Review – Gatchaman Crowds

Gatchaman Crowds
Gatchaman Crowds

Existem obras que desafiam ao senso comum, e isso em mais de uma forma. Gatchaman Crowds, anime produzido pela Tatsunoko Production e dirigido por Kenji Nakamura, é certamente um deste casos. Lançado em julho de 2013, a série original continha um total de 12 episódios mais um episódio especial, que consistia basicamente na segunda metade do 12º episódio com algumas cenas adicionais. Dois anos depois, em julho de 2015, a série ganha um episódio especial que serve de prólogo à sua segunda temporada, lançada ainda no mesmo mês de julho e intitulada Gatchaman Crowds Insight, o que resulta em um total de 26 episódios. E, de forma geral, a série foi produzida para dialogar com a franquia Gatchaman, iniciada com o anime Kagaku Ninjatai Gatchaman, de 1972, produzida pelo mesmo estúdio. E sim: eu disse dialogar. A série não age como continuação, reboot ou mesmo adaptação do anime de 1972, e não fosse pelo título e algumas referências pontuais não haveria se quer porque colocá-los na mesma franquia, o que por si só foi uma decisão curiosa por parte da produção. Curiosa, mas certamente não negativa. Ao completamente se desprender da franquia tal como era até então, Gatchaman Crowds permite que não seja se quer necessário saber da existência de Kagaki Ninjatai e suas continuações, mas ainda assim coloca algumas referências e easter eggs que certamente irão ressoar aos ouvidos daqueles que conhecem o anime antigo. Talvez pudéssemos dizer que Gatchaman Crowds é uma homenagem à franquia iniciada na década de 1970, mas eu talvez fosse um pouco mais longe e o colocasse como uma homenagem, mas também uma crítica, a todas as histórias de super-heróis.

E sobre o que é este anime? Bom, a história se passa no Japão moderno, onde Ichinose Hajime, estudante do ensino médio, é abordada por um homem alto e misterioso conhecido como JJ. Nesse encontro, JJ retira de dentro da Hajime um NOTE, a encarnação material da alma de uma pessoa em formato de agenda. A partir deste momento, Hajime passa a fazer parte do grupo Gatchaman, responsável pela proteção da Terra contra alienígenas que possam causar o mal. Mas isso é apenas metade da história. Enquanto os Gatchamans lutam nas sombras para proteger o mundo, Ninomia Rui procura uma outra forma de melhorá-lo. Tendo criado o aplicativo e rede social GALAX, seu objetivo é permitir que qualquer pessoa possa ser um herói, o meio para tanto sendo a conexão entre as pessoas. Assim, GALAX permite que uma pessoa com um problema peça ajuda e o próprio sistema do aplicativo procura alguém nas proximidades capacitado e disposto a ajudar a pessoa. Para Rui, o mundo não precisa de heróis: as pessoas devem ser capazes de andar com as próprias pernas. Ambas as visões de mundo, a dos Gatchaman e a de Rui, porém, colidem quando o alienígena Berg Katze começa a causar problemas na Terra, e é aqui que eu paro esta sinopse. Não dá para dar maiores detalhes sem entrar em spoilers, então fica aqui o aviso para os que ainda não assistiram o anime. Sinceramente, esse anime vale a pena ser visto, e se você ainda não o fez eu recomendo que pelo menos dê uma chance. No mínimo, eu posso dizer que é um anime diferente do que vemos normalmente, especialmente dentro do gênero “super-heróis”. E isso dito, vamos à review.

Ichinose Hajime, protagonista de Gatchaman Crowds
Ichinose Hajime, protagonista de Gatchaman Crowds

Começando do começo, vou retomar algo que mencionei. Eu disse que a série dialoga com as demais da franquia, mas talvez seja mais adequado dizer que Gatchaman Crowds dialoga com o próprio conceito de herói. E de novo eu vou enfatizar essa palavra: o anime dialoga com o conceito. Não vejo Gatchaman Crowds como algum tipo de desconstrução ou mesmo subversão do conceito de herói, mas sim como uma outra visão daquilo que um herói é ou deveria ser. Explicando: se pararmos para pensar, o herói em si em uma história raramente tem realmente uma escolha. O herói é sempre levado a agir, e levado por circunstâncias que escapam de seu controle. É a Toca do Coelho, na qual Alice cai involuntariamente. É a busca por perdão de seus atos, que leva Herácles a cumprir seus 10 trabalhos. A salvação de um povo, a proteção de uma vila, a busca por um objeto, o herói, mesmo quando parte em jornada por vontade própria, quase nunca tem realmente uma escolha: ou ele faz algo ou algo de muito ruim irá acontecer. Gatchaman não “mexe” nesse ponto em específico, mas ele mexe naquilo que esse ponto gera: o senso de dever. Por ser alguém dotado de uma pesada responsabilidade, o herói quase sempre age por um senso de dever. Ele faz o que faz porque precisa e porque somente ele pode fazer. Ambos, Hajime e Rui, porém, buscam um outro ideal. O do “herói por diversão”. Um ideal de herói voluntário, que faz o que faz não por ser obrigado a tanto, mas simplesmente porque deseja fazer. GALAX, rede social criada por Rui, se baseia inteiramente nessa premissa, enquanto que a própria Hajime deixa bem claro a importância de se divertir com o que se faz, em oposto a agir puramente por um senso de dever.

Nesse sentido, o anime busca dar agência aos seus heróis. E isso é algo que podemos ver nos próprios personagens. Sugane é talvez o mais próximo do arquétipo de herói que nós pensamos hoje, aquele herói que faz tudo por um senso de dever, justamente por isso levando seu papel como Gatchaman bastante a sério. Paiman é outro exemplo, embora por motivos diferentes: por ter uma personalidade bem mais medrosa na maior parte do anime, ele é um personagem que, embora se denomine líder dos Gatchamans, toma bem poucas decisões a princípio, normalmente esperando algum tipo de instrução por parte do JJ. E ambos são personagens que aprenderão a agir com independência ao longo do anime, se desgarrando das normas e regras de conduta dos Gatchaman para agirem da forma que eles mesmos julgarem correta. Mas este é apenas um exemplo referente aos Gatchamans. Como eu disse, todo GALAX é baseado na premissa das pessoas agirem por vontade própria. O “update” do mundo que Ninomia Rui busca é justamente o alcançar de um mundo onde todos sejam heróis por volição. Não mais um mundo onde apenas alguns poucos escolhidos devem agir e o restante deve ficar dependente destes, mas sim um mundo onde efetivamente qualquer um possa agir quando necessário. Em si é uma premissa curiosa, e que recebe a sua “forma final” justamente ao final de ambas as temporadas. Como eu disse no começo do tópico, Gatchaman desafia o senso comum. Enquanto alguns poderiam esperar, em qualquer uma das temporadas, um final de combates, lutas e explosões, ambos os finais de Gatchaman, na primeira e na segunda temporada, são… bastante anti-climáticos, para dizer o mínimo.

Ninomia Rui. Seu objetivo é a criação de um mundo sem heróis, onde as pessoas possam andar com as próprias pernas.
Ninomia Rui. Seu objetivo é a criação de um mundo sem heróis, onde as pessoas possam andar com as próprias pernas.

Na primeira temporada, Berg Katze procura causar o caos entre os humanos. Essa é a forma dele agir: ele incita o conflito no mundo e depois deixa que os habitantes daquele mundo destruam a si mesmos. Foi para cumprir seu objetivo que ele retirou um NOTE da alma de Rui, dando-lhe, assim, o poder de conceder os Crowds. Tal como os NOTEs, Crowds são manifestações da alma de uma pessoa, mas em uma outra natureza. Esses Crowds aparecem quando a pessoa os ativa por meio de um aplicativo em seu celular, e a partir deste momento a pessoa ganha uma espécie de “avatar” físico que ela pode transferir para qualquer lugar do mundo e usar para os mais variados fins. A intenção original de Rui era de dar esse poder para apenas 100 escolhidos, que só teriam permissão de usá-lo em momentos de absoluto desespero, a fim de evitar uma catástrofe. Katze, porém, rouba esse poder de Rui e distribui os Crowds para aqueles que Katze acredita que os usarão para seus próprios fins egoístas. O objetivo, é óbvio, era o de causar o caos. Mas a solução dada foi bastante curiosa. Normalmente, uma história nessas linhas terminaria com os Crowds sendo derrotados e a tecnologia sendo considerada demasiado perigosa para a humanidade (o que, de fato, se torna uma preocupação na segunda temporada), mas aqui a decisão do anime é o completo oposto: uma vez que Rui consegue de volta o controle do GALAX, plataforma por onde eram distribuídos os Crowds, sua decisão é a de distribuir Crowds para todos, indiscriminadamente. E… dá certo. As pessoas começam a se revoltar contra os Crowds que estavam causando destruição, e logo estes são vencidos não pelos Gatchaman, mas pelas outras pessoas com Crowds.

Algo similar acontece na segunda temporada. Aqui, um alienígena chamado Gelsadra acaba, de certa forma acidentalmente, criando criaturas apelidadas de Kuu-sama. Esses “monstros” são encarnações da “atmosfera” (kuuki em japonês), naquele sentido do que a maioria das pessoas pensam, sentem ou desejam em um dado momento, e eles começam a causar problemas quando passam a literalmente engolir todas as pessoas que estejam pensando diferente da maioria. De novo, aqui esses monstros não podem ser derrotados apenas com socos e golpes: a solução final encontrada pelos Gatchaman é a de incentivar e fortalecer a individualidade humana e o pensamento próprio, de forma que a própria atmosfera, e com elas os Kuu-sama, desaparecesse. Tanto este final como o final anterior são, para todos os efeitos, bastante anti-climáticos. Estamos acostumados a vermos séries de heróis encerrando com uma luta épica entre o bem e o mal ou entre o certo e o errado, e o fato de isso não acontecer aqui pode deixar algumas pessoas um pouco desapontadas. Mas para todos os efeitos mesmo isto é perfeitamente condizente com as ideias que a série tem da figura do herói. Não importa o quão forte você seja, existem coisas que não podem ser resolvidas com socos e chutes, o que é uma verdade que poucas obras desse gênero se preocupam em comentar. Katze, Gelsadra, eles não são realmente o inimigo a ser vencido. O que eles fazem é dar uma forma física a um inimigo invisível. A ganância e o egoísmo humano. A atmosfera. São coisas que não podem ser vencidas com um soco, e Gatchaman reconhece isso. Ele não abandona ou ignora a figura do herói: no final das contas, o herói ainda é aquele que leva as pessoas a agirem. Mas ele não depende do herói, e justamente a resolução dos conflitos se dá não pela força de uns poucos escolhidos, mas pela vontade, agência e empoderamento individual de cada um (pleonasmo intencional). Por isso eu digo que vejo a série como um diálogo com outras obras do gênero.

Berg Katze, antagonista da primeira temporada. Seu objetivo é fazer a humanidade destruir a si própria.
Berg Katze, antagonista da primeira temporada, tem por objetivo fazer a humanidade destruir a si própria. Os antagonistas em Gatchaman nunca são o verdadeiro inimigo, mas sim manifestam o real problema, normalmente algum aspecto da natureza humana.

Mas é claro, a ideia de herói é apenas uma das temáticas da série, que eu escolhi comentar por ser uma das poucas que atravessa ambas as temporadas. Se eu fosse comentar aqui cada um dos temas que aparecem nesses vinte e tantos episódios este texto ficaria gigantesco. Só na primeira temporada temos essa questão da figura do herói arquetípico contra o ideal de herói que Rui e Hajime apresentam; temos diversos comentários, sobretudo vindos da Hajime, a respeito de como lidar com a relação entre o mundo virtual e o mundo real (com uma rápida menção inclusive para a questão do cyber bullying, onde a Hajime diz que se você vir algo na internet que o desagrada ou entristece você deveria apenas desligar o aparelho. Uma resposta “barata” ao problema, é verdade, mas que faz pleno sentido dentro de seu contexto e das ideias que a personagem mostra ter); também com a Hajime temos alguns comentários sobre empatia e sobre tentar ver o melhor nas pessoas; com Katze temos toda uma discussão a respeito da natural bondade ou maldade da humanidade e de se seriamos uma espécie propensa a auto-destruição ou não… E quando entramos na segunda temos ainda outros temas. Com os revoltosos da VAPE, que se colocam contra a existência dos Crowds, temos a discussão a respeito de quanto poder você deve dar às pessoas; com Gelsadra temos a questão de como as pessoas podem ser facilmente levadas pela atmosfera de seu meio; temos mesmo alguns comentários sobre oportunismo e manipulação midiática e como eles podem ser usados inclusive para manipular as pessoas durante uma eleição; com Rui temos a valorização da individualidade; com a Hajime temos a valorização da discussão e da troca de opiniões… E detalhe: estes são os temas mais óbvios. Não duvido nada que muita coisa passou voando pela minha cabeça enquanto assistia a esse anime, o que por si só me deixa com vontade de re-assistir a obra algum dia.

Justamente por isso eu digo: o forte de Gatchaman Crowds são as suas temáticas. E isso tem um motivo: tudo no anime trabalha a favor destas temáticas. Os conflitos e desenvolvimentos dos personagens, a narrativa, mesmo a coloração e trilha sonora trabalha de forma a ressaltar os temas que a série levanta, e isso em ambas as temporadas. Infelizmente, isso vem com um preço. Para começo de conversa, para todos os efeitos Gatchaman se preocupa muito mais em comentar rapidamente sobre um tema do que efetivamente desenvolvê-lo por um longo período de tempo. Isso é um problema maior na primeira temporada, que me pareceu bem mais “difusa” em suas temática, com talvez uma ou duas temática centrais e muitas outras temática que só eram brevemente comentadas (como a já menciona questão do bullying, ou a questão da importância de se manter o contato pessoal em uma época onde predomina o contato impessoal pela internet, algo que a Hajime comenta quando diz que para tudo de bom que a rede social trouxe, GALAX ainda é apenas um programa em um aparelho dependente de bateria, sinal, etc., e que portanto não devemos dar a estas tecnologias mais valor do que aquele que elas realmente tem). A segunda temporada foi um pouco mais focada, com basicamente duas temáticas centrais (a questão de quanto poder você pode dar às pessoas e a questão do efeito manada) que, de certa forma, dialogam muito bem entre si. Mas talvez justamente por isso a segunda temporada parece um pouco mais “calma” ou “lenta” em relação à primeira, onde uma enxurrada de informação dava a impressão de um ritmo frenético que pouco diminuiu ao longo da trama. Mas não apenas isso: mesmo o desenvolvimento dos personagens foi um pouco sacrificado, com eles só se desenvolvendo na exata medida em que esse desenvolvimento fosse relevante para a mensagem final. Misudachi Tsubasa, personagem da segunda temporada, é um bom exemplo disso, com o roteiro praticamente negando-lhe pensamento crítico até que este fosse necessário na história.

Desenvolvimento de personagem é talvez um dos maiores problemas de Gatchaman, considerando que eles só se desenvolvem na exata medida que a trama exige.
Misudachi Tsubasa. Desenvolvimento de personagem é talvez um dos maiores problemas de Gatchaman, considerando que eles só se desenvolvem na exata medida que a trama exige.

É um problema que fica realmente difícil de contornar. No final das contas, cada temporada tem apenas 12 episódios, descontando especiais, e cada uma precisa lidar com as próprias temáticas. Desenvolver personagens, universo, trama e temática de forma igual é um balanço extremamente difícil de se alcançar mesmo em séries mais longas, aqui então atingir esse balanço seria praticamente um milagre. Escolhas tiveram de ser feitas e a equipe responsável decidiu que mais valia se concentrar nas mensagens que queriam passar do que em coisas como explicação detalhada do funcionamento daquele universo ou um maior desenvolvimento de todos os personagens. E cabe a nós, enquanto espectadores, julgar se a decisão foi assertiva ou não. Agora, obviamente cada um terá sua própria resposta. Se você prefere animes que tem um maior desenvolvimento de personagem você talvez se sinta um pouco desapontado com o fato de que nem todos os personagens de Gatchaman serão desenvolvidos, com a vasta maioria não mudando absolutamente nada ao final da obra (nossa protagonista inclusa). E se, por outro lado, você gosta mais de obras que detalhem seu universo, a falta quase total de explicação sobre como funciona aquele universo pode ser um elemento que atrapalhe a sua experiência com a obra. Mas na minha opinião, eu acho que valeu a pena sacrificar estes outros elementos em prol das temáticas? Honestamente: sim! Mas isso por dois motivos que eu considero essenciais aqui. Em primeiro lugar: sim, outros aspectos foram sacrificados, mas não foram sacrificados demais. Para todos os efeitos, Sugane ainda passa por um bom desenvolvimento, e Hajime e Rui são muito bem definidos e caracterizados em suas ideologias, formas de agir, de pensar, etc. O maior problema fica mesmo a cargo de uma absurda ausência de detalhamento para aquele mundo, este sim um defeito na medida em que por vezes essa falta de explicação deixa as coisas confusas (um bom exemplo é o funcionamento daquelas armaduras… que eu se quer tenho certeza se são ou não armaduras mesmo, aliás).

Mas o mais importante é o segundo motivo, que me fez relevar praticamente todas as falhas do anime: as temáticas em si. Muitas questões levantadas pelo anime são questões que estão sendo e que precisam ser discutidas agora, no nosso tempo presente, e que vão desde comportamentos individuais até ações da sociedade como um todo. Nesse sentido, é uma obra que sabe muito bem dialogar com seu tempo, apontando uma série de problemas da nossa sociedade moderna que muitos de nós talvez nunca tenhamos parado para pensar. Certamente o melhor exemplo disso vem da segunda temporada, considerando que sua questão central é o conflito entre o individuo e a sociedade, bem como a forma como as pessoas tendem a seguir com a onda, reproduzindo formas de pensar do seu meio simplesmente porque assim é mais fácil. Uma mensagem especialmente poderosa sobretudo quando o anime a aplica à política, indicando como mesmo a vitória de uma eleição pode ser determinada por esse “comportamento de bando” das pessoas, fazendo inclusive um comentário sobre como a mídia pode ter um papel central na criação dessa “atmosfera” que as pessoas seguem. Com essa temática, ao final da temporada o anime convida as pessoas a pararem para pensar e, sobretudo, a pensarem com calma e tempo, incentivando a tomada de decisões após um período de reflexão, uma mensagem especialmente válida para um mundo que continuamente se acelera e onde parece que tudo precisa ser decidido o mais rápido possível. E ainda que eu considere as temáticas da segunda temporada mais relevantes para a sociedade moderna de forma geral, todas as temáticas apresentadas no anime tem o seu valor e fornecem um bom material para reflexão sobre os mais variados assuntos.

No final, o que a segunda temporada de Gatchaman nos pede é que pensemos com cuidado antes de tomar uma decisão.
No final, o que a segunda temporada de Gatchaman nos pede é que pensemos com cuidado antes de tomar uma decisão.

É claro, nem sempre o anime acerta, a exemplo da temática central da primeira temporada. No final das contas, o que a primeira temporada coloca é que devemos acreditar nas pessoas e em sua capacidade de fazer o bem e agir corretamente, mesmo que algumas estejam mais inclinadas a atitudes que prejudiquem a terceiros. É uma conclusão que, ainda que bem trabalhada e bem executada, me parece demasiado otimista de modo geral, mas isso sou apenas eu falando. Mas quando o anime acerta, ele realmente acerta, e eu espero que os últimos parágrafos de toda essa análise tenham deixado isso claro. Como um todo, Gatchaman tem seus problemas, mas para todos os que tem eu ainda o consideraria uma obra capaz de agradar a qualquer um. Bons personagens, boas temáticas, algumas cenas de ação bem legais e diversas OSTs marcantes, mesmo que muitos certamente não colocariam Gatchaman numa lista pessoal de “melhores animes já feitos”, eu acredito que a maioria irá encontrar no anime pelo menos uma boa forma de matar o tempo. É divertido, é agitado, é frenético, mas também convida à reflexão, ao pensamento crítico e a fugir um pouco do senso comum. Para mim, mais do que valeu a pena a experiência e é certamente um anime que merece mais visibilidade do que teve.

Imagens (na ordem em que aparecem)

1 – Gatchaman Crowds, episódio 1

2 – Gatchaman Crowds, episódio 1

3 – Gatchaman Crowds, episódio 4

4 – Gatchaman Crowds, episódio 4

5 – Gatchaman Crowds Insight, episódio 1

6 – Gatchaman Crowds Insight, episódio 12

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