Sobre a relação entre dinheiro e animes.

Dinheiro é o que move qualquer indústria, mas até onde isso é uma coisa boa ou ruim?
Dinheiro é o que move qualquer indústria, mas até onde isso é uma coisa boa ou ruim?

Frequentemente, a ideia de que um dado mangá, anime, ou produto de entretenimento num geral está sendo feito somente “para gerar dinheiro” é apontada como algo ruim. Quando o mangá de Naruto acabou e o estúdio responsável pelo anime deixou claro que este ainda seguiria por um bom tempo, o fato de que isto estava sendo feito “só para ganhar dinheiro” foi levantado. Quando Sword Art Online recebeu sua segunda temporada, a ideia de que isso só aconteceu “porque vende” foi também colocada. E claro, sempre que surge um novo anime que parece tentar seguir as pegadas de algum anterior  (como quando as pessoas criticaram Log Horizon por ser “cópia de SAO” antes mesmo de ver o anime), ou então tenta abusar de alguma característica que tem vendido bem recentemente (como o uso do “moe” ou do “ecchi“) também o fato de que as empresas, sobretudo os estúdios de animação, só fazem isso “para ganhar dinheiro” é apontado como o “culpado”. E sinceramente, por um lado da para entender de onde vêm essas críticas. Temos, sim, uma quantia absurda de animes sendo lançados que são simplesmente genéricos e “bobos”, e se você consegue gostar de ver um slice of life moe ou um ecchi de ação e aventura de vez em quando é complicado lidar com uma realidade na qual a maioria das suas opções vão passar por esses elementos e gêneros. E quando você não tem nada para assistir porque tudo parece “mais do mesmo”, feito só porque “é o que vende” é fácil criticar a indústria.

Mas tem algumas coisas que as pessoas parecem não pensar ou entender antes de fazer essas críticas, de forma que me pareceu válido fazer este texto para dar a minha opinião em cima desse assunto. Por exemplo, muita gente parece entender que essa lógica do estúdio produzir um certo tipo de obra “porque vende” é algo recente, quando na verdade é uma ideia que acompanha não apenas a indústria de animes desde o começo, mas também praticamente toda a indústria de desenhos animado há tempos. Fora isso, faz mesmo sentido culpar uma empresa por querer ganhar dinheiro? Não é basicamente isso o que empresas fazem? Ou melhor, o que precisam fazer para continuar existindo? Embora, sendo realista, eu entendo que aqui a questão é muito mais do quão problemática pode ser uma relação estreita entre lucro e arte, e de como o primeiro pode modelar e mesmo restringir o segundo. O que não é completamente falso, mas eu não acredito que seja completamente verdadeiro também. E para todos os efeitos, eu diria que existem pontos positivos em termos uma relação tão estreita entre produção artística e lucro, ainda que eu certamente reconheça que existem alguns problemas. Eu vou tratar de todas essas questões, e de mais algumas, dentro do seu devido tempo ao longo deste texto, mas em todo caso espero que o que vou dizer ajude a levantar alguma reflexão no assunto, bem como talvez ajude a elucidar alguns erros que as pessoas às vezes cometem ao tratar do tema. E sendo assim, vamos começar do começo. Bem do começo…

Existe alguém que não goste de ganhar dinheiro?
Existe alguém que não goste de ganhar dinheiro?

Antes de mais nada, acho que é importante entendermos o quão simbiótica é a relação entre desenhos animados, de forma mais geral, e o chamado “merchandising”, os produtos relacionados àquele desenho, como brinquedos, material escolar, roupas, etc. Isso porque desenhos animados são, eu arriscaria dizer, um caso à parte na longa história do entretenimento. A literatura, a pintura, o cinema e, eu arriscaria, mesmo os vídeo-games nasceram muito mais com uma perspectiva de “fim em si mesmos”. Sim, especialmente no último caso a ideia de que estas mídias poderiam ser fonte de lucro já estava presente há algum tempo, mas em última instância o lucro era esperado da venda do próprio produto (como a venda do livro, ou a venda dos ingressos para as cessões de cinema), não de produtos relacionados a eles. Desenhos, por outro lado, desde bem cedo foram vistos como uma oportunidade de venda de produtos externos ao desenho em si. A lógica era simples: a emissora exibia uma animação X, assim captando a atenção das crianças, e quando vinha o intervalo comercial tinha lá a propaganda de algum produto (normalmente algum boneco) relacionado a este desenho X. E pronto, agora era só esperar a criança pedir o novo brinquedo aos pais que o lucro começaria a entrar.

Mas ainda tem mais. Que os desenhos foram aproveitados para divulgar produtos isso a maioria sabe. Mas sabia que existem diversos desenhos que surgiram baseados em brinquedos? Tartarugas Mutantes Ninjas (que começou como um quadrinho, mas cujo desenho animado veio para promover os brinquedos baseados no quadrinho), G. I. Joe, mesmo He-Man foi produzido com o específico propósito de vender uma certa linha de bonecos. Isso muito explica o formato de “monstro da semana” de muitas animações sobretudo da década de 1980, bem como porque estes “monstros” poderiam parecer tão bizarros: não raras vezes primeiro se fazia o boneco e somente depois tentavam encaixar o personagem em algum episódio. E enquanto certamente as produções japonesas nascidas especificamente para promover esta ou aquela linha de brinquedos foram em bem menor número, com normalmente os produtos relacionados surgindo após a popularidade da obra, ainda houve casos bastante notáveis de antigamente até os dias atuais, tal como a franquia Digimon (originalmente uma tentativa de promover os chamados “V-Pets”) ou a franquia Cardfight!! Vanguard (cujo anime foi lançado especificamente para promover o jogo de cartas que viria depois, uma tática que inspiraria a empresa responsável por ambos, a Bushiroad, a incentivar a produção de ainda outros animes relacionados a outros jogos de cartas da empresa).

Cardfight!! Vanguard é um bom exemplo de um anime moderno criado especificamente para promover um produto
Cardfight!! Vanguard é um bom exemplo de um anime moderno criado especificamente para promover um produto

Tudo isso para dizer que a ideia de que os desenhos animados eram uma “propaganda indireta” para algum outro produto existe praticamente desde que existem desenhos na televisão. E enquanto alguns poderiam afirmar que as coisas mudaram desde a década de 1980 eu apontaria que elas mudaram bem menos do que parece. Falando exclusivamente do caso japonês, franquias que se consagraram enquanto propagandas para certos produtos ainda seguem bem firmes no mercado, principais exemplos talvez sendo Yugioh, que atualmente conta com sua quinta série animada (Yugioh Arc-V), e Pokemon. Mas nós também vemos, vez ou outra, o aparecimento de algum anime que existe especificamente para promover um produto, como o já mencionado Cardfight!! Vanguard, ou a animação de Youkai Watch. E tudo bem, alguém poderia apontar que animes como esse são basicamente a exceção da exceção, considerando que pouquíssimos do tipo aparecem entre os provavelmente mais de 50 animes lançados a cada nova temporada. O que estaria certo, mas ainda um tanto quanto impreciso. Isso porque a vasta maioria dos animes produzidos ainda são uma propaganda, apenas não para brinquedos.

O que nós tivemos nas últimas décadas foi uma mudança de público. Enquanto os primeiros animes eram claramente direcionados para crianças, atualmente o publico alvo principal se modificou um pouco, passando a se direcionar mais para adolescentes e jovens adultos. Isso possibilitou um novo tipo de marketing. Ao contrário de crianças, que dependem dos pais para comprar um dado produto, adolescentes e adultos são bem mais capazes de comprar seus próprios bens, então o que os animes atuais promovem não é mais uma linha de brinquedos, mas sim a obra original. Light Novel, mangá, vídeo-game, dizer que a maioria dos animes, hoje, são adaptações de algo seria apenas atestar o óbvio, mas é o que está por trás do óbvio que importa de fato. Um adolescente pode comprar uma revista toda semana, bem como pode comprar uma Light Novel a cada seis meses ou a cada ano. E claro, cada vez mais as empresas percebem que o próprio anime, em si, pode render lucros, visto que jovens adultos podem arcar com os preços exorbitantes dos blue rays recheados de brindes e extras. Não é que a maioria dos animes deixou de ser uma propaganda, mas sim que o material que eles promovem mudou, isso porque o público alvo mudou.

"Sword Art Offline". Apesar de caros, é comum que os DVDs e Bue Rays japoneses venham com uma série de extras incluídos.
“Sword Art Offline”. Apesar de caros, é comum que os DVDs e Bue Rays japoneses venham com uma série de extras incluídos.

Panorama dado, chegamos à nossa situação atual, e com ela somos obrigados a nos perguntar: esse modelo de negócios, de ter produções artísticas que são apenas propaganda para algum outro produto, cria um problema de qualidade para os animes? O fato desses animes, no passado e no presente, serem apenas “propaganda” para alguma outra coisa, significa que eles são ruins? Bom… Deixem-me responder isso com uma pergunta: se você estiver assistindo um anime e perceber que ele é horrível, você vai sair de casa e comprar o mangá, novel ou seja lá o que for que aquela obra é baseada? Se a resposta for “não” você provavelmente já entendeu qual é o problema aqui. Se você tem uma obra que é uma propaganda para outra coisa, e essa obra é ruim, a sua propaganda já era. As pessoas não vão ver, não vão comentar (ou se comentarem será só para falar do quão ruim é) e, em última instância, não irão comprar o material que aquela obra deveria promover. Acreditem, isso  aconteceu. Existem diversos desenhos americanos, por exemplo, criados para vender um determinado produto, que de tão pouco sucesso que fizeram duraram apenas uma ou duas temporadas e nunca mais foram tocados novamente. O tempo cuida de apagar esses desenhos da história, e é por isso que nós não vamos lembrar deles agora, mas muitos certamente foram tão ruins quanto, ou mesmo muito piores, do que muita coisa produzida atualmente. E sim, o mesmo vai acontecer com as obras atuais. Sabe aquele anime que é uma enorme porcaria e nunca ganhou uma segunda temporada? Então, ele provavelmente vendeu muito mal e agora estão todos meio que esperando o tempo se encarregar de apagar sua existência.

O que as pessoas precisam ter em mente, é que em se tratando de televisão é sempre uma aposta. Uma empresa precisa ganhar dinheiro, do contrário não teria como pagar seus funcionários, pagar o material para produzir produtos novos, pagar as instalações de seus prédios, pagar os devidos impostos ao governo… Cada novo anime lançado é um novo risco, que pode trazer lucro ou então prejuízo, e é por isso que nós temos visto tantos animes de 12 a 25 episódios recentemente, porque se eles trouxerem prejuízo este ao menos será menor. Claro, uma empresa pode ter expectativas para uma dada obra, e dificilmente alguma lançaria algo sem acreditar que a obra ao menos tem potencial. Não a toa a maioria das adaptações feitas são de obras que já se consagraram como boas de venda, ou ao menos em algum nível semelhantes a uma outra que se saiu igualmente bem. Quantas adaptações de light novels de sucesso não vieram após o sucesso de Haruhi Suzumiya? Ou quantos animes se passando em um jogo virtual não foram produzidos desde o sucesso de Sword Art Online? E quantos animes de garotas mágicas com uma pegada mais “séria” não surgiram desde o sucesso de Madoka Magica? As empresas não são cegas e estão continuamente olhando o mercado, o que teve sucesso ou não. Isso não elimina o risco, e uma obra aparentemente com potencial pode se mostrar um grande fracasso, mas ainda tem mais chances de funcionar do que um “tiro às cegas”.

Quando uma obra faz sucesso, é normal que ela receba continuações, bem como que obras com temática ou atmosfera semelhante também comecem a ganhar adaptações
Quando uma obra faz sucesso, é normal que ela receba continuações, bem como que obras com temática ou atmosfera semelhante também comecem a ganhar adaptações

E não entendam mal: um estúdio pode dar um tiro às cegas. Basta ver que ainda aparecem, vez ou outra, obras completamente originais, não baseadas em nada. É difícil assumir um risco maior do que esse, já que se busca conquistar uma fã-base do absoluto nada, e justamente por isso obras assim são tão poucas em comparação às adaptações. Mas elas estão ali, não podemos negar isso. E muitas vezes, quando esse tipo de obra traz algum prejuízo ao estúdio, são aqueles animes mais populares, adaptados de alguma light novel, quem vão garantir que o estúdio como um todo permaneça no azul, em termos financeiros, para que possa depois investir inclusive em novos riscos. Então da próxima vez que você for reclamar que um anime que você não gosta está ganhando uma segunda temporada, pare para pensar que talvez aquela segunda temporada acabe dando o dinheiro necessário ao estúdio para se arriscar a produzir algo que você talvez venha a achar espetacular. Além disso, tudo isso que foi dito nos mostra que antes de reclamar de uma empresa fazer um anime claramente apenas porque ela quer aproveitar alguma onda momentânea do mercado, querendo ganhar em cima da popularidade de alguma outra obra (seja adaptando-a, ou adaptando algo parecido), seria muito mais sensato reclamar dos consumidores, considerando que se existe uma dada tendencia ela existe tão somente porque as pessoas a estão incentivando. Mas isso dito… Podemos culpá-los?

O que por vezes nós esquecemos é que animes são, para todos os efeitos, uma mídia de entretenimento. Uma diversão. E de novo, não entendam mal: eu adoro animes que conseguem ser provocativos ou reflexivos. Gatchaman Crowds, Kino no Tabi, Hourou Musuko, são todos animes que eu tenho em muito grande estima por conta de serem altamente reflexivos. Mas eu também gosto de animes que existem apenas para divertirem, a exemplo de algo como Gunslinger Stratos THE ANIMATION ou Phi Brain Kami no Puzzle, que ainda que passem longe de serem a oitava maravilha da animação japonesa ainda conseguem me entreter e divertir. E este é o caso da vasta maioria dos animes que se tornam populares. Eles se tornam porque divertem, porque estimulam o espectador em diversas maneiras para além daquilo que um crítico olharia. Para muitas pessoas, cenas de ação são tudo o que um anime precisa ter para ser bom, e dane-se praticamente todo o resto. Ou, então, tudo o que querem é uma história onde o protagonista caia nos peitos de uma garota diferente a cada episódio. E enquanto é fácil para alguns revirar os olhos e dizer que esse tipo de gente está “estragando” a indústria, incentivando a produção de animes “ruins”, eu acho válido termos um pouco de compreensão. Muitas vezes nós estamos falando de um público que chegou cansado da aula, da faculdade ou do trabalho e que tudo o que quer é descansar um pouco e relaxar assistindo um desenho que goste. E para uma mente cansada, um pouco de ação sem sentido ou de personagens em corpos idealizados pode muito bem ser exatamente o que a pessoa precisa.

Cada obra tem seu público. Às vezes, um pouco de ação e aventura é tudo que uma precisa para agradar sua audiência.
Cada obra tem seu público. Às vezes, um pouco de ação e aventura é tudo que uma precisa para agradar sua audiência.

Eu certamente advogo a ideia de que desenhos animados, bem como outras mídias visuais, podem ser “arte” no exato mesmo nível que grandes peças da literatura ou da pintura, contando histórias profundas, com personagens muito bem desenvolvidos, críticas e questionamentos sociais, políticos, ideológicos… Mas para todos os efeitos, eu também acho que nós devemos ter o direito àquelas obras chamadas de “mindless fun“, aquelas histórias escapistas e que servem apenas para nos divertir. E enquanto alguns talvez argumentem que é possível criar obras do tipo sem recorrer ao “ecchi”, ou ao “moe”, ou ao “fanservice”, ou ao “yaoi”, ou ao [insira aqui qualquer outra característica que as pessoas alegam que está “matando” a industria de animes], é aqui que a ideia de “nicho” entra em foco. Nem todos os animes são feitos para todo mundo, muitas vezes eles são feitos procurando atender uma parcela bastante específica da população que assiste. Isso não significa que eles não possam ser apreciados por qualquer um, apenas que eles não estão preocupados em serem apreciados por qualquer um, mas sim apenas por aquele nicho em específico. E de certa forma, obras como essa tem uma relação curiosa com o lucro: por vezes podem ser obras extremamente bem sucedidas, que trazem o dinheiro que depois será investido em criar algo para uma audiência mais abrangente, como também podem acabar pagando apenas a si mesmas ou trazendo algum prejuízo, e acaba que o que de fato sustenta obras desse tipo, que atendem a um certo nicho, é o dinheiro vindo de outras obras mais abrangentes.

Agora, que fique bem claro, eu também não quero isentar aqui trabalhos preguiçosos, claramente ruins, feitos sem um pingo de maior esforço e dedicação e claramente com uma mentalidade de “nosso consumidor vai comprar qualquer coisa mesmo, então dane-se”, que é a mentalidade que parece reger “certos” estúdios (Dragon Ball Super, oi?). O lado bom é que é justamente aqui que o modelo atual melhor se sai, de forma que se um anime tiver uma animação muito ruim, ou uma obra for simplesmente péssima como um todo, os comentários negativos, a falta de engajamento do público e, claro, a queda nas vendas ou na audiência, força o estúdio ou a abandonar qualquer que seja a atrocidade da vez, procurando ter mais cuidado com o que faz no futuro, ou a melhorar a obra a fim de tentar uma espécie de “contenção de danos”. Para todos os efeitos, o modelo atual ainda é o mais democrático possível, e se algo ainda está no ar é tão somente porque, como eu disse, as pessoas aprovam. E se isso significa que obras fenomenais talvez não ganhem o reconhecimento que merecem, também significa que completas porcarias provavelmente desaparecerão no curso da história antes de nos darmos conta.

É plenamente possível que um estúdio invista em uma obra menos do que deveria, a fim de ganhar mais em retorno financeiro. Quando isso acontece, porém, as chances de isso se mostrar um tiro no pé são bem altas.
É plenamente possível que um estúdio invista em uma obra menos do que deveria, a fim de ganhar mais em retorno financeiro. Quando isso acontece, porém, as chances de isso se mostrar um tiro no pé são bem altas.

Agora, eu quero com isso dizer que não existe nenhum problema em uma estreita ligação entre arte e lucro? Bom, é meio óbvio que não. Dentro desse modelo, se uma obra não se mostra popular o bastante ela pode facilmente ser cancelada (se um mangá) ou nunca receber uma nova temporada (se um anime), como eu acabei de falar. E num exemplo mais próximo da nossa realidade, aqui no Brasil, existem obras incríveis que nossas editoras de mangá possivelmente nunca irão publicar, por já serem muito antigas, por não serem populares ou por não apelarem para nenhum nicho consolidado (em suma: por serem um risco de fracasso grande demais). É uma situação problemática, mas nem só de arte vivem as pessoas. Enquanto virtualmente qualquer um pode escrever um livro e publicá-lo por conta própria na gráfica mais próxima, os passos envolvidos na produção de um desenho animado são tantos e exigem tantos equipamentos diferentes que apenas a verba de um estúdio poderia pagar o trabalho necessário, e olha que ainda assim às vezes ainda saem animes com uma péssima animação. Mas é esse mesmo modelo que permite que obras simplesmente estupendas, como Ghost in The Shell ou Kino no Tabi, ou mesmo a série Fate se formos falar em ótima animação e visual, existam. E honestamente, se tivermos que aguentar um monte de obras medianas, porém divertidas, enquanto ainda recebendo uma ou outra masterpiece a cada ano ou dois, eu estou certamente ok com isso.

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – [C]: The Money of Soul and Possibility Control, episódio 1

2 – Dimension W, episódio 3

3 – Cardfight!! Vanguard, episódio 1

4 – Sword Art Offline, episódio 1

5 – Pôsteres de divulgação de Sword Art Online, Sword Art Online 2, Log Horizon, Overlord e Hai to Gensou no Grimgar.

6 – Pôsteres de divulgação de Dragon Ball Z, Saint Seya e Naruto

7 – Seven Sins of Evil – Judment of Corruption

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2 comentários sobre “Sobre a relação entre dinheiro e animes.

  1. Até ler o texto eu era aquele tipo de cara q defende q “A industria do animes e mangas esta a cada dia q passa se afundando mais na bosta”, e achava q as pessoas eram umas babacas por perderem tempo vendo animes q são aqueles clichêsões (oq da a impressão q todos esses animes são os mesmos, só muda as “skins” dos personagens kkk), mas realmente, muitas vzs vc n quer refletir sobre o universo e tudo mais, só quer dar umas risadas, quem nao gosta de alguma coisa q n seja fútil ne? Com o tempo mais pessoas estao entrando nesse mundo “otaku” (odeio essa palavra mas n achei outra), oq faz com q cada vez mais tenham publicações seguidas dessas obras na tv e em editoras, e como oq mais da lucros são esses animes cliche, cada vez mais vao ter mais animes cliches, oq me dx um pouco pensativo, por um lado a industria ganha mais dinheiro e pode estar mais segura em arriscar em obras mais sérias mais seguidamente, ou, qt mais grana circular, mais gente vai se envolver nos negocios da industria, maior vai precisar ser o retorno em lucros, e menos vão poder correr riscos, e a outra opção é q tudo continue como esta, a unica coisa q aconteça é q vão sair mais obras, e todos os “gêneros” vão aumentar proporcionalmente. Não estudei a fundo sobre essas questões, por isso n posso afirmar nada, só esperar pelo melhor.

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    • Acredito que tem ainda um outro fator a ser considerado: as pessoas se cansam. Toda “era”, seja no cinema, televisão, animes, etc, eventualmente chega ao final porque o público acaba se cansando. Pegue, por exemplo, os anos 70-80, com MUITOS animes de mecha, ou os anos 90-2000, com uma quantia absurda de shounens. E agora estamos no meio dessa onda moe-light novel. O cinema já viu fluxos semelhantes, com Hollywood tendo suas épocas de faroeste, de ficção científica e por ai vai, e hoje estamos em um momento de grandes adaptações de livros e quadrinhos. O mais provável é que eventualmente as pessoas vão se cansar disso, como já se cansaram das modas anteriores, e ai os estúdios meio que serão obrigados a mudar e seguir uma nova tendência. Claro, não podemos saber qual será ela ou se será muito melhor do que a atual, mas o ponto é que eventualmente a situação vai acabar mudando e é esperar pra ver se para melhor mesmo rs

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