declararmos que, objetivamente, vivemos na era mais pacífica de toda a história humana. Ou seja, qualquer declaração de que qualquer coisa que seja “está pior hoje” precisa ser encarada com muita cautela, já que frequentemente ela pode ser mais fruto do saudosismo e de uma percepção distorcida do passado. O que não significa, contudo, que qualquer declaração do tipo deva ser imediatamente deixada de lado.

Para citar ao já mencionado vídeo "Juvenoia": "Esses exemplos soam convincentes, mas o plural de 'anedota' não é 'dado'".
Para citar ao já mencionado vídeo “Juvenoia”: “Esses exemplos certamente parecem convincentes, mas o plural de ‘anedota’ não é ‘dados'”.

Mas vamos lá. No final do dia, as críticas de Miyazaki ou Yamamoto não foram aos jovens num geral, ou à violência, ou a qualquer coisa do tipo: foram aos animes. Bom, se os animes estão melhores ou piores do que antigamente é algo que eu já discuti no meu texto “Antigamente era melhor?“. Obviamente, quem puder ler aquele artigo por inteiro eu recomendo, mas para este texto eu acho que basta citar este trecho: “Antigamente era melhor? Depende de cada um. Do que cada um valoriza, do que cada um prefere, das experiências na infância e agora. E na minha opinião, sinceramente, qualquer tentativa de dar uma resposta definitiva a esta questão está, desde o início, fadada ao fracasso”. Dito isso, enquanto eu olharei com desconfiança qualquer alegação de que o hoje é melhor ou pior do que o ontem, precisamos reconhecer que ele é diferente. E eu acho que algumas das diferenças existentes estão por trás das críticas de Miyazaki, Yamamoto, Okada, e mesmo daquelas de muitos fãs.

Vamos começar com números: hoje, nós temos mais animes saindo por temporada do que nunca antes. Isso é algo que a maioria das pessoas já sabem, mas acho que a diferença exata ainda pode surpreender alguns. Para comparação, na “temporada” de outono de 1995, na qual saiu Neon Genesis Evangelion, foram laçados 8 novos animes para a televisão. Já na temporada de outono de 2015, 20 anos depois, saíram 57 animes. Aliás, vamos estender um pouco a comparação. Em todo o ano de 1995, foram lançados 34 animes para TV, ao passo que em todo o ano de 2015 nós tivemos 201 estreias do mesmo tipo. Quase seis vezes mais animes. Mesmo a mais fraca temporada de 2015 ainda teve mais animes novos do que todo o ano de 1995. E tudo isso contando apenas obras para a televisão. E vale dizer: não pensem que os tipos de animes saídos em 1995 eram muito diferentes dos de hoje: tags como “comédia”, “fantasia”, “mecha”, “slyce of life” e “ecchi” abundam tanto lá como aqui, com Evangelion possivelmente sendo o ponto fora da curva naquele ano. A única diferença real e observável entre os dois anos é que em 1995 a média de episódios por anime ficava em torno dos 25 a 50 episódios, enquanto que em 2015 a média vai dos 12 aos 25.

Alguns dos animes que saíram na mesma "temporada" de Neon Genesis Evangelion. De quantos deles você ainda se lembra?
Alguns dos animes que saíram na mesma “temporada” de Neon Genesis Evangelion. De quantos deles você ainda se lembra?

Vale dizer, essa tendência a um maior número de produções não é em nada algo exclusivo do Japão. Televisão, por exemplo: se em seus primórdios na década de 1940 o sistema de televisão americano operava em 12 canais, atualmente qualquer pacote de televisão já oferece centenas de canais diferentes. E desde 1990 podemos observar um aumento no número de livros lançados ao ano. E não só produzimos mais: também consumimos. No já mencionado vídeo Juvenoia, do canal V-Sauce, o apresentador Michell cita ao livro “Everything Bad is Good For You”, de Steven Johnson, para apontar que Charles Dickens (1812 – 1870), escritor inglês, era lido por apenas 0,25% da população de seu país, e isso falando de alguém cuja página na wikipedia brasileira descreve como “o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana”. Hoje, facilmente qualquer show de televisão consegue ultrapassar essa marca.

Numa nota relativamente lateral, vale dizer que hoje também temos muito mais possibilidade de escolha do que até algumas décadas atrás. Fora a já mencionada vastidão de canais diferentes, serviços de streamingon demand estão em um crescente que claramente já demonstra o gosto do público por poder escolher o que assistir. Um artigo da Time, “Menos Pessoas do que Nunca Estão Vendo TV“, inclusive enfatiza o aumento, nos Estados Unidos, do uso de dispositivos como o computador ou a smart TV. Obviamente, isso implica numa mudança de padrões. Não da pra esperar que um programa no Netflix receba a mesma audiência que um programa na televisão, mas ao mesmo tempo, com centenas de canais disponíveis, mais serviços on demand, as próprias emissoras de televisão não podem esperar ter a mesma audiência que tinham até algumas décadas atrás. Em outras palavras: quanto mais opções, menos atenção cada uma delas terá.

Sua cara quando se dá conta do número de animes novos que quer acompanhar. Vivemos em uma época de oferta maciça, e isso em todas as mídias.
Sua cara quando se dá conta do número de animes novos que quer acompanhar. Vivemos em uma época de oferta maciça, e isso em todas as mídias.

Mas vamos deixar o mundo de lado por um momento, e nos voltarmos, agora, para o Japão. Como eu disse há pouco, a única diferença mais significativa entre os animes lançados em 1995 e aqueles lançados em 2015 está no seu tamanho. Obras antigamente costumavam ser mais longas, com dois a quatro vezes mais episódios do que as obras modernas. E o motivo disso possivelmente é econômico. Fato é que a economia japonesa não está em seus melhores dias, e ela provavelmente não irá melhorar tão cedo. Num cenário como esse, produções muito longas são simplesmente arriscadas demais. Especialmente quando você considera a forma como os animes são exibidos: muitos títulos na verdade tem o seu espaço na televisão comprado, mais ou menos como ocorre com os comerciais aqui no ocidente. Então além do custo de produção você adiciona a isso o custo de exibição, e temos que 50 episódios seria simplesmente demais para se bancar sem a certeza de um bom retorno financeiro.

A tendência a seguir certas tendências, aliás, é outro fator que vale menção. Como eu coloco no meu texto “Sobre a relação entre animes e dinheiro“, “Quantas adaptações de light novels de sucesso não vieram após o sucesso de Haruhi Suzumiya? Ou quantos animes se passando em um jogo virtual não foram produzidos desde o sucesso de Sword Art Online? E quantos animes de garotas mágicas com uma pegada mais “séria” não surgiram desde o sucesso de Madoka Magica? As empresas não são cegas e estão continuamente olhando o mercado, o que teve sucesso ou não”. E se essa mentalidade é uma sempre presente, ela certamente se intensifica em períodos de economia estagnada ou em declínio. Muitas vezes não é que um dado estúdio quer lançar aquela adaptação de light novel ecchi harém: é que se ele não fizer isso ele quebra, simples assim (exemplo hiperbólico, mas acredito que vocês entendem [rs]).

Estúdios precisam ganhar dinheiro também, né...
Estúdios precisam ganhar dinheiro também, né…

Um último dado antes de começarmos a amarrar as pontas soltas: as pessoas criando anime estão vindo de um background significantemente diferente daqueles que as precederam. Osamu Tezuka, conhecido como o “Deus do mangá”, era formado em medicina, enquanto que o próprio Hayao Miyazaki é formado em ciências políticas e economia. Por outro lado, criadores recentes são normalmente saídos de faculdades de artes, ou de animação. Em adição, enquanto as gerações pregressas tiveram de quase literalmente inventar o anime como o conhecemos hoje, gerações mais novas cresceram em um ambiente no qual o anime já era, para todos os efeitos, uma realidade concreta. Nesse sentido, a crítica de Miyazaki de que a atual industria de animes está “cheia de otakus” é uma observação bastante precisa.

Ponto é: a industria dos animes está mudando. Em literalmente todos os sentidos. De um modelo bem mais contido, em 20 anos a industria se tornou uma verdadeira máquina de produção em massa, lançando cada vez mais novas obras trimestre a trimestre. De uma situação econômica relativamente confortável em finais dos anos 90, no presente a industria precisa se adequar a uma situação economicamente desfavorável. Mesmo as pessoas envolvidas com a indústria, direta ou indiretamente, estão mudando. O consumo mudou, e com ele a fonte de renda: audiência na TV é hoje secundário frente à venda de mídias físicas ou de merchandising. E o perfil das pessoas trabalhando na industria também mudou, conforme a sociedade da qual elas vêm é significativamente diferente da sociedade de vinte, trinta ou quarenta anos antes.

Para Miyazaki, a industria de animes atual está "cheia de otakus".
Para Miyazaki, a industria de animes atual está “cheia de otakus”.

Mas essa mudança vai matar a industria? Provavelmente não. O que não significa que a indústria está segura. Honestamente, de todas as críticas que li à indústria atual, é aquela de Hideaki Anno que me parece a mais sensata. O que Anno apontou, segundo uma notícia de 2015 no site Kotaku, é que, com o tempo, as condições financeiras para se manter o atual modelo de produção dos animes irá simplesmente acabar, o que é uma previsão no mínimo racional considerando a situação econômica do país. Além disso, Anno aponta que a ascensão de estúdios fora do Japão mudarão o centro mundial de produção desse tipo de conteúdo, possivelmente para Taiwan, com o Japão se tornando uma potência periférica nesse aspecto. E se em uma notícia recente podemos ver que a indústria de animes cresceu em 2015, o fato disso se dever sobretudo à venda de direitos de streaming para a China é no mínimo curioso.

Mas quanto à critica de Miyazaki da indústria estar “cheia de otakus”, ou a de Yamamoto de que o moe está se tornando “fascista”, enquanto elas provavelmente têm alguma base para existir, isso ainda não significa que tudo o que será produzido pelos próximos anos serão ecchis e haréns. O próprio Yamamoto apontou para uma tendência recente de surgirem animações buscando atingir um público mais abrangente, embora isso não seja exatamente algo tão novo assim. Vamos lembrar, o bloco noitaminA, exibido pela Fuji TV, surgiu em 2005 com o específico propósito de exibir animes para uma audiência mais abrangente, e por ele já passaram obras como Higashi no Eden (2009), Hourou Musuko (2011) [review], Psycho Pass (2012), Shigatsu wa Kimi no Uso (2014) e Boku Dake ga Inai Machi (2016). Isso sem contar uma tendência, agora sim, recente de animes claramente mais voltados para o público adulto, como Showa Genroku Rakugo ShinjuuJoker Game91 Days.

A época em que vivemos é, como eu espero ter deixado claro, uma de mudança, ao menos em termos de entretenimento. E isso a nível mundial. Onde essas mudanças irão nos levar, porém, e como elas irão interagir, no longo prazo, com situações econômicas e sociais específicas de cada região do globo, isso é algo que ainda estamos para ver. Mas acho importante não simplesmente descartarmos cada nova alegação de que “os animes estão morrendo” como pura nostalgia de um passado idealizado, mas sim entender que, para todos os efeitos, o hoje não é igual ao ontem. E se isso é bom ou ruim, eu deixo que cada um faça o seu próprio julgamento.

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Lista – 5 Animes Recentes que Valem a Pena Assistir [Vídeo]

O que você valoriza em um anime?

História – A História dos Mangás

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Saki: Zenkoku-hen, episódio 1

2 – Posters de divulgação de “Byousoku 5 Centimeter”, “Kotonoha no Niwa” e “Kimi no Na Wa”

3 – Anime News Network, “Anime Director Yamakan Declares Anime Dead”

4 – Know Your Meme, “Anime – Then and Now”

5 – My Anime List, temporada de outono de 1995

6 – Uchuu Patrol Luluco, episódio 8

7 – Posters de divulgação de “Netoge no Yome wa Onnanoko ja Nai to Omotta”, “Masou Gakuen HxH” e “Keijo!!!!!!!!”

8 – Livedoor.jp/golldennews, “宮崎駿「日本のアニメは人間の観察が嫌いな人間がやってんだよ。だからオタクの巣になるんだよ」” 

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3 comentários sobre “Os animes estão morrendo?! Não. Mas a industria está mudando.

  1. Ótimo artigo.

    De fato, a questão não é estar morrendo, mas assim como os gostos das pessoas e o jeito com que vemos o mundo muda a cada a geração, a industria como parte da sociedade tambem não é imutável, ao contrario ela esta sempre acompanhando as mudanças de cada geração. Afinal as pessoas que constituem essa ou qualquer industria são renovadas com o passar do tempo e assim novas ideias ou jeitos de se pensar e fazer as coisas surgem, tambem não podemos desconsiderar o fato que essa sobrevive do comercio e para vender o seu produto ela precisa oferecer o que a maioria de seu publico consumidor gosta e como visto o publico de hoje não é o mesmo de ontem.

    A questão poderia ser que aqueles que no passado viveram sua era de ouro, podem não ver as mudanças como uma melhora mas sim uma declínio ( não me referindo a industria de animes, mas a historia humana em geral ).

    A industria não esta morrendo, seria mais apropriado dizer ” A industria esta renascendo”, cabe a cada um julgar se para melhor ou pior …

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  2. artigo ótimo. em minha opinião a industria não está morrendo mas passando por uma crise de criatividade atualmente e isso leva a que qualquer coisa fora do normal faça sucesso e até seja depois “copiada”. fora isso existe a corrida por obras que vendam como SAO vendeu (qualquer coisa de SAO vende hoje em dia) mas ainda assim mesmo com essa busca eles não tentam coisas diferentes e arriscadas com frequência… tentam melhorar aquilo que deu certo ao em vez de consertar oque deu errado.
    Provavelmente a industria vai voltar completamente aos eixos quando em algum momento tiver um grande boom maior do que foi SAO e que faça ela investir mais no ocidente… se ela investir no ocidente é certeza que praticamente tudo que ela produz atualmente não dará mais um prejuizo tão grande… muita coisa que lá não vende… em outros lugares do mundo venderia como água e isso aumentaria a variedade de obras novamente permitindo aos autores e estúdios se arriscarem em coisas diferentes do atual normal.

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