Lista – 5 Obras em Andamento que Valem a Pena Conferir

Sem título

Para mim, possivelmente a parte mais importante de uma obra é o seu final. Como eu bem disse no meu texto “A Importância do Final“, o final é o momento de síntese, onde tudo o que veio antes é colocado em uma balança. O que foi bem aproveitado, o que foi abandonado, o que foi explicado, os furos de roteiro que ficaram, o desenvolvimento dos personagens… Com a conclusão de uma obra somos verdadeiramente capazes de medir todos estes diferentes elementos e dizer, efetivamente, se a obra cumpre ou não com a própria proposta. Justamente por isso, eu tento manter, neste blog, uma política de completude: eu tento resenhar apenas obras finalizadas. E isso exclui bastante coisa da conta. Obras ainda em lançamento, obras que tem uma próxima temporada anunciada, obras que terminaram de forma inconclusiva e que talvez ganhem uma continuação, tudo isso eu acabo deixando de mencionar aqui, basicamente por não me achar capaz de resenhar uma obra sem ter o seu efetivo final. Isso dito, tem algumas poucas obras que eu acompanho e que, por conta da sua qualidade, eu realmente gostaria de dar algumas palavras a respeito delas.

Então vamos lá: para esta postagem, eu selecionei cinco obras ainda em andamento que eu estou acompanhando no momento. Mas não foi uma seleção aleatória! Em primeiro lugar, nada de animes da temporada. Estas são obras normalmente curtas (12 a 24 episódios), com muitos já para além da metade. Se ao final algum deles se destacar, tentarei fazer uma review do anime inteiro, ao invés de resenhar meia duzia de episódios agora. Não, eu decidi escolher obras que já estão em andamento há algum tempo, mas que, ainda assim, não mostram sinais de estarem para acabar (convenhamos, esta seria uma lista bem inútil se em dois meses tudo nela já tivesse acabado, né? rs). Além disso, eu decidi não me limitar a mídias. Não são cinco animes que valem a pena conferir, ou cinco mangás. São cinco obras, ponto. E é claro, essa lista foi feita em grande medida tendo por base a minha experiência pessoal. As coisas que assisti e assisto, as coisas que gosto… Em fato, justamente por isso este post não é um top. Não quero de forma nenhuma insinuar que estas cinco obras são melhores ou piores do que outras. São só cinco obras que eu gosto, que estão em lançamento e das quais eu estava a fim de falar um pouco. E se o leitor achar que vale a pena mencionar esta ou aquela obra, deixe sua contribuição nos comentários. Isso dito, vamos às obras:

5 – Yu-Gi-Oh! Arc-V (Anime)

Yu-Gi-Oh! Arc-V
Yu-Gi-Oh! Arc-V

Quinta série animada da franquia Yu-Gi-Oh!, a série Yu-Gi-Oh! Arc-V começa na cidade de Miami City, onde uma nova tecnologia de solid vision permite a criação de um action field, um espaço especial no qual as pessoas são capazes de interagirem com os hologramas produzidos durante um jogo de Monstros de Duelo, sendo mesmo capazes de montarem nos monstros enquanto andam pelo cenário holográfico. Graças a esta tecnologia, emergiu na cidade o popular action duel, duelos cujo principal objetivo é o entretenimento da platéia através da interação entre monstros e jogadores. Neste mundo, Sakaki Yuya é um jovem cujo desejo é seguir os passos de seu pai e se tornar um grande Duelista do Entretenimento, levando sorrisos às pessoas com sua forma divertida de duelar. Até aqui temos um cenário bem simples, mas logo as coisas começam a se complicar. Pessoas são aprisionadas em cartas, jogadores parecem capazes de causar dano real mesmo sem usarem um sistema de solid vision e mais e mais fica claro que o mundo de Yuya corre um sério perigo conforme o garoto se vê envolvido em uma verdadeira guerra cujo desenlace cruza dimensões. Produzido pelo Estúdio Gallop, no momento desta postagem o anime conta com 69 episódios, e não dá nenhuma mostra de estar se quer perto da metade.

Mas vamos lá, por que este anime está nessa lista? Bom… Se você já assistiu algum dos animes da franquia Yu-Gi-Oh!, você provavelmente irá concordar que eles não são exatamente jóias raras da animação japonesa. A necessidade de ter o jogo de cartas sempre em foco e de inovação constante pelos normalmente mais de cem episódios de anime (com a série Duel Monsters, exibida no Brasil, passando dos duzentos episódios), os animes de Yu-Gi-Oh! muitas vezes pecam por mal uso de personagens, histórias repletas de furos de roteiro, e mesmo um sentimento de puro improviso conforme a série vai se desenrolando. A série Arc-V, porém, consegue a façanha de evitar tais problemas. Sim, o jogo de cartas ainda é o foco, mas agora os roteiristas evidentemente sabem quando tirá-lo do centro da trama e dar espaço a outras coisas. Por exemplo, muitas vezes temos episódios inteiros sem nenhum duelo, apenas para desenvolver os personagens, suas relações uns com os outros, as formas como lidam com a situação em que estão, etc. Além disso, a história é muito bem construída. Mais de 60 episódios e talvez haja uns 5 que poderiam ser considerados “inúteis”, no máximo. O planejamento prévio e o fato de que a equipe de produção sabe o que está fazendo já torna este possivelmente um dos animes com a história mais bem contada em toda a franquia, ao menos até agora. Eu não vou entrar em detalhes para não dar nenhum spoiler, mas seja você fã ou não das séries antigas ou do jogo de cartas, eu realmente acho que vale a pena dar uma chance a essa obra. Uma boa história com bons personagens, boa animação e boa trilha sonora. Precisa de mais? (rs)

4 – Ansatsu Kyoushitsu / Assassination Classroom (Mangá)

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Ansatsu Kyoushitsu

Na escola elementar Kunigigaoka, a classe 3-E é conhecida como a “Classe Encerrada”. Uma sala fora do prédio principal, no topo de uma montanha, para lá vão os piores alunos da escola. Proibidos de participar de qualquer atividade discente, os alunos sofrem constante preconceito, discriminação e ostracismo por parte não somente dos demais alunos, mas também dos professores e da instituição escolar num geral. São verdadeiros fracassados, que nunca poderão aprender nada e que jamais terão uma chance na vida… Pelo menos, isso até a chegada de um polvo mutante de uns dois metros de altura que diz ser o responsável por destruir 70% da lua. E que, ainda por cima, diz que irá destruir a Terra no prazo de um ano. Agora, os alunos da Classe Encerrada tem a missão de matar seu professor. Se conseguirem, não apenas salvarão o planeta como ainda podem ganhar uma recompensa de 10 bilhões de ienes. Mas a tarefa pode ser um pouco mais difícil do que parece. Não apenas essa estranha criatura é capaz de se mover a velocidade de Mach 20 (tão veloz que é capaz de desviar de uma saraivada de balas da sala inteira), como ainda por cima ele se releva como o melhor professor que a turma 3-E já teve.

Esta é a sinopse do mangá Ansatsu Kyoshitsu, também chamado de “Assassination Classroom” no ocidente. Escrito por Yusei Matsui e publicado na revista semanal Weekly Shounen Jump, a série atingiu uma popularidade inesperada, que já a rendeu, inclusive, uma série animada de mesmo nome, com 22 episódios (e uma segunda temporada já anunciada). E ela está aqui… bom, porque é possivelmente uma das ideias mais criativas que eu tenha visto recentemente. A ideia em si de alunos precisando matar seu professor foi o que primeiro me chamou a atenção, dada a metáfora óbvia do aluno que supera o mestre. Não apenas isso, o mangá consegue jogar algumas temáticas e criticas sociais que… eu não digo que são pesadas, mas que podem fazer o leitor parar para pensar por alguns minutos. Mas fora isso, como comédia o mangá não deixa nada a dever. Eu pessoalmente sou alguém que não costuma rir muito com obras de comédia, mas eu estava efetivamente gargalhando em diversos momentos da minha leitura deste mangá. Eu não quero entrar em detalhes para não dar spoilers, mas se você procura uma boa comédia non-sense, com personagens carismáticos e momentos de real seriedade, esta é definitivamente uma série que vale a pena acompanhar. No momento desta postagem, o mangá conta com 151 capítulos publicados, dos quais 133 foram reunidos em 15 volumes lançados no Japão. No Brasil, o mangá é publicado pela editora Panini, com tiragem bimestral e contando atualmente com 7 volumes.

3 – Magi: The Labirinth of Magic (Mangá)

Magi: The Labirinth of Magic
Magi: The Labirinth of Magic

14 anos atrás, misteriosas construções chamadas “Dungeons” começaram a emergir do solo. Dizem as histórias que quem conseguir entrar no prédio e chegar até o centro da Dungeon irá obter riquezas inimagináveis e o poder para se tornar um Rei. E é a este mundo que chega o garotinho Alladin, após passar sua vida inteira preso num quarto sagrado. Conforme vaga pelo mundo, tentando entender quem (ou o que) ele é, Alladin encontra com Ali Baba, um adolescente obcecado em reunir dinheiro para que possa, um dia, desafiar uma Dungeon. Juntos, Alladin e Ali Baba viajarão pelo mundo fantástico em que vivem, conforme se envolvem com sua política, economia, mistérios e perigos. Escrito e desenhado por Shinobu Ohtaka e publicado na revista semanal Weekly Shounen Sundayo mangá de Magi: The Labirinth of Magic já ganhou até mesmo uma série animada de duas temporadas, cada qual com 25 episódios, produzidas pelo estúdio A-1 Pictures.

Apesar de um começo bastante típico de um shounen padrão, Magi logo consegue atingir níveis de seriedade que honestamente me surpreenderam na época. Fora temas pesados como expansão militar, escravidão ou conquista econômica, o mangá não hesita em entrar mesmo em questões filosóficas como a noção de destino. Além disso, o universo de Magi é certamente bastante rico. Inspirado nos contos das Mil e Uma Noites, mas também na História de antigos impérios, como a China ou Roma, a autora consegue criar um universo vasto, mas ainda assim bastante detalhado e bem explicado em todas as suas várias nuances. Sua política, economia, mesmo origem e formação são explicados ao longo da série. Mas para além de suas temáticas e de seu mundo, o mangá conta ainda com diversos personagens bastante carismáticos e bem trabalhados, a maioria dos quais existindo em uma tênue linha entre o herói e o vilão, seguindo suas próprias convicções e ideologias a fim de criarem o mundo que consideram ideal. Quem é fã de shounen e procura uma obra que fuja aos padrões e clichês convencionais certamente irá encontrar em Magi uma obra a se elogiar. Atualmente, o mangá conta com 276 capítulos, 258 dos quais publicados em um total de 26 volumes de mangá. No Brasil, a editora JBC foi a responsável por trazer o mangá, com publicação mensal e atualmente em seu 12º volume.

2 – Vinland Saga (Mangá)

Vinland Saga
Vinland Saga

Mangá escrito por Makoto Yukimura e publicado mensalmente na revista Monthly Afternoon, a história de Vinland Saga se passa na Europa do começo da Baixa Idade Média, focando-se sobretudo nos povos nórdicos. Nosso protagonista é Thorfinn, um jovem que aos seis anos perdeu o pai em uma emboscada praticada pelo grupo de Askeladd. Após este evento, Thorfinn decide ingressar no grupo do assassino de seu pai, a fim de desafiar seu líder a um duelo e vencê-lo. Passando por incontáveis batalhas, quando a trama começa nosso protagonista já é um guerreiro habilidoso, capaz de se sustentar até mesmo contra os guerreiros mais fortes. Ao longo da trama, o jovem se vê envolvido nas mais variadas batalhas, guerras, intrigas políticas e conflitos de escala internacional, conforme busca pela sua tão almejada vingança.

Infelizmente, não tem muito mais que eu possa falar desse mangá sem dar spoilers. Mas o que eu posso dizer é que o cuidado que o autor teve e a pesquisa que ele fez para criar a ambientação do mangá é definitivamente algo que merece todos os elogios possíveis. É bastante comum encontrarmos obras “de época” que caiam em péssimos anacronismos ou na pura e simples irrealidade (vide os sei lá eu quantos filmes em que os Vikings eram representados como tendo capacetes com chifres). Aqui, porém, o autor parece ter feito uma boa pesquisa sobre a cultura nórdica da Idade Média, incluindo ai crenças religiosas, vestimentas e armas, mesmo passatempos e jogos e até a mentalidade. Além disso, o mangá conta com uma arte que eu só posso chamar de excelente: extremamente detalhada, mas ainda assim perfeitamente compreensível, o que é bastante difícil de se encontrar. Isso sem contar os ótimos personagens e o bom desenvolvimento que o protagonista vai tendo ao longo da história. Em todos os aspectos, uma obra que vale muito a pena conhecer. O mangá conta atualmente com 118 capítulos, 115 dos quais publicados em 14 volumes de mangá. No Brasil, a obra está sendo lançada pela editora Panini, em publicação bimestral e atualmente no volume 9.

1 – Evillious Chronicles (Vocaloid)

Evillious Chronicles
Evillious Chronicles

Vamos lá. Antes de mais nada, uma rápida explicação da mídia na qual está esta história. Para quem não sabe, “vocaloid” é um programa de computador desenvolvido de forma a produzir uma voz artificial a partir de uma voz real. Em suma, uma pessoa (normalmente algum cantor ou cantora) cede algumas amostras de sua voz, que então são usadas para desenvolver uma voz artificial capaz de formular palavras, frases e, sobretudo, capaz de cantar. Possivelmente o vocaloid mais conhecido que existe é a Hatsune Miku, mas existem diversos outros. Em todo caso, todos são programas que qualquer um pode comprar, sendo então normalmente usados para criar musicas. E o mais comum é que acabe por ai, a pessoa cria uma musica, coloca o vocaloid para cantar e faz o upload da coisa em algum youtube ou nico nico da vida. Mas algumas vezes um autor pode decidir fazer uma musica que complemente uma que ele já havia lançado antes. E depois outra, e mais outra, e mais outra, até que se formem séries de musica que, a bem da verdade, pode ser imensas.

Evillious Chronicles é exatamente assim. Criada por alguém que se identifica apenas como MOTHY (acrônimo para Master of The Heavenly Yard), ou Aku no P, a série é uma dark fantasy que se passa num mundo fictício no qual os Sete Pecados foram espalhados. A partir daqui, a história cobre um período de mil anos, nos apresentando dezenas de personagens e suas ligações com os sete Recipientes de Malicia, onde estão os sete Demônios do Pecado. Com inspirações que vão do livro do gênesis e histórias folclóricas até eventos históricos e países reais, o autor conseguiu criar um universo ricamente intrincado, complexo e bem explicado, com sua própria mitologia, ciência e política. Se você gosta de uma história com grandes twists no roteiro, contada fora de cronologia, com um universo vasto e muito bem explorado, vale a pena dar uma chance a esta série de musicas. Atualmente, a série já conta com mais de 50 musicas, além de pelo menos duas séries de light novels, diversas séries em mangá, booklets e outros produtos, todos com sua própria relevância para a construção deste vasto universo.

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Evillious Chronicles – Clockwork Lullaby 5 – Chrono Story

2 – Yu-Gi-Oh! Arc-V – Episódio 1

3 – Ansatsu Kyoushitsu – Episódio 1

4 – Magi: The Labirinth of Magic – Episódio 1

5 – Vinland Saga – Volumes 1, 2 e 3 (Panini Comics)

6 – Evillious Chronicles – Clockwork Lullaby 6 – Capriccio Farce

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