O “5 de 10”: alguns pensamentos sobre o “mediano”.

Algumas considerações sobre notas para animes.
Algumas considerações sobre notas para animes.

Dedicar um artigo só para comentar sobre uma nota (porque, bom, se não ficou claro o 5 de 10 [5/10] no título se refere à nota 5 em uma escala de 0 a 10) talvez seja um exagero, mas ultimamente eu tenho pensando bastante a respeito dessa nota em particular. Ou, melhor, não exatamente a respeito desta nota, mas mais a respeito do que ela representa e do que as pessoas entendem que ela representa. O que, de certa forma, reflete em várias outras questões, como a forma como avaliamos animes, a própria validade de um sistema de notas (o que eu já discuti em um artigo passado), mesmo questões sociais e – ousaria dizer – psicológicas que acabam refletidas nesse sistema de notas por números. Eu admito que falando assim parece que estou forçando a barra, mas leia mais um pouco e talvez eu consiga me fazer entender melhor.

E para começar, eu gostaria que você se perguntasse: o que significa um 5/10? Se você dá uma nota 5 de um total 10 para um anime, o que você quer dizer com aquilo? E se você ouve que alguém deu uma nota 5 para um anime, o que você acha que aquela pessoa quis dizer? Que o anime é ruim? Que ele é bom? Se a maioria das pessoas derem um 5/10 para um anime, você sente menos vontade de assisti-lo? Sim, são muitas perguntas, mas eu acho que pensar sobre essas questões pode nos fazer entender algo que, embora todos nós meio que já sabemos, não faz realmente muito sentido. Isto é: que nas vastíssima maioria dos casos, 5/10 é normalmente considerada uma nota ruim. E se alguém deu 5/10 para um anime, é porque ele não é lá grande coisa. Então… Por quê?

Sora no Method é um anime para o qual eu daria um 5/10. Acho ele ruim? Não realmente.
Sora no Method é um anime para o qual eu daria um 5/10. Acho ele ruim? Não realmente, só não me impressionou o bastante para eu querer dar uma nota maior.

Numa escala de 1 a 10, o 5 está justamente no meio. Isso é atestar o óbvio, sim, mas como dizia um professor meu, por vezes é o fato de algo ser uma obviedade que faz com que ele precise ser dito. Porque pensem o seguinte: por que, numa escala qualquer, o meio significaria ruim? Não deveria esse posto estar reservado para números mais baixos? Digo, se um 5/10 é “ruim”, o que isso diz de um 3/10? Ou de um 2/10? Se 5/10 é ruim, o que então é um anime 1/10? Hediondo? Existe algum anime que você considere isso, mesmo entre aqueles que você talvez desse 1/10? O que, afinal, me faz perguntar: será que não estamos sendo muito cínicos com o que “mediano” significa?

Porque é, não sei quantos de vocês já pararam para pensar isso, mas 5/10 é, por definição, “mediano”. Ele está “no meio”, entre 1 e 10. Porém, eu imagino que para a maioria de vocês “mediano” por si só tem um significado ruim, não é? Em um mundo que elogia e incentiva o excepcional e o “acima da média”, o mediano parece ter assumido uma curiosa conotação negativa, como se ser mediano significasse não ser bom o bastante, o que chega a ser até um pouco contraditório quando colocado nesses termos. Agora, não entendam mal, eu não estou aqui para fazer um manifesto contra a excepcionalidade ou coisa do tipo, mas é como eu disse no parágrafo anterior: será que não estamos sendo cínicos demais?

Não estaríamos sendo cínicos demais com o conceito de "mediano"?
Não estaríamos sendo cínicos demais com o conceito de “mediano”?

Agora, grande parte das minhas considerações aqui vem de um vídeo que vi recentemente de um youtuber americano que assisto com alguma frequência. O vídeo se chama No One Uses Scores Right, pelo usuário DigiBro, e o que eu quero chamar a atenção aqui é a um argumento em específico que ele faz no vídeo: o de que o mínimo que um anime deveria ser é “bom”. O que talvez se possa dizer que é um argumento utópico, mas eu acho que isso muito vem da nossa noção do que “mediano” significa. Se você assume que “mediano” implica, necessariamente, em uma maioria, e que ele deve descrever como a maioria dos – nesse nosso caso – animes são, então tudo bem, eu entendo partir para a Lei de Sturgeon e falar que 90% de tudo é um lixo. Mas se você assume que a média não representa a maioria, mas sim o mínimo necessário para ser passável, então eu acho que um 5/10 pode ganhar um significado bem diferente.

Eu penso que na hora de dar uma nota é quase que inevitável, ao menos para nós aqui no Brasil, pensarmos nos nossos tempos de escola, onde uma média de 0 a 10 definia se você passava ou não. Em algumas escolas, o 5 é o mínimo necessário para passar na matéria, ao passo que em outras é preciso um 6. E eu meio que acho que esse sistema tem uma forte influência na forma como vemos praticamente qualquer escala de 0 a 10, inclusive aquela de qualidade para um anime. E eu não sei quanto a vocês, mas eu meio que sempre senti que notas “na média” (5, 6 ou mesmo 7) eram um tanto quanto… insatisfatórias. Como se houvesse algo de intrinsecamente errado com elas, quando, parando para pensar, não é exatamente o caso. Digo, a média é a média, e se uma escola considera que tirar um 6 significa que o aluno aprendeu o bastante para passar na matéria, isso é mesmo uma nota ruim? Ou uma nota “baixa”?

É difícil não lembrar dos nossos tempos de escola na hora de dar uma nota de 0 a 10 para algo.
É difícil não lembrar dos nossos tempos de escola na hora de dar uma nota de 0 a 10 para algo.

Claro, eu sei que nem todos pensam igual, mas eu acho que existe essa espécie de “atmosfera” de que uma nota “na média” é, de alguma forma, ruim, como se você tivesse passado raspando, quando na verdade esse não deveria ser o caso! Uma nota mediana deveria ser mais satisfatória do que isso. Claro, nesse caso um 8, ou 9, ou mesmo um 10 deveria ser ainda mais satisfatório, mas eu por algum motivo tenho essa espécie de “impressão” de que uma nota boa de verdade seria um 8, no mínimo. Mas a diferença de um 7 para um 8 é assim tão significativa? Bom… Pra mim é, por algum motivo. Mas eu não sei se deveria ser. Ou melhor, eu não sei até que ponto deveria ser. Claro que se eu dou uma nota 7 para um anime e um 8 para outro eu quero implicar que eu acho esse anime nota 8 melhor do que aquele nota 7, mas de onde vem essa impressão de que 8 significa “bom” ao passo que 7 significa praticamente “medíocre”?

Claro, se fosse só eu pensando isso sobre números arbitrariamente dados a animações japonesas eu acho que poderia só colocar de lado como eu sendo talvez critico demais, mas o ponto é que eu não acho que estou sozinho nessa. Pelo contrário! Diga a alguém que um anime que a pessoa gosta é um 6/10 ou um 5/10 e veja uma briga começar. Justamente porque parece haver essa espécie de acordo tácito, nunca realmente explicitado, entre os fãs de animes de que para uma obra ser boa ela precisa ser pelo menos um 7 ou 8 de 10. O que é engraçado porque essa situação me parece criar uma outra na qual nós somos, ao mesmo tempo, críticos demais e permissivos demais na hora de dar uma nota.

Parece haver essa noção que se você gostou minimamente do anime, obrigatoriamente precisa dar um 7 ou 8, e não acho que seja esse o caso.
Parece haver essa noção que se você gostou minimamente do anime, obrigatoriamente precisa dar um 7 ou 8, e não acho que seja esse o caso. Yu-Gi-Oh! DM é um exemplo: eu gosto do anime, mas daria um 6/10 no máximo.

Paradoxal? Não realmente. Eu digo “críticos demais” porque existe essa expectativa de que um bom anime deve receber pelo menos um 7 ou 8, o que – especialmente no caso do 8 – talvez seja exigir demais da “média”, agora no sentido de “maioria” mesmo. Mas, ao mesmo tempo, eu digo “permissivos demais” porque isso implica que se nós gostamos de um anime e achamos ele bom, automaticamente achamos que devemos dar um 8/10, ou um 9/10. O que não é ruim em si, mas tente fazer esse exercício: pegue todos os animes para os quais você deu 8/10 e se pergunte se todos esses animes estão em pé de igualdade, se todos eles tem o mesmo nível de qualidade (qualquer que seja a sua definição de qualidade).

Não que eles precisem estar, exatamente, até porque nós podemos dar uma mesma nota a dois animes por motivos completamente diferentes. Mas eu acho que se você fizer isso você encontrará pelo menos dois ou três animes que você agora pensa serem muito melhores ou muito piores do que os demais com a mesma nota. Agora, a reação normal ao perceber isso parece ser aumentar a nota daqueles melhores, mas talvez devêssemos considerar apenas abaixar a nota dos piores. Sem, contudo, negar as suas qualidades e o divertimento que proporcionaram. Eu dei um 6/10 para Sword Art Online, e se por algum acaso isso parece pra você uma nota “ruim” então meio que ai está o meu ponto. Eu gostei de SAO, achei divertido, tematicamente interessante, e uma série de outros pontos. Mas ao mesmo tempo eu já vi muita coisa que eu considero muito melhor que SAO. Se eu der um 8 para SAO, o que isso diz do meu 9 para Fullmetal Alchemist: Brotherhood? Ou do meu 10 para Kino no Tabi (review), que eu considero o melhor anime que eu já vi? Se dois números podem separar algo que eu achei “legal” de algo que eu achei a melhor coisa que já vi em toda uma mídia, isso está mesmo certo?

Mesmo gostando de Sword Art Online, eu não daria mais do que um 6/10 para o anime.
Mesmo gostando de Sword Art Online, eu não daria mais do que um 6/10 para o anime.

Claro, se você acha que SAO merece um 8/10, ou até mais, tudo bem, é a sua nota. Mas tente fazer esse exercício então com obras que talvez estejam numa situação similar para você. Pegue seu anime favorito e então comece a olhar as obras para as quais você deu 8/10, e se pergunte se dois pontos de diferença é mesmo tudo o que separa essas duas obras, ou se talvez uma dela não devesse estar um pouquinho só mais para baixo.

É interessante que se você parar para olhar o sistema de notas do My Anime List, cada número está associado a uma palavra. Para o sistema, 8 significa “muito bom”. Um 7 seria “bom”, um 6 seria “ok”, e um 5 seria “mediano”. A palavra “ruim” não aparece até o número 4, com o 3 sendo “muito ruim”. Então por que essa nossa impressão de que um 5/10 já significa que o anime não vale a pena ser visto? Agora, eu completamente entendo preferir um anime 8/10 a um 5/10, mas eu também prefiro muito mais um 10/10 a um 8/10, nem por isso eu acho 8/10 uma nota ruim, ou vou falar mal de um anime para o qual dei essa nota. Então enquanto eu entendo um possível sentimento de “para que ver um anime 5/10 se eu posso ver um 8/10?”, eu acho que mesmo isso não justifica a noção de que um 5/10 deveria ser visto como ruim.

Reparem que no My Anime List, cada número é pareado com um adjetivo.
Reparem que no My Anime List, cada número é pareado com um adjetivo.

E tudo bem se, diante disso, você quiser argumentar que o sistema de notas não deveria ser levado lá muito a sério. Eu mesmo concordaria com isso, e não vejo problema nenhum em defenestrar esse sistema (em nota: “defenestrar” significa nada mais nada menos que “jogar pela janela”. The more you know! \o/). Mas esse não é um texto sobre esse sistema em si, porque qualquer sistema de notas teria esse problema. Se você quiser passar a classificar os seus animes em “bom”, “mediano” e “ruim”, ainda ficará aquela impressão de que “mediano” e “ruim” são praticamente sinônimos, e você sabe disso, mesmo que não pense assim. Isso é menos sobre o “5/10” em si e mais sobre a forma como percebemos e nos relacionamos com a ideia de “mediano”, e como ela parece, por algum motivo, se confundir com a ideia de “medíocre”. O que, de novo, não deveria ser o caso!

Vejam, eu não quero argumentar aqui que um anime para o qual você dá 5/10 deveria ser percebido como tendo a mesma “qualidade” que um para o qual você dê 10/10. Esse não é um texto em defesa da mediocridade e contra o excepcional. O excepcional definitivamente ainda merece todos os louros que puder conseguir! Mas eu acho que nós podemos, sim, começar a repensar o que o nosso “mínimo” significa. Porque se o mínimo que um anime precisa ser para ser “passável”, para ser “na média”, em termos de qualidade, é ser ruim… Bom, acho que então precisamos rever alguns conceitos.

Outros artigos que podem lhe interessar:

O que você valoriza em um anime?

Qualidade importa?

Review – Tenshi no Tamago

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Ansatsu Kyoushitsu, episódio 4

2 – Sora no Method, episódio 1

3 – Kino no Tabi, episódio 9

4 – Baka to Test to Shoukanjuu, episódio 1

5 – Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, episódio 1

6 – Sword Art Online, episódio 9

7 – My Anime List – Entrada Fullmetal Alchemist Brotherhood

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11 comentários sobre “O “5 de 10”: alguns pensamentos sobre o “mediano”.

  1. Eu acredito que veículos “oficiais” de crítica (i.e. que se esforçam para emplacar essas escalas) têm sua parcela de culpa.

    Há um consenso não declarado de que as críticas devem COMEÇAR no 5, exceto para os exemplos mais estapafúrdios. Ou seja, uma escala de 0 a 10 é, na verdade, uma escala de 5 a 10.

    “Consenso” entre aspas, pois parece que existem pressões comerciais para que as coisas sejam dessa forma. Dois exemplos de fora do mundo dos animes: em 2007, um jornalista da Gamespot, Jeff Gerstmann, foi demitido depois de dar nota 6 para um jogo. E, no mundo do vinho, vários dos sistemas de avaliação não permitem que se dê uma nota abaixo de 50. Mesmo que um sommelier resolva bombar o vinho em todos os quesitos, ele não conseguirá passar desse limiar, pois mesmo os defeitos valem pontos. O consumidor então vê um adesivo dizendo que o vinho tirou 80 pontos na revista X e pensa imediatamente em 8/10. Porém, na verdade, estaria mais para 6/10.

    Não sei qual seria o equivalente no mundo dos animes. Talvez nem exista um. Mas acho plausível que, cercado com tantas notas infladas, não nos acostumemos, nós também, a pensar nas coisas dessa forma.

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  2. Não sei vocês, mas quando eu penso em uma nota para algo, eu começo a partir de 5/10, caso me decepcione, haja diversas falhas, merdas inalguentaveis, então eu abaixo a nota a partir disso e de seu impacto na obra.
    Então, na minha cabeça, há sim uma justificativa do porquê de “mediocre” ser uma nota, psicologicamente falando, ruim. Afinal, se aquilo não conseguiu surpreender-me em nenhum ponto, nem ao menos me emocionar, ou me excitar, de que serve tal obra?
    Eu, por exemplo, dou 8/10 para One Piece, e 6,5/10 para Dragon Ball, os dois pontos a mais de OP são devidos a seus impactos psicologicos, desenvolvimento dos personagens, e pela obra extraordinaria, coisa que DB não tem, seus 1,5 a mais são, apenas, devido à suas lutas “iniguais”, para mim, o anime com as melhores lutas que existem.

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    • Eu dou notas para todos os episódios que assisto (notas pessoais, não em nenhum sistema). Essas notas vão de 0 a 10 (que eu chamo de X porque eu anoto e é mais fácil anotar com um caractere só). Eu também começo cada episódio com ele valendo 5, “na média”, exceto em casos de expectativa carregada do episódio anterior (o que é bastante comum também).

      Se me surpreende positivamente, ganha mais pontos, se me surpreende negativamente, perde pontos. Se fica na média, é na média, não me frustro por isso, não acho ruim (ruim seria ter uma nota ruim, afinal), nem sei porque deveria.

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  3. o desvio padrao das notas tambem eh interessante de se avaliar.
    existem diversos animes que eu considero bom, mas que ficam com uma nota de 6, 7…

    exatamente, porque poucas pessoas acharam o anime excepcional e mtas acharam chato.
    concluindo apenas que ele atende um determinado nicho de pessoas…
    nao necessariamente o anime eh ruim.

    e para dar notas eu parto basicamente do mesmo principio do vinicius…
    inicialmente a nota comeca em 5 e vai aumentando ou diminuindo dependendo do peso que vou dando aos temas abordados e como eles foram abordados na historia
    ^.^

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    • Ah, quando começamos a entrar em média geral, dada por muitas pessoas, a coisa complica mesmo rs. Nesse ponto, o senso de cada um do que é bom e ruim, agrada ou desagrada, afeta muito o quadro geral, e a nota sempre irá tender para a média (5 a 7, normalmente). É preciso obras MUITO fora do padrão para a nota subir acima de 8 (FMAB, por exemplo), ou então obras vistas por muito pouca gente (e ainda assim essas poucas pessoas precisam ter gostado e dado uma nota mais alta).

      Sobre dar notas, eu sempre parto da obra tendo 0, e conforme ela vai agradando ou desagradando a nota sobe ^-^

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  4. Como já te disse, acho que as pessoas idealizam, por isso esperam mais que o mediano. E uso aqui a palavra “mediano”, sinônimo de “medíocre”, porque a idealização é tão grande e atravessa tantas áreas da nossa vida cotidiana que o pobre “medíocre” acabou assumindo conotação negativa.

    Mas é normal. Digo, é a expectativa média esperada ;) Crescemos esperando que tudo seja sempre bom, crescemos esperando que nós próprios possamos ser bons e excepcionais, daí que quando algo é apenas mediano isso pareça de alguma forma frustrante. Usar a Lei de Sturgeon para justificar isso sim é que é ser cínico.

    Notas carregam expectativas e são resultados de expectativas. Você não dá notas aqui, mas experimente dar notas e dê uma nota baixa para um anime popular. Ou uma nota, vá lá, mediana ;) O mundo cai na sua cabeça. Por isso alguns sistemas comerciais não trabalham de verdade com números baixos (suas escalas começam no meio, com “médias” de 5 a 10).

    Para dar um exemplo da temporada, para certos fãs de Re: Zero, eu só deveria dar notas máximas aos seus episódios, ou quase isso nos episódios mais parados (no meu blog, dou notas de 0 a 5 estrelas, com fração de meio, o que me dá 11 notas distintas, equivalendo ao meu sistema pessoal de 0 a 10/X).

    De todo modo é raro eu dar notas abaixo da média (mas notas na média são comuns) simplesmente porque eu busco selecionar os animes que eu vá gostar mais de assistir, mesmo que sejam no final apenas medianos. E porque para algo ser realmente ruim é preciso mais do que apenas eu não gostar. Acho que a média é o ponto de partida da produção também, e é preciso esforço tanto para fazer algo muito bom quanto para fazer algo muito ruim.

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  5. É bom também lembrar que existem notas aditivas e subtrativas. Nas primeiras, a obra começa com nota 0, e ganha pontos na medida em que cumpre certos quesitos. Nas segundas, parte-se do pressuposto que a obra é nota 10 e subtrai-se pontos conforme forem notados defeitos.

    Esses dois estilos de notas influenciam bastante os vereditos numéricos. Em algumas escalas substrativas, uma obra mequetrefe sem defeitos óbvios pode tirar uma nota boa, e uma obra revolucionária sensacional com alguma falha óbvia pode bombar. Da mesma forma, em uma escala aditiva sem limites para pontos, é possível mesmo uma obra ruim faturar uma nota alta (cumprindo vários quesitos “extras” e/ou “artísticos” que mascarem a falta de qualidade geral)

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