Review – Shin Sekai Yori (Anime)

“Shin Sekai Yori”

Em 2012, chegava às televisões japonesas o anime “Shin Sekai Yori“, inspirado no livro de mesmo nome escrito por Yusuke Kishi e originalmente publicado em 2008. Produzido pelo estúdio A-1 Pictures, o anime de 25 episódios é ambientado no Japão de mil anos no futuro, mais especificamente no que parece ser uma pequena vila agrícola utópica. No anime, a espécie humana desenvolveu habilidades psicocinéticas conhecidas como “Cantus”, que dão vastos poderes aos seus usuários. Watanabe Saki, nossa protagonista, é uma garota de 12 anos que acaba de plenamente despertar seus poderes, e por conta disso é finalmente transferida para uma escola voltada a ensiná-la a controlá-los e a desenvolvê-los. Reencontrando lá velhos amigos, ao longo do anime Saki irá lentamente descobrir os mistérios e segredos que envolvem o seu mundo. Morte e sofrimento são apenas alguns dos temas que vão sendo levantados, conforme aquela sociedade aparentemente perfeita vai se revelando cruel e até mesmo hedionda. Um mundo onde ninguém esta realmente a salvo e onde aqueles que detém o poder farão de tudo para mantê-lo assim… ainda que por um bom motivo.

Shin Sekai Yori (ou “From The New World”, como ficou seu título em inglês) é definitivamente uma obra única. O simples fato de que poderíamos considerar a sociedade que o anime nos apresenta como ambos, uma utopia uma distopia, já deveria ser indicativo o bastante disto, afora o fato do anime ser ambos, uma fantasia uma ficção científica. É uma obra que desafia classificações e da qual bem pouco se pode dizer sem que se precise dar uma vasta gama de spoilers. O que eu posso dizer é que é algo diferente, provavelmente de tudo o que você já viu. E não apenas por sua mesclagem de gêneros aparentemente antagônicos, mas também pelo tratamento que o anime dá a seus temas, bem como ao seu mundo. De imediato eu posso dizer que este anime tem um dos universos mais bem construídos dentre as obras que já assisti, com cada pequeno detalhe sendo muito bem explicado ao longo da série. Fora isso, é uma das poucas tramas que verdadeiramente consegue nublar a linha de distinção entre o bem e o mal e entre o certo e o errado, apresentando fortes dilemas morais e sociais que muito possivelmente irão mexer com o espectador de forma intensa. Infelizmente, para falar mais do que isso eu precisarei entrar em spoilers, então já deixo o aviso aqui. Este é um anime que vale muito a pena assistir e que eu certamente recomendo que ao menos se dê uma chance. E isso dito, vamos à review. Estejam avisados: spoilers a frente.

Watanabe Saki, protagonista do anime
Watanabe Saki, protagonista do anime

Antes de entrar propriamente na review, porém, permitam-me uma pequena crítica ao gênero “distopia”. Quando falamos em distopias,  é bastante comum que os autores se deixem levar para cenários que, a bem da verdade, muitas vezes parecem simplesmente irreais demais. Países com uma forte tradição pela democracia e livre expressão “de repente” viram ditaduras ferrenhas, manipuladoras de uma massa de alienados. Ou, então, uma potência estrangeira de repente começa a se expandir mundo afora, sem que aparentemente ninguém fale ou faça nada até que simplesmente seja tarde demais para se defender e um tirânico governo imperialista já esteja instaurado. Ou, muitas vezes, a sociedade distópica simplesmente é como é e ponto. Mas aqui está o problema: enquanto observar como um dado sistema se sustenta é relativamente fácil, entender como ele surgiu é… um pouco mais complicado. Por isso que muitos autores nem procuram fazer algo assim, recorrendo a explicações personalistas (algum grande ditador que inexplicavelmente angariou poder o bastante para governar toda uma população), naturalistas (aquela sociedade é assim, sempre foi assim e sempre será assim) ou, as vezes, tecnocratas (a tecnologia permitiu a ascensão de poderes e instituições que governam de fato, não necessariamente um só indivíduo). Não que haja algo de errado com estas explicações, ou que realmente não tivéssemos exemplos delas ao longo da história, só que elas sempre me soaram… incompletas. Nenhum ditador se sustenta no poder sozinho, como incontáveis vezes vimos na história. Nenhum povo se curva para qualquer instituição sem que haja por trás desta uma forte motivação, como também vimos várias vezes. E definitivamente nenhuma sociedade simplesmente “é assim” e acabou.

Shin Sekai Yori, porém, consegue se mostrar um daquele poucos casos a não sofrerem deste problema, que nada mais é do que a falta de explicação e detalhamento do próprio universo. Em Shin Sekai, existe apenas um axioma: no tempo presente, alguns seres humanos desenvolveram poderes psíquicos. Ponto. É um axioma: este evento não é explicado, mas é ele que irá explicar todo o restante. De certa forma, podemos considerar Shin Sekai um imenso cenário de tipo “e se…”. E se um grupo de pessoas de repente tivesse poderes? Para o que essas pessoas usariam esses poderes? Como isso afetaria nossa sociedade a curto prazo? Como afetaria a longo prazo? E a longuíssimo prazo? A partir de um evento no presente, Shin Sekai constrói toda uma narrativa que se estende até mil anos no futuro e que termina por explicar cada detalhe daquele novo mundo. Como a sociedade se formou e se consolidou. De onde vem as normas de conduta daquela sociedade. Quais os jogos de poderes existentes e porque eles existem. O anime vai longe o bastante para explicar até mesmo como as novas espécies de animais se desenvolveram. Ao final, o expectador é perfeitamente capaz de compreender como partimos do nosso mundo atual e chegamos ao mundo de Shin Sekai Yori, o que costuma ser algo bastante raro em cenários distópicos. E ainda que algumas explicações possam soar um tanto quanto vagas após um pensamento mais cuidadoso, ainda é realmente surpreendente o nível de detalhamento que conseguiram dar ao universo da série em apenas 25 episódios. Porém, o mais interessante é que todos estes detalhes não servem apenas para criar um ambiente verossímil. Enquanto as explicações relativas ao funcionamento daquele mundo (as diferentes criaturas mitológicas, os poderes dos personagens, etc.) são importantes para avançar com a história, os detalhes referentes à formação e manutenção daquela sociedade são o que permitem um maior desenvolvimento das questões morais que o anime nos apresenta.

Ao longo do anime, os personagens vão aprendendo os segredos que sustentam o mundo em que vivem.
Ao longo do anime, os personagens vão aprendendo os segredos que sustentam o mundo em que vivem.

Vamos lá, acredito que o leitor já tenha se deparado, ao menos uma vez, com antagonistas que não necessariamente eram “maus”, mas sim que faziam o que acreditavam ser o certo, seguindo suas próprias ideologias em busca de atingir um certo objetivo (que pode, inclusive, ser bastante nobre). Esse é um recurso normalmente usado como forma de demonstrar que as coisas não são sempre pretas ou brancas, certas ou erradas, mas sim que a noção de “bem” e “mal” pode variar de pessoa a pessoa. Porém, em última instância muitas obras falham em entregar essa nuance. Por mais que o antagonista seja identificável, por mais que possamos entender suas motivações, por mais que sentimos pena ou apreço por ele… no final, ele ainda está errado. E por isso ele perde. Pois se suas motivações e objetivos são nobres, suas ações não são. E para provar isso, para provar que ele estava errado em agir como agia, ele precisa perder e o protagonista precisa vencer. No final, muitas obras que tentam criar uma sensação de um mundo “cinza” ainda acabam caindo num mundo demasiado “preto” ou “branco”. Em Shin Sekai, porém, isto não acontece, em grande medida por conta do quanto aquele mundo é detalhado. Sim, é uma sociedade distópica controlada por um governo que não irá hesitar em matar elementos “perigosos”, ainda que sejam apenas crianças. Mas isso não veio do nada! Existe por trás disso uma longa história sobre como as coisas chegaram àquele ponto, e porque elas precisam ser assim. Não se trata de um governo despótico que impõe caprichos sobre o restante da população, mas sim de um grupo de pessoas dando o seu melhor para proteger a todos. E é isso que cria o que eu considero ser a principal qualidade de Shin Sekai: o seu relativismo moral.

Quando estamos no primeiro arco do anime, nossos personagens são bastante jovens, aparentando cerca de 12 anos. Neste arco, eles descobrem uma terrível verdade sobre aquele mundo: a qualquer momento, é possível que os poderes de um indivíduo saiam de controle, com a pessoa se tornando um enorme risco para as demais. Como forma de solucionar esse problema, aquela sociedade desenvolveu uma forma bastante drástica de lidar com as coisas: qualquer criança que demonstrasse qualquer irregularidade em seus poderes (como um poder aparentemente fraco ou difícil de controlar, por exemplo) ou em seu comportamento (por exemplo, violando regras de conduta ou normas morais) seria sumariamente eliminada, com as lembranças de sua existência sendo apagadas das demais crianças. Neste momento, se instaura no leitor a conhecida dicotomia do bem e do mal. Como podem os adultos sacrificarem suas crianças só porque talvez uma possa eventualmente ser um problema?! Matar inocentes só por serem diferentes?! Que tipo de sociedade hedionda poderia permitir isso?! E no fim, esta é exatamente a visão que os personagens terão, e com razão! Logo após descobrirem isso, eles percebem o quanto eles próprios são afetados por esta descoberta: a qualquer momento, um deles poderia ser o próximo! É natural que neste momento a visão que tenhamos daquele mundo seja bastante infantil e imatura, afinal é a visão de um grupo de crianças assustadas. Mas conforme a história vai avançando, as coisas vão mudando.

No começo, o que temos é visão de um grupo de crianças assustadas, que ainda não entendem os motivos por trás do funcionamento de seu mundo.
No começo, o que temos é visão de um grupo de crianças assustadas, que ainda não entendem os motivos por trás do funcionamento de seu mundo.

Após um primeiro lapso temporal, nossos personagens estão agora em plena adolescência. Neste momento, Saki, nossa protagonista, aprende um pouco mais da história daquele mundo. Muito tempo no passado, uma criança nasceu com um sério “defeito”: ao contrário das demais pessoas, que normalmente possuíam uma espécie de “restrição” natural que as tornavam psicologicamente incapazes de matar a outros seres humanos, esta criança era plenamente capaz de usar seus poderes para matar pessoas. Ela se tornou um perigo, dizimando cidades inteiras antes de ser morta por um puro golpe de sorte. Foi a partir deste ponto que os adultos começaram a ter maior cuidado com as crianças, observando-as atentamente e começando a “descartar” aquelas que poderiam apresentar algum risco no futuro. Uma decisão cruel, sim, mas com uma forte motivação por trás. É claro que ninguém deseja ter de matar uma criança, mas estamos em uma situação na qual basta um erro para que uma nova tragédia de proporções nacionais seja instaurada. Aqui nós entramos naquela situação que eu mencionei acima: podemos entender as motivações de nossos antagonistas, ainda que discordemos das ações e dos métodos. Quer dizer, tudo bem, então eles não estão fazendo isso por puro capricho, mas ainda é injusto! Sacrificar algumas crianças só porque alguma pode ser um problema? Deve haver um método melhor… né?

É aqui que entramos no terço final do anime. Aqui, dos seis personagens que originalmente integravam o grupo de amigos do qual Saki fazia parte, restam agora apenas dois. Adultos, eles já estão plenamente integrados em sua sociedade, trabalhando conforme podem. Nesse momento, estoura uma guerra. Os bakkenezumi, uma outra espécie de seres inteligentes, que aparentam estar em um estágio de desenvolvimento semelhante ao que seria o nosso período feudal, decidem atacar os humanos, que até então os dominavam. Como esta espécie poderia enfrentar seres com poderes quase ilimitados? Com um destes seres, é claro! Sequestrando uma criança humana, os bakkenezumi a criaram como um deles. Crescendo em meio aos bakkenezumi, a criança nunca desenvolveu qualquer forma de restrição ou resistência contra matar humanos, se tornando assim a arma perfeita: com seu Cantus, ela poderia matar qualquer um, mas com todos os outros humanos sofrendo das restrições que os impediam de machucar outros humanos, a criança era intocável. Neste momento, tudo o que o anime havia até então apenas nos falado é finalmente mostrado. Em um ataque empreendido com apenas uma criança na vanguarda, uma grande parte da vila de Saki é completamente dizimada. E seria apenas uma questão de tempo até que vilas próximas sofressem o mesmo! O país, mesmo todo o mundo poderia facilmente cair pelas mãos de uma única criança! De repente, o medo e o pavor dos adultos faz pleno sentido. Sim, matar inocentes é terrível, mas bastou um erro para que a humanidade inteira se visse em perigo. Neste momento, mesmo a nossa protagonista admite que ainda que não possa perdoar um método tão cruel, ela finalmente entende porque os adultos agiram assim. E nós, enquanto espectador, entendemos também.

Basta apenas uma criança fora de controle para que toda a humanidade seja posta em risco.
Basta apenas uma criança fora de controle para que toda a humanidade seja posta em risco.

Sinceramente, enquanto eu via esse anime, eu tentava pensar em uma forma de “consertar” aquela sociedade. Com essa terceira parte, fica claro que não fazer nada e deixar as crianças se desenvolverem por si mesmas não poderia ser uma escolha, dado que um só erro bastava para por tudo a perder. Talvez, então, pudessem retirar as restrições contra machucar outros seres humanos. Bastaria uma modificação genética que era claramente possível para aquelas pessoas. Mas o passado daquele mundo mostrava que isso era uma péssima ideia, dado que antes destas restrições serem criadas as pessoas viviam em guerras intermináveis e ditaduras ferrenhas. Mas ainda havia a possibilidade de apenas selar o Cantus das pessoas! Bom… isso infelizmente não seria uma medida definitiva, já que o anime demostra como seria fácil para a pessoa recuperar seu Cantus. Além disso, tal medida poderia terminar criando uma divisão social entre os que possuem o Cantus e os que não possuem, um cenário que era a norma no passado e que levou a incontáveis guerras que, ao final, literalmente causaram um verdadeiro apocalipse! Restava, por fim, a possibilidade de selar o Cantus de todos desde que nascessem, mas isso apenas tornaria a humanidade um alvo fácil aos bakkenezumi. Quanto mais eu pensava em uma saída, mais eu precisava reconhecer que, bom, não existe uma. O mundo de Shin Sekai é cruel e horrendo. Mas ele precisa ser assim! É relativamente fácil você criar um mundo cruel, mas que a simples queda de um ditador ou a conscientização da população pode mudar. Mas um mundo verdadeiramente cruel, um mundo que não pode ser consertado… isso é extremamente difícil, e é justamente o que torna este anime algo tão fantástico quanto provocante.

Infelizmente, não é uma obra isenta de problemas, e um que definitivamente merece menção é seus personagens. Não que sejam ruins, de forma nenhuma. Mas uma peculiaridade em Shin Sekai Yori é que tudo nele existe para avançar sua história e seus conflitos. Tudo… inclusive os personagens. Isso implica que ainda que sejam personagens bem definidos, com personalidades consistentes e efetivamente diferentes uns dos outros, são também personagens descartáveis, que uma vez que cumprem sua função na trama podem ser retirados de cena, o que implica na maior parte do elenco principal morrendo antes do terço final do anime. Combine isso ao fato de que o primeiro terço irá focar sobretudo em Saki e Satoru, justamente os dois únicos a ficarem vivos até o final, e isso implica que a maioria dos personagens simplesmente não terá o tempo de tela que talvez merecessem. Devo dizer que a mim isso não incomodou, já que eu mesmo costumo dar muito mais importância à história do que a qualquer outro elemento em uma obra, mas consigo ver como isso pode desagradar alguém. Mas ei, eu sempre penso que se o maior problema que eu posso ter com os personagens de uma série é que eu gostaria de ver mais deles, então o anime soube entregar seus personagens de uma forma no mínimo agradável (rs). Contudo, há um outro problema, que eu consideraria bem mais grave: os relacionamentos homossexuais ao longo da série.

Ao longo do anime, são formados pelo menos dois casais homoafetivos, um deles sendo o relacionamento entre Shun e Subaru.
Ao longo do anime, são formados pelo menos dois casais homoafetivos, um deles sendo o relacionamento entre Shun e Subaru.

Agora, antes de mais nada, deixem-me deixar uma coisa bem clara: eu não tenho nada contra a homossexualidade ou com casais homossexuais em animes. Muito pelo contrário, inclusive! Considerando o contexto atual, sobretudo dos animes e mangás, onde casais homossexuais parecem só ser utilizados em obras de drama e romance ou em obras de comédia, a ideia de incluir tais relacionamentos em uma obra de fantasia e ficção científica foi algo que eu achei bastante louvável, sinceramente. Quem me dera vermos mais obras indo por esse sentido, certamente não veria nenhum problema nisso. Infelizmente, porém, a execução definitivamente não soube corresponder à ideia. A começar pelo motivo de tais relacionamentos existirem: segundo a história, no passado foi feita uma manipulação genética que introduziu nos humanos genes de bonono, uma espécie de primatas conhecidos por resolverem qualquer conflito com sexo. Isso fez com que a humanidade inteira se tornasse bissexual, com tendência a demonstrar maior afeto uns com os outros, sobretudo na adolescência. E agora eu pergunto: afinal, qual a necessidade disso?! É uma sociedade mil anos no futuro, que se reconstruiu após um verdadeiro apocalipse, era mesmo necessário dar uma explicação de porque as pessoas são bissexuais? Eu talvez não achasse esta explicação tão desnecessária se ela fosse usada para algo, mas a verdade é que ela é absolutamente ignorada o restante do anime inteiro. As crianças descobrem isso por volta do episódio 4. Alguns episódios depois temos uma situação na qual Saki e Satoru estão presos, e com a tensão aumentando eles se deixam levar pelo instinto, quase se beijando antes que Saki interrompesse a cena afirmando que ela não era um macaco, como que rejeitando sua genética. E depois… nada. Zero. Absolutamente nenhuma menção que seja a este elemento da trama. De novo: qual foi a necessidade dele, então?! 

Mas não é apenas isso que me incomodou: um outro problema diz respeito aos casais adultos. Embora tenhamos uma sociedade que é inteira de bissexuais, na qual adolescentes se relacionam em casais homossexuais sem que haja ai qualquer forma de censura por parte da sociedade, todos os casais adultos que vemos são heterossexuais. Agora, eu reconheço que pelos primeiros dois terços da série nós temos bem poucos adultos, o que dirá então casais. Ainda assim, não aparece um indício se quer de um casal homossexual adulto, o que me soa como simplesmente ilógico dado todo o contexto da série. Da forma que foi exposto, o anime passa a homossexualidade como, na melhor das hipóteses, apenas uma “fase” que irá passar quando o jovem atingir a idade adulta. É uma temática poderia ter sido melhor trabalhada e é sobretudo por isso que eu digo que embora a ideia seja louvável a execução deixou bastante a desejar.

Embora sua animação não seja exatamente excepcional, os cenários e planos de fundo certamente merecem elogios
Embora sua animação não seja exatamente excepcional, os cenários e planos de fundo certamente merecem elogios

Considerações finais, cabe aqui uma menção ao designe e à trilha sonora do anime. Enquanto eu inicialmente achei o traço dos personagens bastante… “único”, para dizer o mínimo, os cenários deste anime são simplesmente fantásticos, especialmente os espaços abertos. Além disso, esse anime tem um dos melhores usos de trilha sonora que eu já vi, usando sobretudo dela para criar uma sensação de tensão constante no expetador, inclusive em cenas que não deveriam ter nada de tensas. De modo geral, é um anime diferente de tudo o que se costuma encontrar, com personagens carismáticos, um universo muito bem desenvolvido, uma história que consegue ser ao mesmo tempo instigante e provocativa e, finalmente, um final bastante satisfatório. Tem os seus defeitos, é verdade, mas toda obra tem. Ainda assim, para o que foi, é definitivamente uma obra que vale a pena ser vista

Imagens (na ordem em que aparecem):

1 – Shin Sekai Yori – Episódio 1

2 – Shin Sekai Yori – Epsiódio 1

3 – Shin Sekai Yori – Episódio 4

4 – Shin Sekai Yori – Episódio 4

5 – Shin Sekai Yori – Episódio 21

6 – Shin Sekai Yori – Episódio 8

7 – Shin Sekai Yori – Episódio 3

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Um comentário sobre “Review – Shin Sekai Yori (Anime)

  1. É muito bom encontrar um texto tão bom sobre um anime que eu amo tanto e que é tão pouco conhecido. Sobre a crítica a sexualidade no final, não foi diretamente citado, mas… Aquele episódio. O que. Foi. Aquele episódio? O episódio em que vemos Satoru e Shun se beijando, assim como Saki e Maria assumindo seu relacionamento. Não que eu seja contra um relacionamento entre esses personagens, mas eles foram muito mal… Ou melhor dizendo: Não foram desenvolvidos. Em um episódio, Saki e Shun estavam dando indícios de que se amavam e BUM! No episódio seguinte os personagens que estavam se pegando eram aqueles que não imaginávamos que teriam algum tipo relacionamento amoroso. Foi meio que um choque. Apesar de eu amar a história e os temas apresentados, realmente o anime pecou um pouco no sentido de tudo ser muito corrido, o que prejudicou o desenvolvimento das relações entre os personagens.
    Mas enfim, eu adorei o texto! :>

    Curtido por 1 pessoa

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